Posts Tagged ‘Meio Ambiente’

Um chamamento aos novos prefeitos

A mobilização Alça de Contorno – Obras Já! vai ser avaliada em reunião do Comdes (Conselho Metropolitano para o Desenvolvimento da Grande Florianópolis) no dia 9 deste mês, às 12h, em Florianópolis. Aliás, o encontro do conselho terá como preocupação fundamental os problemas de mobilidade urbana na região metropolitana, cada vez mais graves – e a alça é uma parte das soluções. Será importante, pela relevância que o movimento vem adquirindo, que os novos prefeitos da Grande Florianópolis tomem parte dessa iniciativa, lembrando que o atual prefeito (reeleito) de Biguaçu, José Castelo Deschamps, tem tido presença ativa, liderando o processo contra a Autopista Litoral Sul, para que a empresa seja obrigada a cumprir o traçado original previsto. A mobilidade urbana não é uma questão localizada, que interesse apenas aos municípios cortados pela BR-101, mas rigorosamente a todos que integram a região metropolitana. Cumpre aos prefeitos, mais do que nunca, assumir a liderança dessa causa. Pelo menos é o que esperam os cidadãos prejudicados pela inoperância oficial nos últimos anos, causa maior dos engarrafamentos e da semiparalisia das cidades.

Mãe natureza

A natureza, seus mistérios e suas belezas: o flagrante dos beija-flores foi registrado por James Tavares nos jardins do Centro Administrativo do governo do Estado, bairro Saco Grande.

Intervenção

Outro registro da natureza, feito pela jornalista Lucimar Polli, durante uma visita ao Centro Integrado de Cultura, em Florianópolis: o joão-de-barro escolheu a escultura de metal para construir o ninho, logo na entrada do CIC.

Em baixa

Não perca as contas, leitor: num único dia, segunda-feira (29), sete bandidos morreram em dois confrontos com a Polícia Militar catarinense: quatro em Navegantes e três em Itaiópolis. Coloquei o assunto em debate no meu Facebook. Não houve quem se manifestasse em favor dos criminosos. Everaldo Leite assinalou: “Que os números de mortos sejam sempre maiores nas fileiras do lado deles. Nós já perdemos muito”.

Folgados…

Motoristas que tentam sair de Florianópolis por meio do Elevado Dias Velho, usam a ‘tática’ de pegar a pista da direita, que é exclusiva para quem vai para o Sul da Ilha, e cortam para subir do elevado e, assim, sair da cidade mais rápido. Ontem, essa cena comum teve um final diferente: quando o motorista de uma Meriva tentou fazer a “manobra”, deu de cara com uma viatura da Guarda Municipal.

… se ferram

Filipe Scotti, que testemunhou o ocorrido, registra: “O guarda mandou o cara encostar o carro e mandou o mesmo ir para o Sul da Ilha, já que ele estava na pista para a mesma! Grande ato da Guarda Municipal, sumida nos últimos meses, que nos dá esperança de que um dia essa prática termine”. Fato, Filipe: a mobilidade melhoraria muito se não houvesse tantos motoristas folgados.

Consciência

Já deu para perceber, no semblante do prefeito e vice-prefeito eleitos, Cesar Souza Júnior e João Amin, que a felicidade das primeiras horas pós-eleitorais está se dissipando muito rapidamente. É que os novos administradores de Florianópolis têm consciência do tamanho do desafio que os aguarda daqui a 62 dias. Em suma: eles correm contra o tempo.

O trono

O atual prefeito, Dario Berger, bem que tentou colocar o substituto em sua cadeira, no encontro realizado terça-feira (30). Cesar Souza Júnior, que é jovem, mas não é tolo, recusou-se a sentar. E a razão é muito simples: ocupar o “trono” antes da hora, mesmo que por alguns minutos, dá azar. E a sorte, somada à competência, vai ter que acompanhar o futuro prefeito em sua jornada.

