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Coluna do fim de semana (30 e 31/10)

A praça, ontem e hoje

Na primeira imagem, reproduzida de um cartão postal do final da década de 1960, está a Praça Celso Ramos no contexto da Avenida Rubens de Arruda Ramos (Beira-Mar), ainda em implantação. À época, como se vê, era possível identificar o único prédio visível – o Hospital dos Servidores, hoje Hospital Celso Ramos.

Na segunda imagem, a nova configuração daquele espaço público, entregue à comunidade na sexta-feira pelos diretores da WOA Empreendimentos Imobiliários e pelo prefeito Dário Berger.

As duas imagens comprovam o quanto Florianópolis mudou nos últimos 40 anos.

Respeito

Diego Wendhausen Passos, que mora na Rua Acelon Pacheco da Costa, no Itacorubi, concorda com a coluna quanto à falta de respeito aos pedestres naquele bairro, lembrando que já sugeriu, há três anos, a colocação de lombada eletrônica nas vias públicas. “Espero que a prefeitura faça alguma coisa. Ouvi de uma vizinha que o Conselho Comunitário já fez reivindicações, mas até agora, nada foi feito. Torço para que sejamos atendidos”, diz o leitor.

Lombadas

Maria Aparecida Sá de Souza manifesta sua insatisfação com a obra de pavimentação que está sendo feita nos bairros Sambaqui e Santo Antônio de Lisboa, especificamente em relação às lombadas. A leitora pondera que a recolocação das lombadas não segue o bom senso nem critérios técnicos. Ela pergunta se não há legislação que discipline a implantação desse tipo de obstáculo.

Debate

O jornalista Maurício de Oliveira contesta o uso da expressão “desocupados”, à qual este colunista recorreu ao definir aqueles que defendem a transferência da Capital para outra região do Estado. Conforme Maurício, a questão não é ser contra ou a favor de uma suposta mudança, mas a possibilidade de abertura do debate sobre os problemas e as soluções para Florianópolis.

Retrocesso

Da série “origens da violência”: em São José, há poucos anos, foi implantado o sistema de como Bases Integradas de Segurança Pública, juntando Guarda Municipal, Polícia Militar e Polícia Civil, com 11 unidades, localizadas nos principais bairros. Por conta da falta de recursos humanos, a PM está desativando sua participação nessas bases, aumentando os riscos de insegurança no município. Caso foi denunciado na Câmara de Vereadores.

Imposto

Leitor que não se identificou observa: “Finalmente alguém falou o absurdo que é mudar as regras do IPTU, afetando quem, como eu, já tinha tudo planejado para pagar com o desconto de 20% somente em março/2011. Se eu ainda tivesse uma rua decente, que não alaga quando chove, nem reclamaria tanto. Mas pagar o que eu pago de IPTU e não ter nada em troca é revoltante”.

Nossa música

“Compositores da Era do Rádio ao MP3 – Um Show de Samba e Bossa Nova” é o espetáculo que a banda Aroeira gravará no teatro do Centro de Eventos da UFSC, neste dia 3, para posterior distribuição em DVD. O show incluirá músicas de Zininho, Luiz Henrique Rosa, Jeisson Dias e Luiz Meira, entre outros. Vocalista Leleco Lemos acelera ensaios e preparativos para a grande noite.

Ruínas

As próprias autoridades reconhecem: a família proprietária do palacete que pertenceu ao governador Hercílio Luz na prática está esperando que o prédio desabe naturalmente. O pior é que ninguém pode fazer nada, porque, mesmo significando uma cicatriz para a cidade, mesmo no estado lamentável em que se encontra, o imóvel é particular.

Bairro do futuro – A segunda quadra do bairro Pedra Branca, em Palhoça, será lançada neste sábado. Projetada pelo escritório Nelson Teixeira, a nova etapa, assim como as outras, valoriza calçadas, áreas verdes, o uso da bicicleta e o convívio em espaços públicos.

Jaqueira – Milton Wolff Júnior lembra do episódio da jaqueira na Rua Esteves Júnior, citado pela jornalista Maria José Baldessar. “Morava ao lado. O valente vizinho que enfrentou os abobados, evitando o corte, chama-se Luiz Osvaldo Coelho, engenheiro agrônomo, hoje aposentado! Continua morando lá”.

Sangue – Hemosc não terá expediente neste dia 1º, porque segue a decisão governamental, que transferiu o feriado do servidor público (sexta) para a segunda-feira. Mas a direção da instituição garante que os estoques de sangue estão em níveis regulares.

Cinema – “Vitus” é a recomendação de bom cinema neste sábado (19 e 21h30), no Paradigma. Produção suíça, concorreu ao Oscar em 2007 e tem no elenco Bruno Ganz – um dos favoritos de Wim Wenders, mas que se notabilizou por interpretar Hitler em “A Queda”.

Resposta – Paulo Vitorino Silva, da Amakobrasol (Associação dos Moradores e Amigos do Kobrasol), manda dizer para o vereador Édio Vieira que a entidade está forte, representativa e atuante, pronta para qualquer diálogo e ação referente ao bem-estar da comunidade.

