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Descendo o sarrafo no Prates

 

É pau puro a meia página publicada pelo Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal de Santa Catarina (Sintrafesc) no Notícias do Dia de hoje. “É pelo interesse dos poderosos, ancorados na mídia, que mentiras repetidas à exaustão tentam ganhar foro de verdade. Mitos como o de que o serviço público no Brasil não tem qualidade. Tem e não tem, como também ocorre na iniciativa privada. Generalizar é faltar com a verdade, é manipular a opinião pública”, diz um trecho do gigantesco manifesto.

O título do documento: “O Sintrafesc responde as ofensas de Luiz Carlos Prates aos servidores”.

Prates teria dito, no Jornal do Almoço do dia 27 de maio, que o acesso ao serviço público, através de concurso, exige “apenas memória”.

O manifesto está na edição impressa do ND, página 7.

RBS TV, 30 anos

 

Meu abraço especial para alguns amigos e companheiros de profissão que atuam ou atuaram na RBS, completando hoje 30 anos de início de operações em Santa Catarina. Lembro-me com carinho dos queridos Silveira Lenzi, Fenelon Damiani, Salomão Ribas, Moacir Pereira, Cacau Menezes, Maria Odete Olsen, dos tempos pioneiros de Bom Dia Santa Catarina e Jornal do Almoço (Cacau é o único que está no elenco até hoje). Não poderia deixar de enviar um beijo também pra Laine Valgas, querida amiga; pro Mário Motta, figurinha da melhor qualidade; pro Prates, com quem trabalhei (na própria RBS TV, em 1985); e pro Roberto Alves, outro amigo de longo curso.

Discutindo o monopólio da informação

 

Recebi dos meus amigos anarquistas (Fórum Libertário) a convocação a seguir. Pela relevância do tema, reproduzo o texto na íntegra:

 

“Sindicato dos Jornalistas discute atuação do Grupo RBS em Santa Catarina

 

Na semana em que é celebrado o Dia do Trabalhador, o SJSC realiza a Semana do Trabalhador Jornalista, cujo eixo será a atuação do Grupo RBS no Estado. A primeira atividade será na segunda-feira, dia 27, e a segunda no dia 30 de abril, quinta-feira. 

No dia 27, no auditório da FECESC, na Capital, haverá a mesa-redonda Grupo RBS: Domínio Econômico e Discursivo, da qual participam Celso Tres, Procurador da República em Tubarão, e Danilo Carneiro, membro do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ. No dia 30 será feita panfletagem, das 10 às 13 horas, no Largo da Alfândega em Florianópolis, com esclarecimentos sobre a profissão de jornalista e as implicações da atuação do Grupo RBS no Estado, que é alvo de uma Ação Civil Pública pelo Ministério Público Federal em Santa Catarina. 

A Ação, de número 2008.72.00.014043-5, busca tutelar o direito de informação e expressão da população catarinense. O principal objetivo é anular a aquisição do jornal A Notícia, agora do Grupo RBS. Além disso, o MPF quer reduzir o número de emissoras de televisão do Grupo ao máximo permitido por lei, que são duas.  

Para o MPF, a situação de oligopólio é clara, em que um único grupo econômico possui quase a total hegemonia das comunicações no estado. Por isso, a Ação discute questões como a necessidade de pluralidade dos meios de comunicação social para garantir o direito de informação e expressão; e a manutenção da livre concorrência e da liberdade econômica, ameaçadas por práticas oligopolistas. O Grupo é a maior rede regional de TV do país. São 18 emissoras de TV, 26 emissoras de rádio AM e FM, oito jornais e 4 portais na internet. 

Outro problema é bastante conhecido pelos jornalistas. Vários profissionais foram demitidos quando o Grupo comprou o jornal joinvilense, e em 2009 ocorreu novo “enxugamento” nas redações. Além de questão do desemprego de profissionais com experiência, outro fato preocupante é que a RBS consolida uma posição discursiva privilegiada: dona de emissoras de rádio, de tevê e de jornais, ela é a grande fonte de interpretação da realidade social, espacial, política, econômica, do Estado. Santa Catarina se vê pelos “olhos” da RBS, que consolida a memória das coisas a dizer, filmar e escrever sobre SC. 