Pedra Branca

A Cidade Pedra Branca, de Palhoça, foi um dos destaques do Seminário Internacional de Comunidades Planejadas (Complan), realizado em Salvador. O currículo internacional do empreendimento – premiado em bienais de arquitetura e integrante de projeto da Fundação Clinton – e a iniciativa pioneira de um bairro-cidade no país mereceram atenção dos participantes do evento, que discutiu as tendências do mercado no desenvolvimento de empreendimentos planejados.

Reality show

Segurança total, à base do olhar eletrônico, é uma das características do Continente Park Shopping, inaugurado no sábado. O sistema possibilita a identificação de faces, até mesmo das pessoas que estão dentro do carro, entrando ou saindo do estacionamento. São 105 câmeras, mais sete gravadores digitais de vídeo para monitorar os 132 mil m² do shopping. Os equipamentos são todos da Intelbras, uma das gigantes do setor no Brasil, cuja sede fica ao lado do empreendimento.

Esag Sênior

Termina na segunda-feira (5) o prazo de inscrição para o curso gratuito de Formação Complementar em Administração oferecido pela Udesc Esag para pessoas com 45 anos ou mais. São 50 vagas disponíveis e as aulas começam em março de 2013, três vezes por semana, com um ano de duração. O Esag Sênior é voltado à formação básica para empreendedorismo e voluntariado.

Missão

Os engenheiros agrônomos elegem, na próxima terça-feira (6), a nova diretoria do Seagro (Sindicato dos Engenheiros Agrônomos de Santa Catarina). Presidida por Vlademir Gazoni, a chapa única “Renovar para avançar” faz justiça ao nome: 40% da diretoria é formada por jovens profissionais. A chapa conseguiu reunir ainda 16 engenheiras agrônomas, seis a mais do que na última eleição.

Pesquisas

“Sou da opinião de que as pesquisas eleitorais deveriam ser proibidas, porque acabam provocando estresse entre eleitores e candidatos. Pelo que temos visto no Brasil, em eleições recentes, as pesquisas só causam confusão. São um desserviço à democracia”. Opinião do leitor Lucas Almeida, em e-mail à coluna.

Quando o frio é um espanto

Chega a ser impressionante o aparato noticioso montado montado por uma setor da mídia (aquele de sempre, que adora plantar abobrinhas) para acompanhar a chegada de uma frente fria a Santa Catarina. Exageros impressionantes, que nos tentam fazer acreditar que o frio é notícia… no inverno. Ora, pois. Notícia no inverno é a ocorrência de neve ou de fortes ressacas. Frio, por si, é o tipo da coisa vazia, sem sentido, porque a estação é justamente… a do frio. E, cá entre nós, esse ventinho ‘suli’ lá fora é a coisa mais corriqueira, mais tradicional da nossa cidade. Como me disse uma vizinha ontem, “o vento Sul é o nosso inverno”. E só.

Nossas belezas

Praia do Santinho, abril deste ano. Clic meu.

Faz-de-conta ambiental

 

A gente sabe, por leituras, estudos, matérias nas TVs, na internet e documentários, que as mudanças climáticas têm relação direta com o desrespeito ao meio ambiente. Agressões ambientais são os principais fatores que provocam o aquecimento global, incluindo-se nessas agressões coisas como práticas agrícolas não-sustentáveis, poluição atmosférica com CO2, desmatamento, comprometimento de mananciais etc. e tal.

Santa Catarina não é um Estado exemplar quanto a isso, ainda mais quando nossas autoridades legaram à sociedade em 2009 um Código Ambiental reacionário, que está na contramaré do mundo civilizado. Recentemente, a Fatma autorizou o desmatamento de uma ampla área de mata atlântica, no município de Anitápolis, para implantação de uma indústria de fosfatos – que, como se sabe, é um produto altamente poluente, que compromete a qualidade de vida da população.