Outra voz – Está em processo de constituição a Acisa (Associação Civil de Integração Social e Gestão Ambiental Urbana da Grande Florianópolis), que pretende combater ações de “hipocrisia e terrorismo” que envolvem licenciamentos ambientais na região.

Trambolho – O leitor que se identifica apenas como Carlos concorda que a Capital tenha decoração natalina, mas se incomoda com o fato de que a prefeitura “tem sempre que colocar esse trambolhos em cima da ciclovia da Avenida Beira-Mar, como se não tivesse mais nenhum lugar pra fazer a montagem”.

Futuro – O que está em jogo neste domingo é, sem dúvida, o futuro do Brasil. Por isso, é fundamental que o voto em Dilma Rousseff ou José Serra seja respaldado pela consciência sobre o que queremos para o país. É o nosso destino que está em jogo.

Coluna de hoje – sexta (29/10)

Mudar capital é factóide

Florianópolis tornou-se capital do Estado no século 18, porque a concentração populacional estava localizada justamente no litoral e a Ilha de Santa Catarina era o centro geográfico da província. 

O factóide que aparece de tempos em tempos, de alguns desocupados querendo deslocar a capital do Estado para o interior, não é novo e sempre foi amplamente repudiado. No final do século 19, o então governador Hercílio Luz conseguiu vencer um movimento político que pretendia implantar a capital na região central de Santa Catarina. Aliás, a reação de Luz foi fundamental para que ele decidisse pela construção de uma ponte ligando Ilha e Continente – a Ponte da Independência, que depois ganhou seu nome.

Iniciativas

Na década de 1970, o então prefeito de Joinville, Luiz Henrique da Silveira (PMDB), também propôs a transferência da capital para outra região, como se isso resolvesse os problemas de Santa Catarina. Tempos depois, foi o deputado estadual Onofre Agostini (DEM) que pretendeu o mesmo, tendo sua ideia derrotada na Assembleia Legislativa.

Lucidez

“Mudar a capital para outro lugar tem custo incompatível com a escala de prioridades do Estado de Santa Catarina. Se o problema é o inchaço da Ilha – e realmente ela já não suporta mais qualquer tipo de obra – que se faça, então, da Grande Florianópolis a capital de SC. Seria, inclusive, uma forma de turbinar as pequenas cidades que formam a Grande Florianópolis, transformando-as em locais dignos de seus habitantes”. Do sempre lúcido Paulo Stodieck.

Omissão

Do vereador Édio Vieira (PSDB), de São José, em seu Twitter, ontem: “Sinto que nos últimos tempos nossas comunidades estão apáticas. Onde andam as associações e conselhos comunitários? Cadê nossos lideres?”. É verdade, vereador, quanta gente se omite. Por isso nossas cidades vão sendo tomadas por invasores, especuladores, aventureiros e oportunistas!

Música e alegria

Tem muita gente indignada com a Polícia Militar, porque esta não vem cumprindo sua função constitucional de proteger a população. Mas a PM tem um outro lado que o público admira e aplaude: sua Banda de Música. Parte dela apresentou um belíssimo concerto ontem, ao meio-dia, na frente da Secretaria da Educação, em comemoração ao Dia do Servidor Público. Os músicos encantaram a plateia que se formou na Rua João Pinto com clássicos de jazz e música brasileira.

Sinalizada

A Amaro Antônio Vieira, via doméstica do Itacorubi que é rodovia só no papel, está sinalizada em alguns trechos, com placas de proibido estacionar. A novidade foi comemorada por moradores que vinham fazendo pressão há anos pela medida. O trânsito da rodovia fluiu bem melhor durante o primeiro dia de vigência da proibição, mas em alguns trechos as dificuldades de mobilidade persistiram porque alguns motoristas insistiram em desrespeitar a sinalização.

Competência

A dúvida agora no bairro é quem vai fiscalizar as infrações. Por estar registrada como rodovia, a Guarda Municipal e a PM habitualmente recusam-se a atender ocorrências na via, alegando que a competência é da Polícia Rodoviária Estadual. Mas de onde vem a ideia de que aquilo é uma rodovia?

Alto custo

Ainda a propósito da demolição do Edifício Mussi, o presidente do Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis) Átila Rocha, a prefeitura não pode arcar com o ônus de restaurar prédios tombados, “porque o custo em geral é de milhões de reais. A responsabilidade pela recuperação e manutenção é do proprietário”.

Segredo – Constatação indiscutível: assaltos a ônibus acontecem maciçamente nas linhas intermunicipais da Grande Florianópolis que não utilizam bilhetagem eletrônica. Número de abordagens às linhas da Capital, que usam o Passe Rápido, é insignificante.

Árvore – Jorge Luiz Goerck pergunta se teremos uma bela árvore de Natal na cidade este ano. “Não precisa ser tão grande como a do ano passado, mas seria bom ter uma”, diz.

