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Coluna de hoje (10/9)

A visão de quem nos visita

Na abertura do 23º Congresso Nacional de Corretores de Imóveis, realizado no Centro Sul, o presidente da Federação dos Secovis (sindicatos da habitação), Sérgio Porto, disse o seguinte: “Um Estado tão belo, uma cidade tão bela, não merecem o aeroporto e a via de acesso que vocês têm. Nossa entidade coloca-se à disposição dos catarinenses para pressionar as autoridades brasileiras”. Foi aplaudidíssimo. Os quase dois mil participantes do evento sentiram na pele – alguns chegaram mais de uma hora atrasados à solenidade, na quarta-feira à noite – as agruras da imobilidade urbana e da falta de estrutura do aeroporto.

Desprezo

Ainda sobre a abertura do 23º Congresso Nacional de Corretores de Imóveis, foi muito notada a ausência de autoridades municipais. Nem prefeito, nem vice (que não pode, está em campanha para a Assembleia), nem secretários municipais apareceram para dar as boas vindas aos ilustres visitantes – em qualquer cidade turística que se preze o prefeito tem que dar as caras para saudar tanta gente junta ao mesmo tempo num evento como o 23º Conaci.

Abuso

Mais uma contribuição do sempre atento Lúcio Dias da Silva Filho: motocicletas estacionadas em áreas exclusivas para automóveis é cena comum na cidade. Pelo que se vê pelas ruas, não tem mesmo autoridade capaz de enfrentar os abusos cometidos pelos motoristas.

Universidade…

A Agência de Comunicação da Universidade Federal de Santa Catarina enviou o seguinte esclarecimento à coluna: “A polêmica em torno do alargamento da Rua Deputado Antônio Edu Vieira já virou peça de ficção. A UFSC jamais falou em cobrar pela área. Em, pelo menos, três reuniões com a Prefeitura de Florianópolis concordou e estimulou a imediata realização da obra. (A Reitoria da UFSC é a maior interessada em melhorar o trânsito no entorno do Campus)”.

…Se defende

Finaliza a Agecom: “A universidade, portanto, continua à disposição para resolver, de imediato, o imbróglio. Só não pode se responsabilizar pela inércia de quem insiste em jogar a culpa na instituição. A divisa com a UFSC está solucionada. Basta arregaçar as mangas e iniciar os trabalhos que, certamente, encontrarão outros desafios ao longo do caminho, passando pela Eletrosul e pelos moradores até o Armazém Vieira”.

Otimismo

O prefeito José Castelo Deschamps, de Biguaçu, foi visitar ontem a sede do grupo EBX, no Rio de Janeiro. Em diálogo telefônico com este colunista demonstrou otimismo em relação ao estaleiro que a OSX pretende instalar em seu município, beneficiando toda a região metropolitana. Apesar de otimismo, o prefeito mantém-se cauteloso: entende e apóia todas as questões envolvendo as licenças ambientais, e prefere não falar em tempo (prazos).

Parada

Tadeu Harmonia responde ao questionamento publicado aqui sobre o desfile de 7 de Setembro: “A parada deve ser feita na passarela por ter arquibancadas, onde o público pode assistir aos desfiles confortavelmente sentado, ao passo que na Avenida Beira-mar talvez seria necessário instalar algumas arquibancadas; e qual o custo pra se construir arquibancadas pra mais de 10 mil pessoas sentarem? A passarela foi muito bem utilizada para o 7 de setembro, e espero que continue todos os anos ali mesmo”.

Paulo Fontes

Mais um leitor se manifesta sobre a utilização da Paulo Fontes (foto) para realização de eventos: “Gostaria de saber quem libera na Prefeitura a autorização para trancar a Avenida Paulo Fontes para os pedestres com a montagem de arquibancadas, espaços gradeados etc. para shows, eventos religiosos etc.? Por que não o fazem na Passarela Nego Quirido?”.

Socorro

Prossegue o leitor, que não pode se identificar: “Já é um tumulto andar pela Paulo Fontes e ter que driblar vendedores, carrinhos de mão vendendo artigos de procedência duvidosa, simpatizantes políticos e suas bandeiras e santinhos, e agora nos privam de locomover pelo local promovendo eventos de natureza duvidosa. Socorro, Floripa!”.

Piso – Todos sabemos que o Centro Sul não é lá essas coisas como centro de eventos. O piso do ambiente de festas – onde são servidos os jantares – é muito semelhante às calçadas de Florianópolis: irregular, feio, triste, velho. A cidade merece coisa melhor.

Justiça – Hoje é dia de os florianopolitanos conhecerem o projeto de lei que trata do novo texto do Código de Processo Civil (CPC). A audiência pública, com a participação do senador Valter Pereira, acontece a partir das 9h30, no auditório do Tribunal de Justiça.

Hackers invadiram sistemas de autoridades e amigos do colunista.

Telona – “Almas à Venda”, produção francesa, com direção de Sophie Barthes, é o cartaz de hoje e amanhã no Paradigma Cine Arte. Sessões às 19h e 21h30. O Paradigma fica na SC-401, Santo Antônio, Corporate Park.

Visão – Especulação publicada no Twitter do empresário Ernesto São Thiago, ontem: “Gaivota planando sobre a Guanabara sinalizou que se estaleiro OSX não vingar, Eike Batista cogitaria investimento turístico para Biguaçu”. Eike é mesmo um homem de visão.

