Posts Tagged ‘Transporte Coletivo’

Terminais abandonados podem ir para o Estado

Na coluna de hoje destaco proposta do vereador João Amin: terminais abandonados pela prefeitura de Florianópolis podem ser cedidos ao Estado. Servirão para o sistema intermunicipal integrado de transportes coletivos. Confira aqui.

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Sobre delírios & prejuízos

O metrô de superfície, ideia do ex-governador Luiz Henrique da Silveira, que seria inaugurado em 2010, está oficialmente descartado, segundo comunicou o secretário de Desenvolvimento Regional da Grande Florianópolis, Renato Hinnig, na noite de quinta-feira (3/2). Só o ex-governador não sabia que o sistema, em Florianópolis, é inviável, a não ser que o metrô utilizasse uma linha aérea (suspensa), como em algumas cidades europeias.

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Claro que o que foi gasto em estudos a propósito desse projeto delirante deve ser anotado na contabilidade geral de prejuízos gerados pelo governo anterior. Da mesma forma que a badaladíssima travessia aquática Joinville – São Francisco do Sul (Jet Buss), inaugurada com toda pompa e circunstância pelo mesmo ex-governador Luiz Henrique da Silveira em 2009. Já era. Ou nunca foi. Dinheiro público jogado fora.

Transporte coletivo na Câmara

Audiência pública nesta quarta-feira, às 15 horas, na Câmara de Vereadores, vai discutir o processo licitatório para o transporte coletivo em Florianópolis. Tem mais: o encontro vai tratar também de “outras providências para o sistema de transporte coletivo de passageiros no município de Florianópolis”. Quem sabe?

Felizmente a Câmara ainda tem esses laivos de seriedade – uma iniciativa do vereador Renato Geske (PR), a quem cumprimentamos. Porque, quando leio coisas como a discussão estéril sobre o crucifixo do plenário… Tenho ganas de atirar umas tijoladas do Mosquito em certos parlamentares inúteis e boçais.

A cidade sem prefeito

Vejo muita gente se queixando da escassez de horários dos ônibus. E vejo a prefeitura argumentando que na verdade o problema não é apenas relacionado a horários de partida, mas à própria situação vivida pela cidade, atolada de carros (90% dos quais circulando com um único ocupante!). E dou meu testemunho: no início da noite de hoje fui de ônibus – Volta ao Morro Via Pantanal – para visitar minha mãe. Levei 40 minutos da Avenida Mauro Ramos até a Trindade. Trajeto que, em circunstâncias normais, não consumiria 15 minutos. Quem ia entrando no ônibus, pelo caminho, tinha justa razão para se queixar. Mas enquanto a questão do trânsito não for resolvida, ficará difícil solucionar a questão do transporte coletivo. Só que isso é um dilema! E quem está preocupado em resolvê-lo? O prefeito está de licença. Quando voltar ao poder, incorpora-se de novo à comitiva de campanha política do candidato ao Senado Luiz Henrique da Silveira. E continuaremos sem prefeito.

Novembrada

Fechou o pau no Terminal Integrado do Centro (Ticen). Populares indignados quebraram alguns equipamentos e também os vidros dos guichês. Uma reação indignada à paralisação – não comunicada – do sistema de transporte coletivo, desencadeada pelo sindicato de motoristas e cobradores. A população não tem nada a ver com a falta de sintonia entre o sindicato e a prefeitura. E reage porque também está farta de tudo. Só quem usa os nossos ônibus sabe o que significa falta de conforto e falta de horários, entre outros graves problemas. E a questão não está na forma como as empresas administram, mas na ausência de uma política municipal de transporte coletivo. Esse é o nó, essa é a caixa preta — o “toca-de-qualquer-jeito” que caracteriza o estilo improvisado, ausente e distante da nossa administração municipal.

Dizer e provar

JB

Fac-símile da capa do DC on line. Tudo bem, o vice-prefeito “diz que não é a mais cara”. Mas ele não tem que dizer. JB tem que provar que não é a mais cara. E ele não pode provar porque a passagem custa, de fato, R$ 2,80. Questão de ciência, de lógica matemática. Ah, e tem mais: quem paga R$ 2,20 ganha um desconto porque compra as passagens antecipadamente; mas também paga mais barato porque a prefeitura desembolsa um subsídio mensal para as empresas, com bem lembrou o leitor GS. Portanto, nós pagamos, sim, a tarifa mais cara do País. E o Ministério Público deveria, sim, investigar esse caso. Porque é muito grave.

Tarifa merece investigação do Ministério Público

 

Volto ao caso do transporte coletivo e da nossa infeliz liderança nacional em termos de preços de tarifas. Talvez seja o momento de o Ministério Público Estadual começar uma investigação definitiva sobre o que acontece com o sistema em Florianópolis. Não é possível que as autoridades municipais continuem tergiversando sobre o problema, discursando bonito (apenas isso) sobre mobilidade urbana, enquanto o sistema vai pro espaço. Se não era bom antes, temos certeza que ficou muito pior nos últimos cinco anos. (O que me faz sentir saudade da Trindadense e da Taner, que eram muito melhores para a população…).

O que não pode é a prefeitura continuar com esse papo furado da tarifa única, do preço de R$ 2,20 (quando o correto é R$ 2,80 – e o problema está na existência de dois preços). As autoridades municipais precisam falar sério sobre a questão. E provavelmente com a interferência do Ministério Público a coisa comece a funcionar como deve.

Em tempo – Eu escrevo com conhecimento de causa. Sou usuário eventual do transporte coletivo: ando de ônibus pelo menos três ou quatro vezes por semana. Sei do que estou falando.