Significado – Tem razão o leitor: não importa o tamanho da árvore, mas o seu significado.

Turismo – Uma das bandeiras da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de Florianópolis é a ampliação do número de voos na Capital. Desenvolvimento do comércio e turismo depende diretamente disso. O problema é o aeroporto, que continua muito humilde. Sem falar na infraestrutura viária.

Ossos – Advogado Renato Boabaid lembra que há décadas já se falava em descoberta de ossos no subsolo da Catedral Metropolitana. Ele não vê nenhuma novidade no assunto e não entende por que tanto alarde em torno da questão.

Impunidade – Tomando como gancho a demolição do Edifício Mussi, na Capital, João Martim Marques pergunta: “E o casarão demolido em São José, deu no quê?”. Em nada, como sempre, meu caro João.

Cobrança – Não param de chegar relatos sobre assaltos à luz do dia em vias públicas de Florianópolis e São José. E a pergunta que um leitor faz sintetiza a indignação geral: “Onde está a polícia? Onde foi parar a valentia dos oficiais e soldados da PM?”.

Asfalto – Todos sabemos, e esta coluna bateu firme no assunto durante meses, que o asfalto da Avenida Beira-mar estava em petição de miséria. Agora que as obras de recuperação começaram sobram queixas contra a iniciativa da prefeitura. Vai entender.

Coluna de quinta (28/10)

Cidade sem passado

A professora e jornalista Maria José Baldessar relata que morou durante muitos anos na Rua Esteves Júnior. “E, dia a dia, vimos os casarões sendo colocados abaixo nos finais de semana. Quem mora por ali há mais tempo lembra do episódio da jaqueira que foi ‘tosqueada’ durante a madrugada e só não foi abaixo por causa de um morador da vizinhança. Ela está lá: espremida entre o prédio e a garagem, resistindo. Bem ao lado da Casa do Bispo”.

Maria José agora mora em outra rua, onde há outra jaqueira maravilhosa. “Quero ver até quando resiste e quem vai defendê-la. A prefeitura? Duvido. É isso: nada tem valor. Vamos viver numa cidade sem passado! É muito triste!”.

Omissão

Atento leitor da coluna enviou mensagem citando o artigo 167 do Plano Diretor de Florianópolis: “A concessão de licença para demolição de edificações construídas há mais de 30 (trinta) anos dependerá de anuência prévia do órgão municipal competente para a preservação do patrimônio histórico”. Era o caso do Edifício Mussi, construído em 1957. E é bom lembrar que o Plano Diretor em questão está em vigência. Mas a lei, em Florianópolis… vocês sabem, não vale muito.

Verbas sociais

A definição de uma estratégia conjunta para maior controle sobre o destino das verbas sociais foi um dos temas tratados entre o padre Vilson Groh (foto) e a diretoria executiva da Acif (Associação Comercial e Industrial de Florianópolis), na terça-feira. Segundo Groh, um volume considerável de recursos é destinado por empresas para fundos públicos e estes nem sempre chegam ao seu destino. “Uma prioridade hoje é profissionalizar essa massa de adolescentes que pode ser seduzida pelo tráfico de drogas”, afirmou o religioso.

Insegurança

Uma semana depois de um encontro com responsáveis pela segurança pública do estado, diretores da CDL de Florianópolis continuam preocupados com a onda de violência na Capital. Somente ontem, três postos de gasolina foram assaltados na mesma noite, isso sem falar de roubos a residências e homicídios que passaram a ser rotina na vida dos moradores da cidade. É preciso fazer algo com urgência, antes que a situação saia do controle.

Marreta

A polêmica da hora no bairro de Coqueiros, considerado um dos melhores lugares para se viver em Florianópolis, é sobre a oferta de venda, por R$ 1 milhão, do trapiche localizado na Praia da Saudade. A auto-intitulada proprietária da área, inclusive, já avisou que nos próximos dias pretende fechar o acesso ao local, onde funcionou o lendário Restaurante Arrastão, do jornalista Manoel de Menezes.

* * *

Já tem morador com a marreta preparada para usar caso o fechamento do trapiche, ponto de encontro do bairro desde a década de 1950, realmente se concretize.

Cidadania

Marcada para amanhã, às 8h30, a apresentação da nova Praça Celso Ramos, inteiramente repaginada graças a uma parceria entre a WOA Empreendimentos Imobiliários, a prefeitura de Florianópolis, a ONG FloripAmanhã e a Amapraça. Diretores da WOA – formada pelas empresas Koerich Imóveis, Zita Empreendimentos Imobiliários e Lojas Koerich – receberão a imprensa no Hotel Majestic para um café e, logo a seguir, entregarão as obras.

Pioneirismo

Oswaldo Kersten, que mora em Florianópolis, enviou mensagem ao prefeito de Palhoça, Ronério Heiderscheidt (PMDB), cumprimentando-o pela determinação em implantar o transporte marítimo naquele município. Ele considera que a medida dá exemplo para a Capital, porque “desobstrui as rodovias e melhora a qualidade do transporte, tornando-o mais rápido, prazeroso e turístico”.

