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Hospital da UFSC para nesta quinta (5)

O Hospital Universitário vai paralisar suas atividades a partir desta quinta-feira (5). Confira a nota oficial do Sindicato dos Trabalhadores da UFSC:

“Em respeito aos usuários do Hospital Universitário, comunicamos que as atividades do Ambulatório serão paralisadas a partir do dia 5 de julho de 2012 – próxima quinta-feira, por tempo indeterminado.

Tal medida se refere a adesão à pauta nacional de greve dos trabalhadores das instituições federais de ensino e dos hospitais universitários.

Além disso, os trabalhadores do HU têm como pauta a defesa da manutenção dos serviços de saúde como bem público, que não podem e não devem se submeter aos interesses do mercado. A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares está prestes a ser implantada no HU e abre espaço para mercantilização dos serviços de saúde prestados pelo hospital. Consideramos que a sociedade precisa estar ciente deste debate e que apoie a manutenção do HU 100% público e gratuito.

A greve é um movimento nacional que já instalado em mais de 60 universidades do país e soma força com a greve dos professores das universidades federais e com o conjunto do serviço público federal. Depois de várias tentativas de negociação com o governo, todas sem sucesso, os servidores chegaram ao limite tendo na greve estratégia para serem ouvidos”.

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Rinite espalha-roda

 

Tenho rinite alérgica, que se manifesta em diferentes situações. Não posso, por exemplo, ficar em casa nos dias de faxina. O cheiro dos produtos de limpeza me faz espirrar continuadamente.

Outro caso é com a área fria dos supermercados, onde ficam as carnes. Ao me aproximar, é um caso sério. Hoje, no Angeloni, foi divertidíssimo. Chegando perto do açougue comecei a espirrar direto, uns sete ou oito espirros vigorosos. O corredor estava lotado. Em questão de segundos, todos os consumidores, uns 15, tinham sumido. Ficaram só os carrinhos – e até um carrinho de bebê, com o bebê dentro. Paranóia geral, cena de filme de ficção científica.

A saúde pública abandonada

 

A questão dos médicos que batem o ponto nos hospitais públicos e depois caem fora para atender em suas clínicas particulares expõe um problema grave do sistema de saúde catarinense, além de constituir uma grave infração ao código de ética profissional. Há uma velha discussão sobre a remuneração dos médicos no sistema público que, ao contrário de ser resolvido, foi agravado pelo atual governo. Ou seja, ao invés de valorizar os profissionais, o governo do Estado retirou incentivos (gratificações e horas extras) e passou a tratar os médicos como peões de obra.

O que digo aqui não é invenção. Foi-me dito por um respeitável médico florianopolitano, há pouco mais de duas semanas. Não justifica a história de bater o ponto e sair fora. Mas explica a bagunça que acontece nos hospitais públicos e, principalmente, a falta de uma política de saúde em Santa Catarina que valorize não apenas os médicos, como os enfermeiros, auxiliares e pessoal administrativo.

O médico com quem conversei foi taxativo: “A categoria cumpre apenas suas obrigações”. Embora, como se viu na reportagem pontual da RBS TV, nem isso aqueles doutores estivessem fazendo.

Higiene deveria ser regra geral

 

Copiei de uma matéria do Notícias do Dia de ontem (terça): 

Gripe A –- Principais orientações

— Lavar as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir e espirrar; depois de usar o banheiro, antes de comer, antes e após tocar os olhos, a boca e o nariz. Ao tossir e espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço descartável. 

Uau. E eu que aprendi tudo isso, quando era pequeno, em casa e na escola! Pensei que higiene fosse um estágio bem-resolvido do nosso desenvolvimento humano! Pelo visto, a porquice era (ou é) generalizada.

Sem pena do médico

 

Assistindo à reportagem sobre o médico que vendia atestados (frios) por R$ 30, minha filha de nove anos, que tem um incrível senso de justiça, me perguntou:

– O que acontece, o médico vai preso por causa disso?

– Não, respondi-lhe – e expliquei quais os procedimentos possíveis, de uma advertência até a cassação do registro profissional.

– Mas é pouco — e encerrou o papo.

Mania de limpeza

 

Acho curioso que médicos e educadores venham, agora, recomendar que as pessoas tenham hábitos simples de higiene, como lavar as mãos de vez em quando, assoar o nariz longe das pessoas, espirrar com uma das mãos sobre o nariz etc. e tal. Eu não imaginava que as pessoas em geral andassem assim tão porcas e que só agora estejam sendo alertadas para os perigos da falta de higiene.

Aliás, não lembro se foi o Mário Motta, o Prates ou o Janiter, mas alguém do rádio outro dia questionou essa história da higiene – “Mas não há o risco de se espalhar o TOC (transtorno obsessivo compulsivo, uma doença mental leve)? Não, definitivamente não. Higiene não é TOC, é básico, é coisa de pessoas educadas.

Espalhando o pânico

gripe2 

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Matéria publicada pela Agência Brasil e copiada por alguns noticiários on line. Uma tremenda irresponsabilidade. Não há nada, nenhum detalhe, nenhuma informação relevante.

Jornalismo é (deveria ser) uma atividade séria. Não essa coisa de espalhar o pânico e fazer com que os cidadãos mais paranóicos, por exemplo, já estejam estocando máscaras de proteção.