Ontem, o governador empossou os membros do Fórum Estadual de Mudanças Climáticas Globais, “além de assinar a mensagem encaminhando para a Assembleia Legislativa o projeto de lei de criação da estrutura administrativa para gerir as políticas estaduais de mudanças climáticas” (texto do site do governo).

Disse Luiz Henrique em seu pronunciamento: “Para que não fiquemos na retórica, vocês têm uma missão fundamental para promover o efetivo conhecimento, monitoramento e prevenção dos fenômenos climáticos” (texto do site do governo).

Diante disso, e do Código Ambiental que o governador assinou este ano, posso afirmar, com muita clareza, que vivemos num Estado de faz-de-conta. Não tenho outra explicação, não consigo fazer outra análise.

A verdade sobre os tornados

 

Vocês sabem que alguns veículos da grande mídia adoram exagerar nas suas manchetes quando se trata de analisar o clima e as mudanças que vêm ocorrendo nos últimos tempos. Essa parcela da grande mídia gosta do tom espetaculoso que suas matérias provocam no público em geral. De vez em quando, alguns jornais ou emissoras de TV e rádio lançam afirmações absolutamente espalhafatosas, com o único objetivo de ganhar audiência (ou apavorar a audiência).

Pois hoje o João Felipe descobriu um artigo muito interessante, publicado no Jornal da Ciência (SBPC), uma das mais graduadas publicações científicas do país, que desfaz essas intriguinhas que a grande mídia sulista tenta nos empurrar. Leiam este trecho:

Não há estudos que relacionem o aquecimento global a tornados no Sul. Essa evidência existe apenas para furacões, um fenômeno diferente. Alguns cientistas creem que o número de tornados não cresceu na região, mas o fenômeno tem sido mais percebido porque a ocupação humana na região aumentou.

“Talvez não haja aumento da incidência dos tornados, e sim mais gente no caminho deles”, diz Olívio Bahia Neto, meteorologista do CPTEC (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos), de São Paulo.

O texto completo AQUI.

A história do clima

 centralrbs

Matéria que está no DC on-line e deve sair na edição impressa desta quinta-feira. O estranho é que, mais uma vez, a fonte da matéria é da própria RBS (a Central de Meteorologia da empresa jornalística). Segunda estranheza: a pior enchente – portanto, o pior fenômeno climático da História recente do Estado – aconteceu em 1983, afetou 70% do território de Santa Catarina, comprometeu 80% da economia e durou 40 dias. Não há nada comparável, mas a RBS nem se preocupa em pesquisar. Se quiserem as revistas e recortes da época, eu empresto.

A primavera e as chuvas

 

Como é bom ouvir alguém especializado sobre o que está acontecendo no Sul do Brasil. Em entrevista à CBN nacional há pouco, Mônica Lima, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), explicou que a repetição de fenômenos climáticos no Sul do Brasil é relacionada à própria natureza da primavera, que é uma estação de extremos. E o Sul do Brasil está sujeito regularmente ao mau tempo e ao frio por causa da proximidade com o Polo Sul. Em outras palavras, não há nenhuma fúria do tempo ou fúria da natureza a nos ameaçar todos os anos. Há situações extremas, por conta da entrada da nova estação.

Indagada pelo âncora sobre uma eventual ligação entre as chuvas e o aquecimento global, ela respondeu com tranquilidade: nós não temos parâmetros para comparar, ou seja, não sabemos como o tempo se comportava há 100 ou 200 anos. No caso de Santa Catarina, há registros históricos indicando que o dr. Hermann Blumenau encontrou alagadas as terras onde construiria Blumenau – isso em 1850! Mesmo assim, o imigrante alemão deu continuidade ao seu projeto, ou seja, implantou povoação numa área que era inundada pelo Itajaí-Açu com relativa frequência. Foi apenas uma, entre tantas outras ocupações irregulares por parte dos colonizadores estrangeiros que chegaram ao Estado entre os séculos 18 e 19.