Antiguidades

A universidade Federal de Santa Catarina promove neste fim de semana o 8º Encontro de Veículos Antigos, 4º Encontro de Motonetas de Florianópolis e 8º Encontro Fusca Floripa, das 9 às 18 horas. Uma ótima oportunidade para revermos os possantes que marcaram nossas infâncias ou a vida dos nossos pais e avós, nuns tempos em que os carros eram muito lindos e estilosos e a palavra mobilidade era apenas um vocábulo do Aurélio – e não a palavra recorrente do nosso desespero no trânsito.

Tinta – O vice-prefeito João Batista Nunes recarregou sua caneta com tinta nova: voltou ontem para a Secretaria de Transportes, de onde só saiu, formalmente, para disputar a eleição à Assembleia Legislativa.

Conta – Mudar a Capital, como andam dizendo por aí, é ideia de jerico. Brasília custou o déficit da Previdência Social. Conta que jamais será paga.

Histórico – Houve um movimento, há uns 20 anos, para tirar de Florianópolis a condição de Capital. Foi derrotado na Assembleia Legislativa graças à ação do então deputado Sérgio Grando (PCB, hoje PPS), a quem devemos sinceras homenagens.

Regras – Não tem que mudar a Capital de lugar. Tem que é que cumprir as regras em Florianópolis, cidade que tem leis raramente observadas pelas autoridades e empreendedores.

Cochilo – Leitores sempre atentos enviam críticas, sugestões e também correções. Grato ao Luiz Carlos C. Souza, que corrigiu a legenda equivocada de uma foto publicada ontem. A concordância da frase caiu no caminho entre a escrivaninha deste colunista e a finalização editorial. Acontece.

Empreendedores – Assaltos, assaltos, assaltos: os bandidos nunca foram tão ousados. E são “empreendedores” natos, porque percebem grandes oportunidades de mercado, abertas pela falta de policiamento na Grande Florianópolis.

Parvo – Operação de transporte de valores parou o centro da Capital ontem à tarde. Um grande aparato policial, estadual e federal, garantiu a segurança da grana. Mas o cidadão que estava ao volante de seu automóvel, parado no congestionamento, sentiu-se um parvo.

Aumento – Não há quem não reclame na cidade quanto à decisão da Câmara Municipal, que aprovou sem discussões as modificações no recolhimento do IPTU. Na prática, a cidadania está convencida de que as mudanças representam o aumento do imposto.

Coluna de quarta (27/10)

Na corda bamba

A agressão à diretora da Escola Celso Ramos, registrada na segunda-feira, foi apenas mais uma, entre 15 outras já contabilizadas contra os professores daquele estabelecimento.

Mas esse é apenas o reflexo do contexto geral de violência vivido na região. A escola não é a única a viver nesse clima de insegurança e instabilidade, provocado pela má influência que algumas crianças e adolescentes carregam em suas mentes e corações.

Pior do que o ato em si é a reação das autoridades, que relevam ou amenizam os acontecimentos violentos que se multiplicam pela Grande Florianópolis. O governo perdeu o controle, não combate a violência com eficácia, porque não realiza trabalho preventivo. Realiza ações pontuais, de acordo com o grau de importância das ocorrências.

Em suma, estamos entregues à nossa própria sorte.

Ossos…

A historiadora Sara Regina Poyares dos Reis enviou nota esclarecedora à coluna sobre a questão dos ossos encontrados na Catedral Metropolitana: “Não sei nem quero saber de quem saiu a ideia de que se estaria procurando restos de Silva Paes e Dias Velho na nossa Catedral. Em primeiro lugar, antes de soltar o verbo, as pessoas deveriam ler mais sobre nossa História. José da Silva Paes faleceu em Lisboa, daí porque não poderia estar sepultado em nossa Matriz”.

…e fantasias

E tem mais, segundo a historiadora, que é autora de pesquisa sobre a catedral: “Quanto a Dias Velho, é lógico que foi sepultado aqui, pois aqui foi assassinado, só que no final do século 17. Uma cidade nasceu sobre seus restos. Querem procurar? Nem com ‘reza brava’”. Em outras palavras, há gente fantasiando demais sobre o achado arqueológico na igreja.

Neurose

Josué Silva discorda da forma como tratamos a demolição do Edifício Mussi (foto), na Rua Nereu Ramos. Segundo o leitor, casos como esse não podem “tomar proporções de neurose em alguns setores da cidade. Fiquei estarrecido, não com a demolição, mas com a reação de um procurador (por sinal o mesmo que tentou barrar a restauração do nosso maior patrimônio histórico – Ponte Hercílio Luz)”.

Quem decide

O leitor Josué Silva critica o colunista por dar abrigo a esse tipo de informação, quando o imóvel em questão era uma propriedade particular, sem processo de tombamento. “Sinceramente eu não entendo como você pode dar publicidade a uma barbaridade dessas”, afirma. Simples, caro leitor: numa cidade que valorizasse suas belezas arquitetônicas, tal procedimento (a demolição) não poderia ser decidido por uma ou duas autoridades.