O Procurador Celso Tres é um dos autores da Ação e irá conversar com os jornalistas sobre a iniciativa do MPF/SC. Já Danilo Carneiro falará sobre as limitações da forma jurídica no que se refere ao acesso da população aos meios de comunicação. 

No dia 30 de abril, quinta-feira, das 10h às 13h, no Largo da Alfândega, na Capital, esse debate será levado à população como parte da iniciativa do Sindicato de refletir sobre o fazer dos jornalistas no Dia do Trabalhador. 

No dia 27, você já sabe! Reserve a noite para se informar sobre este assunto, de interesse de todos os catarinenses! Venha para o seu Sindicato!”.

 

Nota do blog — A discussão do dia 27 será às 19 horas, no auditório da Fecesc, aquele prédio cinza que fica na frente do Banco Redondo, Avenida Mauro Ramos.

 

Ainda o vexame do ano

 

Como era de suspeitar o caso RIC-Record x RBS ainda vai render na Justiça, com novos desdobramentos nos próximos dias.

E já há gente do meio da comunicação que considera desesperadora a insistência da Federação Catarinense de Futebol, da Associação de Clubes de Futebol Profissional e… de outros interessados. Pela simples razão de que todos os citados já pagaram o mico que poderiam ter pago, a RBS incluída, com seu marketing de guerra, que saiu afoitamente à frente dos fatos, num claro desafio antecipado à Justiça.

Melhor seria, na avaliação de companheiros que conhecem FCF, Associação e outros personagens menos votados, que a RBS enfiasse a viola no saco e se conformasse com o vexame do ano, acontecido justamente nas primeiras semanas de 2009.

O jogo pesado da transmissão do Catarinense

 

É muito grande ainda o rolo envolvendo a transmissão do Campeonato Catarinense pela televisão. No blog do Rodrigo Santos está um vídeo muito interessante, produzido pela RIC-Record, com uma síntese da história toda, entrevistas do presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim Peixoto, e da Associação de Clubes de Futebol Profissional de Santa Catarina, Carlos Crispim, elogiando a qualidade técnica e a projeção do futebol catarinense proporcionada pela emissora. Enquanto elogiavam em público, os dirigentes das entidades tramavam nos bastidores a puxada de tapete da RIC-Record. Assista aqui ao vídeo.

O cartel do futebol

 

Um amigo que entende do riscado me diz que o futebol só funciona porque os clubes formam uma espécie de cartel. “Se não for assim, não dá certo”, me garante o amigo, lembrando que uma CPI instaurada na Assembléia Legislativa, há alguns anos, não deu em nada. O cartel venceu o jogo.

 

Esse cartel é o que perdeu a disputa na Justiça, até aqui, pela transmissão do Campeonato Catarinense. Pode ser que nas instâncias superiores do Judiciário o cartel consiga impor sua vontade – a de rasgar o contrato com a RIC-Record e entregar a transmissão televisiva à RBS. Vamos aguardar para ver qual o desfecho.

Coisas do arco-da-velha no futebol catarinense

 

Estava lendo agora o ótimo blog do Rodrigo Santos, que fala de futebol e outros esportes, quando me ocorreu o seguinte: o episódio – essa contenda entre RIC-Record, Federação, Associação de Clubes e RBS – serve pelo menos para mais uma coisinha: expor o esquema de podres poderes que envolve o futebol catarinense. Nunca antes na História deste Estado os cartolas estiveram tão próximos de um desmascaramento completo. É só o Ministério Público (Federal, Estadual) aprofundar investigações sobre como o futebol é administrado em Santa Catarina… Suas excelências, os procuradores, descobrirão coisas do arco-da-velha.