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A Pátria do esporte

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Lula chorou. Vá lá, eu também me emocionei. Por que não dividir essa felicidade chorosa com o presidente e tantos outros brasileiros que torciam pela Olimpíada de 2016 no país? No íntimo, eu não queria, por conta dos gastos, de tudo o que envolve um evento gigantesco como esse. Cheguei a dizer pela manhã, a um amigo, que preferia a vitória de Chicago.

Mas ao ver o presidente chorando e, depois, falando sobre a escolha do Brasil, pensei: sim, o Brasil precisa perder mesmo esse complexo de inferioridade a que se referiu Lula. Aquele complexo de vira-lata expresso por Nelson Rodrigues quando perdemos a Copa do Mundo de 1950, realizada no país. “Por ‘complexo de vira-lata’ entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo”, ele escreveu. Só superamos essa condição em 1958, quando a “Pátria em chuteiras” (outra expressão clássica do grande dramaturgo brasileiro) venceu sua primeira Copa.

Agora não seremos mais apenas a Pátria em chuteiras (e em sapatilhas, tênis e pés descalços), tampouco os vira-latas secundários do Planeta. Não por Lula, mas também por ele, porque o presidente é certamente um homem de sorte. Tem estrela. E quem consegue passar a todos o que ele passou hoje, ao vivo, em rede mundial de televisão, merece respeito.

Lula arrumou pra cabeça

 

Mal aconselhado por Hugo Chávez, Lula arrumou pra cabeça com a história de Zelaya abrigado na embaixada brasileira. E os golpistas hondurenhos, que não estão pra brincadeira, têm alguma razão quando dizem que um país que não reconhece o governo ditatorial de direita não pode ter uma embaixada em Honduras. Ai, ai.

Honduras é logo ali!

 

Está em curso um movimento suprapartidário de solidariedade ao povo hondurenho, vítima recente de um golpe de direita, que agrediu a estabilidade democrática daquele país. Recebi de um amigo uma convocação para que nos integremos à rede internacional de defesa da democracia em Honduras, pelo pronto restabelecimento das liberdades civis e pelo retorno imediato ao poder do presidente deposto, Manuel Zelaya:

O que está acontecendo em Honduras nos interessa de perto, como cidadãos e agentes políticos, pois está em jogo o futuro da democracia na América Latina.

O povo está nas ruas resistindo ao golpe e precisa de apoio internacional. Já se contabilizam mortos, feridos, presos e exilados. As três centrais sindicais hondurenhas, as organizações indígenas e de camponeses, os professores e estudantes, organizações religiosas e comunitárias resistem.

Nosso papel é o de tomar parte de uma rede de apoio a essas manifestações, mesmo através da internet, como forma de evitar o prolongamento da crise estabelecida por essa direita golpista e sanguinária. O objetivo é a retomada imediata da normalidade democrática naquele país tão próximo de nós.

ATUALIZAÇÃO — Meu querido Canga postou comentário sobre o espírito bolivariano do presidente Zelaya, que estaria seguindo a cartilha do Hugo Chávez. OK, Canga, não sou bolivariano e, nem por isso, acho que o caminho para melhorar a situação política na Venezuela seja um golpe de direita. Não vou usar a expressão “prefiro Chávez”, porque estaria dizendo que, no caso do Brasil de 1964, eu ia “preferir Jango” ao golpe da direita — e nós sabemos muito bem o quanto Jango era fraco e equivocado, sem que isso pudesse autorizar uma intervenção político-militar direitista. Sou contrário a qualquer tipo de golpe, inclusive o autogolpe de Chávez. Ainda acredito que a democracia pode resolver as questões internas de qualquer país, até o nosso, que anda contaminado pela corrupção, falta de ética, fisiologismo, coronelismo e idiotice marketeira.

A lua

 

Não entro na discussão sobre a chegada do homem à lua, se aquelas imagens foram montadas ou não, porque isso não me interessa. Eu estava entrando na adolescência, quando assisti aquilo tudo na televisão preto-e-branco de nossa casa – se não estou enganado, o nome da tevê era Empire. Embaixo da marca tinha um inscrição assim: “Solid State”. Acho que era isso.

Lembro que logo depois (estávamos em férias na escola) tivemos que fazer pesquisas nas revistas da época — Manchete, O Cruzeiro — para escrever redações sobre o tema. Sempre acreditamos na história do homem na lua. E não tenho por que não acreditar hoje em dia, quando há discussões — estéreis — sobre se foi verdade ou foi mentira. Minha memória adolescente me garante: foi verdade. Eu vi.

Portanto, no 40º aniversário da chegada do homem à lua, viva a ciência, viva a beleza da lua e viva o extraordinário feito humano. [Foto: Nasa]

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Dário quase embarcou no voo 447

 

Informa o blog do jornalista Roberto Azevedo, no Diário Catarinense, que o prefeito Dário Berger o secretário de Turismo da Capital, Mário Cavallazzi, quase embarcaram no voo 447 da Air France, domingo à noite, no Rio. O avião tinha 228 passageiros e desapareceu no Oceano Atlântico.

Os detalhes do blog de Azevedo aqui.

Tutano

 

E o ditador Hugo Chávez mandou forças militares ocuparem aeroportos e portos da Venezuela, a troco de colocar os governadores oposicionistas sob controle total. O pior é que tem gente, aqui mesmo em Florianópolis, que considera esse sujeito um “líder” latino-americano, um revolucionário. Não dá para acreditar que Chávez possa merecer o respeito de alguém que tenha um mínimo de tutano no cérebro.

Obama – e minha resposta a um leitor

 

Nós precisamos refazer a América. É a frase de Barack Obama destacada pela mídia nacional e internacional. Escolhi-a como resposta ao leitor amigo P.H., que me criticou pelo que escrevi ontem, indicando-me para o Nobel de Economia.

Certo, P.H. Minha análise foi simplificada. Mas não sou o único no mundo contemporâneo a perceber o que o neoliberalismo produziu em escala – a multiplicação de riquezas localizadas.

E de que tipo de emprego e salário mesmo você está falando? De operador de telemarketing? De vigilante e auxiliar de serviços gerais? De um salário mínimo e meio?

Eu estou falando (e falei) do capitalismo clássico, verdadeiramente liberal, produtivo e indutor da riqueza.

De mais a mais, meu jovem, a crise vivida pelo mundo na atualidade foi provocada, justamente, pelo neoliberalismo. O sistema neoliberal criou ilusões e mentiras e estimulou a ganância.

Quanto ao Prêmio Nobel, por favor, não exagera. Nem sou economista. Sou apenas um leitor apaixonado pela História. <Este post foi corrigido e atualizado às 22h14>