Menos Zona

O vereador Xandi Fontes defende que a retirada da proposta de estender o sistema Zona Azul às praias de Florianópolis. O vereador argumenta que o sistema foi concebido para dar rotatividade às vagas de estacionamento na região do Centro, movimentando o comércio. O que não acontece nas praias, onde os motoristas estão em momento de lazer em bares, restaurantes, casas de amigos, sem tempo definido, sustenta Xandi.

Mais Zona

Não há informação oficial ainda sobre estudos que indicariam o reajuste do valor cobrado pela prefeitura no sistema de Zona Azul. O preço atual é considerado muito irrisório (R$ 1), quando a maioria dos estacionamentos particulares cobra, no mínimo, R$ 5 a hora. O aumento da tarifa oficial nas ruas também seria uma forma de desestimular o uso de automóveis na região central, melhorando a mobilidade urbana.

Perda

Santa Catarina perdeu ontem o fundador do Movimento Emaús, monsenhor Francisco Bianchini, aos 85 anos de idade. Orientador espiritual de pelo menos três gerações, Bianchini era um sacerdote vigoroso, de pregação tradicionalista, mas extremamente popular e querido pelos fiéis. Fui, como tantos florianopolitanos, admirador de seu trabalho pastoral e de sua dedicação à juventude católica.

Esclarecimento – O que a prefeitura da Capital publicou no Diário Oficial foi a lei aprovada pela Câmara que autoriza o processo licitatório para o transporte coletivo. “Trata-se do primeiro passo para lançamento do edital”, esclareceu ontem o vice-prefeito João Batista Nunes.

Paternidade – Florianópolis agora conta com serviço público de atendimento psicológico a crianças alvo de processo de investigação de paternidade. O projeto foi apresentado pelo ex-vereador Tiago Silva (PPS) e sancionado pelo prefeito Dário Berger.

Estimado – O homenageado deste mês pela confraria do Almoço das Estrelas será o lendário Jorge Polidoro (Estimado), um dos personagens mais marcantes de Florianópolis nas últimas décadas, que promove anualmente o maior campeonato de dominó da cidade.

Na colina – O encontro de outubro do Almoço das Estrelas será no Salão Cristal do Lira Tênis Clube, nosso “Clube da Colina”, nesta sexta-feira, a partir do meio-dia. Haverá comes, bebes, sessão de fofocas e mentiras e, claro, um torneio mané de dominó.

Audiência – Foi aprovada pela Câmara Municipal de Florianópolis a realização de uma audiência pública que discutirá a instalação do estaleiro da OSX e as conseqüências do empreendimento para o meio ambiente na capital catarinense.

Mercado – O gerente do Mercado Público, José Roberto (Zezinho) Leal informou ontem, no Papo de Redação (Guarujá), que a comissão que estuda o novo mix daquele espaço está finalizando seus trabalhos. Nesta quinta-feira o relatório segue para o prefeito Dário Berger.

Trâmite – Depois da análise do prefeito, a proposta de revitalização do Mercado Público seguirá para a Câmara de Vereadores, que ainda a submeterá a uma audiência pública.

Sessão dupla – Para compensar, e atendendo a sugestão do vereador Neri do Amaral (PMDB), Câmara de São José realizou duas sessões ordinárias na noite de segunda-feira. Na semana passada, uma das sessões foi suspensa por falta de quorum.

Coluna de terça (26/10)

Desterro se vai

A imagem cima não é de um bombardeio no Oriente Médio. É apenas mais um pedacinho da bela cidade que já fomos que foi parcialmente ao chão nos últimos dias. Desde semana passada um grupo de operários vem trabalhando intensamente na demolição de um antigo prédio residencial, de quatro andares, na Rua Nereu Ramos, bem próximo à Igreja Luterana. Ali, durante muitos anos, moraram representantes da família Mussi. Embora não fosse tombado – confirmei com o secretário José Carlos Rauen e o presidente do Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis), Átila Rocha – o edifício conservava o aspecto de uma arquitetura muito peculiar, dos chamados Anos Dourados (a era JK), com suas colunas entrelaçadas, remetendo ao estilo modernista brasileiro.

Documentação

O Ministério Público Federal recomendou a suspensão da demolição que estava em curso, exigindo documentos que, conforme o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, José Carlos Rauen, já foram apresentados. Ainda assim, nada impede que nós, florianopolitanos, lamentemos, mais uma vez, a descaracterização da área histórica central.

Processo

O presidente do Ipuf, Átila Rocha, explicou ao colunista que o tombamento de edifícios históricos depende de várias circunstâncias, a começar pelo próprio processo visando ao reconhecimento oficial do imóvel como patrimônio. Esse processo deve indicar também de que forma o prédio será preservado e de onde serão originados os recursos para sua restauração.