Coluna de quarta (18 de agosto)

Retrocesso

Acredite, leitor, esta faixa registrada na imagem acima era exibida ontem na manifestação dos servidores municipais de Florianópolis, que estão em greve desde semana passada. E a gente pensava que já tinha visto (ou lido) tudo! A Lei de Responsabilidade Fiscal é uma conquista da sociedade brasileira.

Florianópolis e a Copa

A coordenadora de regionalização do Ministério da Integração Nacional, Morganna Pedroza de Oliveira, vem a Florianópolis no dia 25, para uma reunião com o secretário executivo de Turismo da Capital, Homero Gomes. O papo vai girar em torno da Copa 2014, dos investimentos do Governo Federal em infraestrutura pública e privada, promoção da cidade e qualificação profissional.

* * *

Florianópolis, vocês sabem, será uma das sub-sedes da Copa, e precisa de muitas melhorias para garantir esse privilégio. Os candidatos a governador em geral têm se comprometido em apoiar o grande desafio que espera a capital catarinense. 

Ficou bacana

Tem um dito popular que exalta os empreendedores: “Quem quer, faz”. A recuperação do prédio do antigo Hotel Majestic, esquina das ruas Trajano e Conselheiro Mafra, é uma prova disso. A iniciativa de restaurar o edifício foi de um comerciante que ocupa as instalações (lojas embaixo e escritório em cima). Eis um empresário que merece o respeito da cidade. Ontem, enfim, retiraram a cortina azul que protegia o imóvel, para deslumbramento geral de quem passa por aquela região.

Valor da PRF

Do leitor Fernando Amorim, comentando nota de segunda-feira: “A Polícia Rodoviária Federal realmente tem pouco efetivo para atender à BR-101, mas o pouco que é feito pelo usuário da rodovia é realizado por ela”. Fernando aponta o descaso da concessionária Autopista Litoral Sul: no sábado, sofreu um acidente e a empresa não deu as caras. Quem atendeu seu caso foi justamente a PRF. “Cadê a ANTT para penalizar essa concessionária que não está nem aí para o cidadão?”, indaga.

A cidade quer saber

Perguntas que circulam pelas rodas de bate-papo da Capital:

– Por que o assassino do advogado Paulo César Martins continua solto? Forças ocultas teriam agido para protegê-lo?

– Por que o Pirata da Brava pegou fogo duas vezes e, coincidentemente, as duas vezes na véspera do Dia dos Pais?

Desafio

Tanto na SC-401 quanto na BR-101, motoqueiros abusados costumam utilizar as passarelas de pedestres para “cortar caminho”. Na Capital, próximo ao Centro Administrativo do Governo do Estado, o caso é muito comum e chama atenção de quem passa pela rodovia. Outro ponto bastante usado é em Biguaçu, proximidades do acesso a Antônio Carlos.

Motos

Este colunista jamais quis generalizar sobre a questão das motocicletas. Quando menciono a “praga urbana” estou me referindo aos motoqueiros abusados, muitos dos quais verdadeiros criminosos circulando no trânsito, que merecem ser enjaulados. Respeito e gosto de motocicletas e motociclistas e admiro aqueles pilotos que, tanto nas vias urbanas, quanto nas estradas, obedecem as regras legais e o bom senso.

Prevenção

Câmeras de monitoramento são ótimas para identificar criminosos, como aconteceu no campus da UFSC. Mas não evitam os crimes. O que evita crimes é a presença constante da Polícia Militar – o patrulhamento. Mas a comunidade da UFSC segue desprotegida, porque campus é território federal, não aceita intervenção institucional externa.

Contra a corrente

Começou a agir ontem o Comitê Popular Contra a Tríplice Aliança, formado por servidores públicos estaduais, especialmente da área da saúde. Eles estão se manifestando nas ruas contra os candidatos dos partidos que formam a coligação governista, em especial aqueles que utilizam o tema saúde como plataforma de suas campanhas.

Plataformas

Saúde, segurança pública e educação, nesta ordem, tem sido a prioridade dos candidatos ao Governo do Estado. Poucos falam da questão da mobilidade urbana. Mas, quando questionados, admitem que, se eleitos, terão que desenvolver esforços para resolver o problema do trânsito nas cidades catarinenses. Há relatos de que a falta de mobilidade começa a afetar inclusive os menores municípios.

Mais emergência – Prefeito Dário Berger assinou decreto que prorroga os efeitos da situação de emergência (decreto 8.160), de 17 maio de 2010, por conta da ressaca que voltou a atingir a praia da Armação do Pântano do Sul.

Não tem jeito – Embora a fiscalização da prefeitura de Florianópolis esteja presente às ruas, os vendedores de DVDs piratas continuam agindo. Às pencas. Em especial na região do Camelódromo central.

Oportunistas – Vendo esses vendedores de pirataria a gente percebe que são pessoas que tentaram de tudo na vida. Como nada deu certo, resolveram fazer o mais fácil: ganhar dinheiro explorando o talento dos outros.

Saúde – A Câmara da Capital aprovou projeto do vereador Dalmo Menezes, que cria postos de pronto-atendimento de primeiros socorros dentro de todos os terminais de integração do sistema urbano de transportes coletivos do município.

Sem graça – Ex-palhaço Bozo teve sua candidatura rejeitada pelo Tribunal Regional Eleitoral. Agora, sim, que a eleição não vai ter a menor graça.

Sem ataques – Primeiro dia do horário eleitoral gratuito foi morno. Candidatos evitam ataques diretos, porque a lei eleitoral criou uma situação de medo.