Posts Tagged ‘Segurança’

Uma vitória de Santa Catarina

Polícia consegue impedir ataque a caixas eletrônicos em Penha, litoral Norte do Estado. Foi a primeira vez que as autoridades chegaram antes, numa prova de que a segurança pública de Santa Catarina melhorou muito, depois de anos de omissão e descaso. Confira minha opinião na coluna desta quinta-feira.

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Fuga anunciada

 

A fuga de 22 presos do cadeião do Estreito é a morte anunciada do nossos sistema carcerário. Um fato repetido, repetitivo, que só comprova a ineficiência do Estado em relação a coisas óbvias, como segurança, educação e saúde.

A questão daquele cárcere imundo começa pela própria localização inadequada, num bairro superpopuloso e de moradores ordeiros, trabalhadores e cansados. Cansados de tanta incompetência e desprezo oficial à cidadania.

O que mais me incomoda é o ar blasé dessas autoridades que aparecem na TV ou falam no rádio, desdenhando dos problemas, fingindo governar, mentindo repetidamente, como se todos nós fôssemos otários ou cretinos.

Atualização às 15h30 — Lembrei agora que a TV mostrou ontem as ‘ferramentas’ utilizadas pelos presos para serrar as grades do cadeião. Uma das ferramentas era feita de gilete. Gilete para serrar grades? Uau.

A Guarda que não guarda e não ajuda

 

Guarda Municipal exibindo sua arrogância nas ruas de Florianópolis não é novidade para ninguém. Seus agentes entrando em conflito com os policiais militares também não constitui fato novo. O que os florianopolitanos esperam, de verdade, é que alguém faça alguma coisa para enquadrar a GM, com o claro objetivo de evitar que se repita a encrenca desta semana – guardas municipais realizando policiamento de ruas, o que não é permitido pela lei (Constituição Federal, a lei maior). A pergunta que domina a cidadania: quem terá peito de denunciar a ilegalidade da GM de Florianópolis ao Ministério Público? Não faltam provas, inclusive a utilização de armas de fogo, grave questão para a qual todos fizeram e fazem vistas grossas. Até que aconteça uma tragédia. Se tal ocorrer, aí as autoridades vão agir?

Retrato da nossa insegurança de cada dia

A matéria a seguir foi publicada no DC on-line de hoje. Seria cômica se não fosse trágica. Todos os destaques do texto são meus:

Uma base operacional da Polícia Militar (PM) no bairro Jardim Eldorado, em Palhoça, teve o fornecimento de energia elétrica cortado após atrasos na conta na tarde de segunda-feira e pegou fogo na madrugada de terça-feira. A suspensão do serviço ocorreu às 10h de segunda-feira. Funcionários da Celesc chegaram a ligar para a companhia para confirmar o endereço antes de fazer o corte. Sem luz, os policiais acenderam velas e tentaram seguir com o trabalho, mas não conseguiram e fecharam o posto. Na madrugada, as velas provocaram um incêndio que foi controlado pelo Corpo de Bombeiros. A assessoria de imprensa da PM afirmou em nota que os pagamentos das contas de água, luz e telefone, todas atrasadas, são feitos pelo conselho de segurança do bairro (Conseg). Ainda segundo a PM, a energia será restabelecida e os policiais devem voltar ao trabalho ainda nesta terça-feira.

Vejam só o que está no último parágrafo: o governo, que joga dinheiro fora patrocinando eventos inúteis, delega à sociedade (o Conseg) a responsabilidade pelo pagamento de um posto policial que cuida da segurança de uma comunidade imensa!

Capital da insegurança

 

Bairros relacionados pelos leitores do blog nos quais se registram graves problemas de insegurança pública:

– Balneário, Estreito, Coloninha, Monte Cristo, Abraão, Coqaueiros, Itaguaçu, Capoeiras.

É claro que esse assunto (insegurança pública) não estará em debate no fórum de turismo promovido pelo WTTC e patrocinado pelo governo do Estado e RBS.

Cidade turística — e sem lei

 

Bairros outrora tranqüilos estão sendo atacados quase que diariamente por bandidos da pior espécie. Casos específicos: Córrego Grande e Itacorubi.

Hoje, numa reunião familiar de homenagens às mães da família, observei as conversas de meus irmãos e sobrinhos sobre a falta de segurança no bairro em que moram, o Itacorubi. Não há policiamento. Malacos que moram numa favela próxima descem todos os dias para assaltar os cidadãos que circulam pelas ruas do bairro. Assaltam também estabelecimentos comerciais e espalham o pânico: ninguém mais quer sair sozinho à rua, em especial no período noturno.

É nesta cidade que vivem os cidadãos que não sabem receber bem os turistas e que são convidados pelo governo para enfeitar suas casas… Tudo para deixar contentes os investidores estrangeiros que devem aparecer por aqui durante o congresso do WTTC.

O governo está se lixando para a opinião pública, como bem disse aquele parlamentar gaúcho e abusado. Está se lixando mesmo. Se se importasse conosco, não estaríamos morando numa cidade marcada pelo medo.

O tráfico e a sobrevivência

 

O tenente-coronel Newton Ramlow explicou há pouco, na CBN-Diário, como aconteceu ontem a prisão de um homem, ligado à ONG Aroeira, que, apesar das atividades educacionais a que se dedicava, continuava trabalhando para o tráfico de drogas no Morro da Nova Descoberta.

Segundo o comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar, o rapaz teria dito que sua dedicação ao tráfico tinha o objetivo de arrecadar dinheiro para construir uma casa. Ramlow lamentou o caso, mas informou ao apresentador Mário Motta que uma boca-de-fumo (nome genérico para um ponto de venda de drogas, pouco importa se maconha, crack ou cocaína) rende por baixo R$ 5 mil ao dia.

O curioso é que o homem preso se dedicava a educar jovens para que busquem o “caminho do bem”, justamente contra o comércio e o consumo de drogas. Mas o que parece triste é ilustrativo. Há uns anos, entrevistei uma autoridade da área de segurança pública que explicou o seguinte: muitos meninos, de 12 anos em diante, se entregam ao tráfico, como “aviões”, para garantir uma renda de R$ 100 por semana. Grana suficiente para comprar óculos ou tênis da moda. Simplesmente porque eles acham que têm esse direito, mas não têm como arranjar o dinheiro suficiente de maneira lícita.

Atualização às 12h02 — Recebo esclarecimento importante: o homem preso ontem não tinha mais ligação direta com a ONG Aroeira. Portanto, a vitória do tenente-coronel Newton Ramlow (e de sua turma linha-dura) contra o movimento social é uma vitória de Pirro. Felizmente.