Revitalização

O secretário de Serviços Públicos, Salomão Mattos Sobrinho, apresenta para os diretores da CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) de Florianópolis a proposta da prefeitura para o novo mix do Mercado Público da cidade. O encontro será hoje, na sede da entidade, e o secretário vai mostrar o que o executivo está pensando para as mudanças na utilização deste que é um dos principais patrimônios públicos da Capital.

Pior que está…

Está cada vez pior a situação do trânsito na região da Avenida Mauro Ramos que fica próxima ao Hospital de Caridade. Uma clínica médica localizada na Rua Menino Deus tem a entrada de seu estacionamento alinhada com a via pública, o que faz com que os automóveis que pretendem ingressar naquele espaço tumultuem o tráfego de veículos na área. O leitor Gladston Luiz Nicolazi questiona as autoridades sobre o caso: “Falta fiscalização para que a legislação seja cumprida”.

…não fica

Gladston Luiz Nicolazi lembra que a situação da Rua Menino Deus se repete no acesso ao estacionamento onde se localizam a Faculdade Estácio de Sá e agências da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Bradesco, no bairro Barreiros (São José): a Avenida Leoberto Leal é utilizada como “espera” pelos veículos.

Se cada um…

Mobilidade é uma questão que preocupa a todos, embora nem todos tenham consciência do problema. Se cada um fizesse um pouquinho de esforço para melhorar, é claro que muitos gargalos do trânsito não se tornariam piores. É o caso da imagem acima, que mostra um pedaço caótico da Rua Nereu Ramos: carro estacionado irregularmente (a caminhonete à esquerda) e caminhões descarregando ou carregando mercadorias.

… fizesse sua parte

Resultado: os motoristas dos ônibus fazem verdadeira ginástica para ultrapassar os obstáculos. Atrás dos coletivos, uma fila imensa de veículos parados. Problemas como o retratado na imagem acontecem com frequência, em toda a região central de Florianópolis, piorando ainda mais a situação. E, claro, guarda de trânsito que é bom, para colocar ordem nessa zona, raramente aparece.

Ossos – Fonte da coluna informa que uma das curiosidades envolvendo a arqueologia na Catedral Metropolitana pode ser a descoberta dos restos mortais do brigadeiro Silva Paes, o homem que montou o sistema defensivo da Ilha de Santa Catarina no século 18.

Problema – Mas a questão é chegar aos ossos de Silva Paes. É o mesmo desafio, por exemplo, de se identificar o que poderiam ser os restos do fundador de Florianópolis, o bandeirante Dias Velho.

Violência – Logo que abriu suas portas, ontem, uma padaria da Rua Nunes Machado foi invadida por um bandido. Ele só não conseguiu roubar o estabelecimento porque levou pancadas de um cliente que estava na fila. A que ponto chegamos: a cidadania é que combate o crime.

Avanços – Leonardo Heller quer saber se os deques públicos construídos na praia de Santo Antônio de Lisboa são para uso da comunidade (e visitantes) ou para prolongar o atendimento dos bares e restaurantes do bairro.

Licitação – Já está no Diário Oficial do município o edital de licitação para o transporte coletivo. O processo vai longe, segundo entende uma fonte do setor ouvida pela coluna.

Noel – O clima de Natal segue alegre e faceiro nos shopping centers da região metropolitana. Num dos estabelecimentos já há dois carrões expostos, que serão sorteados em novembro e dezembro entre os compradores que preencherem os cupons.

Música – O coreto da Praça 15 volta a ser ocupado hoje pelo projeto Música na Praça, às 12h30, com o chorinho do grupo Wagner Segura. A realização é da Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes, que resgata uma bela tradição da cidade.

Coluna do fim de semana

SOS Canasvieiras

Canasvieiras foi, durante décadas, a principal referência turística do Norte da Ilha de Santa Catarina. Famílias da cidade tinham lá suas casas de veraneio, para onde rumavam no início de dezembro, voltando para o Centro apenas depois do Carnaval.

Símbolo de status e de elegância ao longo de mais da metade do século 20, despertou a atenção de turistas estrangeiros, em especial os argentinos, por conta de sua beleza e de suas águas calmas.

O balneário transformou-se numa das referências obrigatórias do turismo catarinense – competindo diretamente com Balneário Camboriú – e, por conta disso, acabou vítima da especulação, da ganância e da incompetência oficial. Sofre hoje com inúmeros problemas, como a poluição, a crescente favelização e a deterioração da qualidade de vida. [A imagem é um cartão postal do início da década de 1980, quando Canasvieiras ainda era um charme só].

Descaso

Para defender Canasvieiras, um grupo de moradores fundou o movimento SOS Canasvieiras, nascido “da insatisfação e preocupação de um grande número de moradores e proprietários de imóveis em relação ao descaso das autoridades com o bairro, onde a qualidade de vida está ameaçada”.

