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O vício contaminou o vice

 

O vice-prefeito João Batista Nunes publicou um artigo no Notícias do Dia, nesta terça-feira, tratando da “Mobilidade que queremos”. JB é um homem público esperto e sabe o que quer. Pegou o gancho do Dia Internacional da Cidade Sem Carro  e escreveu bonito, falou dos corredores para ônibus, ainda em fase experimental, mas com resultados razoáveis.

Lá pelas tantas, como sempre acontece, ele vem com os seguintes argumentos:

Ao lado da melhoria do transporte público, é fundamental ainda humanizar nossas vias, priorizando as pessoas, buscar outros modais de mobilidade com ciclofaixas, bicicletários e outros mecanismos que incentivem a troca do carro por meios não poluentes. Se quisermos uma cidade mais humana e voltada para o cidadão precisamos ter a ousadia de quebrar paradigmas e incutir novos conceitos para uma mobilidade sustentável, com foco nas pessoas e na qualidade de vida. Temos que imaginar, hoje, a mobilidade que precisamos para viabilizar a cidade que queremos amanhã.

Lindas palavras. E pelo que se percebe, o vice aprendeu rapidamente os vícios do titular. Sonhos, projetos, devaneios, planos… De concreto, pouca coisa – apenas algumas ciclovias que ligam o nada a lugar nenhum, como a que tem na minha rua desde 2007: começa do nada e termina no nada.

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Ciclovias em debate (e que debate)

 

Nessas discussões sobre mobilidade urbana, o João descobriu uma polêmica interessante em Blumenau, relacionada à implantação de ciclovias. Confira AQUI o que diz o presidente da União de Ciclistas do Brasil, Antônio Carlos de Mattos Miranda. Lá tem outros links legais pra acompanhar a questão, que vem ganhando força no Brasil. <Post corrigido (faltou o link). Grato ao Caio, que apontou o cochilo do blog>

Pedalando em marcha-à-ré

 

Junto minha voz às vozes dos ciclistas que programaram um evento para o fim de semana passada em Florianópolis. Era um encontro internacional, que percorreria a Ilha de Santa Catarina, com 340 ciclistas pedalando mais de 200 quilômetros pelas nossas estradas e trilhas. Ocorre que a Polícia Rodoviária Estadual (subordinada ao autoritário comando da Polícia Militar) decidiu, por conta e risco, proibir o evento 48 horas antes de sua realização. Ainda assim, os ciclistas foram para a estrada, mas sofreram constrangimentos e ameaças por parte dos soldados da PRE. A ligação de um oficial da PM para um dos organizadores do evento revelou que fora o próprio governador, Luiz Henrique da Silveira, quem proibira a movimentação dos ciclistas pela ilha. Pode? A história completa está AQUI. Confira. É inacreditável.