Audiência

Canasvieiras deixou de ser mera e charmosa estação de veraneio para se transformar em bairro residencial. Mas, ainda assim, e por causa disso, precisa de atenção e melhorias urgentes. No dia 8 de novembro, os moradores vão se reunir com o Ministério Público Estadual para tratar dos problemas relacionados com a estação de tratamento de esgoto e a consequente poluição do mar.

Rendeiras

A FCFFC (Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes), junto com representantes do Ministério da Cultura, promove nesta terça-feira uma excursão a Gaspar. Cerca de 45 pessoas envolvidas no projeto de valorização das rendeiras, inclusive as próprias, vão conhecer a fábrica das Linhas Círculo, empresa que desenvolve estudos para industrialização de linhas específicas para confecção de rendas.

Lotéricas

Osvaldo Peixoto (Vadeco) propõe uma discussão sobre o papel das agências lotéricas, que hoje realizam mais serviços bancários do que propriamente a sua atividade-fim. Segundo Osvaldo, é preciso rediscutir, do ponto de vista legal, o funcionamento desses estabelecimentos comerciais. E ele acha que os lotéricos são os menos culpados por essa situação irregular.

Conto

É impressionante como a boataria influencia as pessoas mais simples. Um motorista de táxi, nativo, me fez um relato fantasioso sobre a vida de um dos candidatos a presidente, tentando me convencer que a história era verdadeira. Perguntei-lhe sobre a origem daquelas bobagens. “Cada cliente foi me contando um pedaço da história”, disse-me. Lembrei de imediato do dito popular: “Quem conta um conto, aumenta um ponto”.

Marretas

A última semana de outubro será marcada, na Ilha de Santa Catarina, por uma forte atuação da Fundação Municipal de Meio Ambiente (Floram). O superintendente Gerson Basso, que tem carta branca do prefeito Dário Berger, anuncia uma sequência de demolições de trapiches, cercas e outras benfeitorias construídas sem autorização ambiental, em áreas de preservação permanente.

Foco errado

Por razões que ninguém explica direito, o IPUF insiste em apertar o cerco aos clientes e funcionários do Iguatemi que estacionam na rua em frente ao shopping. De acordo com a nova sinalização instalada no local, a partir de agora é proibido até mesmo desembarcar passageiros. Detalhes: a via tem largura de quatro pistas, nunca fica congestionada e, do ponto de vista da população em geral, não liga nada a coisa nenhuma. Serve apenas de acesso ao empreendimento.

* * *

Enquanto a Guarda Municipal multa diariamente no shopping, a grande maioria dos gargalos do nosso trânsito permanece sem fiscalização.

Sugestão – Do leitor Lucas Gonçalves: “Sobre as obras no Saco dos Limões, lembro que ainda existe o canteiro da Odebrecht desde a inauguração do túnel, saindo do túnel em direção ao Sul, à direita. Daria uma bela creche”.

Exagero – Outro leitor, que não se identifica, diz que é um exagero o estabelecimento do limite de 100 quilômetros horários na Via Expressa da BR-282, uma vez que aquele trecho não tem característica de rodovia, mas sim de avenida urbana.

Música na praça – Importante iniciativa da FCFFC (Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes) neste sábado, a partir das 10h: Música na Praça. O grupo Gente da Terra ocupa o coreto para assinalar que, enfim, a praça está voltando a ser da cidade e de seus cidadãos.

Ciência e cultura – Colégio Catarinense, com 105 anos de serviços prestados à educação em Santa Catarina, promove nos dias 27 e 28 deste mês a Feira Cultural e Científica, com trabalhos realizados pelos alunos.

Iniciativa – O Fórum Social, que pretende encontrar soluções para a legião de moradores de rua que toma conta de Florianópolis, terá participação de organizações não-governamentais e representantes da prefeitura.

Office boy – Do indispensável Paulo Stodieck: “Florianópolis não tem Plano Diretor de Transporte e nem de qualquer outra coisa. Quando muito, um Plano Office Boy…, com todo respeito que merece o pessoal que executa essa função”.

Pedido – Jorge Oliveira pediu, e a coluna, que é obediente, publica o apelo: “Não mencione novamente que os pedestres encontram dificuldades para atravessar rodovia no Itacorubi, pois o vice-prefeito poderá mandar fechá-la, como fez com a Paulo Fontes sem que ninguém revogue essa medida absurda”.

Um começo – A coluna critica, mas também reconhece o que é positivo: na terça e quarta-feira será realizado na Capital o Fórum Social Pró Política de Atendimento à População em Situação de Rua. Já é um caminho para melhorar a vida dos andarilhos miseráveis.

Coluna de hoje (22/10)

Transporte sem rumo

É fato: Florianópolis não tem Plano Diretor de Transportes. Tudo é feito de forma intuitiva e de acordo com as exigências do cotidiano. O sistema integrado, por exemplo, está precisando de uma revisão total, inclusive para se adequar à questão do transporte coletivo metropolitano. Os próprios empresários do setor reconhecem que a situação geral da cidade, principalmente por conta da falta de mobilidade, está exigindo medidas urgentes.

Outra grave situação relacionada à mobilidade é a falta de projetos junto ao Ministério das Cidades. Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, as prefeituras brasileiras deixaram de captar R$ 1,2 bilhão para obras como corredores de ônibus nos últimos quatro anos. Simplesmente porque não se habilitaram a receber recursos do Programa Nacional de Mobilidade Urbana.

Travessia arriscada

Pedestres se arriscam, todos os dias, nessa travessia em frente ao Hospital Oncológico Vilson Kleinübing, no Itacorubi. A coluna sugere ao Ipuf a instalação de um redutor de velocidade, antes da faixa, para garantir a segurança dos pedestres. O problema é que nesse trecho da rodovia os veículos circulam em velocidade superior a 60 quilômetros horários.

Peito?

Mensagem de leitor anônimo espinafra o colunista por causa de críticas à Guarda Municipal, que voltou a multar exaustivamente, em especial na região central da cidade. Caro amigo: multar veículos estacionados na Zona Azul sem cartão ou cartão vencido é fácil. Qualquer criança faz isso. Quero ver é peito para autuar carros-fortes estacionados em fila dupla e caminhões de carga e descarga em situação idêntica, que atravancam nossa mobilidade.

Abuso

Ninguém pode estacionar ou parar veículos no meio da via pública para descarregar ou carregar mercadorias. Mas o dispositivo legal (do Código de Trânsito), amplamente desrespeitado em Florianópolis, não é combatido porque nem Polícia Militar, nem Guarda Municipal, têm efetivo suficiente para fiscalizar tudo o que acontece nas ruas. E é exatamente por isso que motoristas de caminhões, carros-fortes, vans e outros continuam usando e abusando do recurso da “fila dupla” para complicar ainda mais a questão da mobilidade urbana.

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Isso sem falar dos motoristas que interrompem o trânsito na Avenida Mauro Ramos para desfrutar de uma merreca de vantagem no preço dos combustíveis, oferecida por um posto localizado naquela via. Aliás, quem toma conhecimento e adota providências quanto ao que acontece ali?

Sem “puxadinhos”

A prefeitura de Florianópolis está se movimentando para produzir imensas modificações na Operação Verão. Já foram realizadas reuniões sobre o projeto, que responde a exigências do Ministério Público. Uma das questões é relacionada à invasão de ambulantes, irregularidade que se repete todos os anos, durante a temporada e eventos como o Carnaval. Como diz um amigo da coluna, “chega de puxadinhos” em Florianópolis.

Militares

Dia especial para o Exército, amanhã, em Florianópolis: o 63º Batalhão de Infantaria vai comemorar 217 anos de criação e 91 anos de instalação na Capital. O evento será marcado com uma grande festa e formatura tradicional no quartel do Exército, localizado no Estreito desde a década de 1940. Antes, a unidade militar ficava no Campo de Manejo, onde está hoje o Instituto Estadual de Educação.

Violência

Cresce entre os empresários um sentimento de indignação com o pouco caso do governo do Estado em relação à violência que domina a Grande Florianópolis. Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) estão cobrando mais patrulhas nas ruas. O comércio, aliás, vem sendo duramente castigado pelas ações dos bandidos.

Calamidade – Pela quantidade de assaltos, sequestros e roubos na Grande Florianópolis, não está na hora de o governo do Estado decretar estado de calamidade pública e convocar a Força Nacional? Ou, quem sabe, os militares da reserva?

Solução – Policiais militares se aposentam, em geral, numa faixa de idade muito produtiva, pelo menos para pilotar as viaturas e garantir mais patrulhamento nas ruas.

Estaleiro – Requerimento para realização de uma audiência pública na Câmara da Capital, sobre o estaleiro da OSX, vai ser apresentado pelo vereador Ricardo Vieira (PCdoB) na sessão desta segunda-feira.

Buraco – Quando uma foto “fala” mais do que mil palavras: a imagem de ontem, de Washington Fidélis, na capa do Notícias do Dia, traduziu com dramaticidade o erro da empresa que lida com explosivos – e que não poderia ter falhado daquela forma.

Marginais – Aemflo e CDL-São José estão cobrando agilidade nas obras realizadas nas marginais da BR-101, mais especificamente próximo ao quilômetro 210.

Bom cinema – Para quem está cansado da programação comercial dos cinemas, a recomendação da coluna é “Um Doce Olhar”, sensível filme turco, premiado em Berlim. No Paradigma Cine Arte, hoje e amanhã, às 19h e 21h30.

Rendeira – Ontem foi Dia da Rendeira. Lei municipal, de autoria do vereador Edinon Manoel da Rosa (Dinho, PSB), foi aprovada em 2009, em homenagem a essa personagem típica de Florianópolis. Precisamos valorizar mais as nossas rendeiras.

Câmara de São José não teve quorum na quarta-feira. Apenas três dos 13 vereadores estavam no plenário: o presidente Amauri Valdemar da Silva (PTB), Neri Amaral (PMDB) e João do Ovo (PTB).

O presidente vai dar um puxão de orelha nos colegas do Legislativo.