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Agora é a Alemanha

Sem Uruguai, sem Argentina, sem Paraguai, resta-me a Alemanha. Não que não seja bom torcer para a esquadra germânica, justamente uma das melhores seleções desta Copa 2010. Além do que, circula nas minhas veias, embora um pouco distante (sou da quinta geração no Brasil, considerando meu sobrenome Werner), a força alemã que ajudou a construir Santa Catarina.

Sim, tomara que a Alemanha passe pela Espanha nesta quarta-feira!

[A legenda da imagem diz mais ou menos o seguinte: “O meio-campista alemão Bastian Schweinsteiger, durante a entrevista coletiva de ontem (5). A Alemanha enfrenta a Espanha na semifinal da Copa 2010, depois de ter derrotado a Argentina nas quartas-de-final”].

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Uruguai! (Por enquanto)

Depois da melancolia brasileira – a pior seleção em todos os tempos – resta-nos torcer pela vitória do bom futebol, da criatividade, do toque de bola, dos dribles desconcertantes. De quem, mesmo? Gosto da Argentina, da irreverência descolada do Maradona, mas não sei se a equipe consegue superar a poderosa Alemanha. Gostei do Uruguai de hoje, contra Gana: mereceu a classificação, foi um time guerreiro, num jogo emocionante, como eram os jogos do Brasil antes de Dunga e Parreira, técnicos retranqueiros, burocráticos, burros e obtusos.

Minha seleção favorita continua sendo a de 1982 – que perdeu, mas nos lavou a alma com o belo futebol de Zico, Falcão, Cerezo, Júnior. Meu filho mais velho nasceu no meio da Copa. Assisti aos jogos sozinho, em São Paulo (a mãe dele estava em Minas), e chorei muito por causa da nossa derrota. Hoje não chorei: senti um grande alívio e fui caminhar, conversar com os amigos, trocar ideias sobre o grande fracasso da era Dunga. Opinião quase unânime: melhor que a equipe tenha perdido nas quartas-de-final. Pior seria ter que disputar o terceiro lugar, prêmio de consolação que não mereceríamos (menos ainda o título de hexacampeões).

Minha memória mais distante alcança a copa de 1966, que ouvimos pelo rádio, uma disputa desastrada, Brasil eliminado nas oitavas, depois de ter sido campeão em 1962. Não sinto nada por aquela derrota. Depois veio 1970, a primeira Copa a que assistimos pela televisão, ainda preto e branco, deslumbrados com Pelé, Tostão, Jairzinho, Rivelino… É minha segunda Copa favorita, não pelo tri, mas pelo belo futebol – que a seleção de 1982 repetiria com brilho, sem título, mas com poesia.

Das copas seguintes não tenho lá muita preferência ou boa recordação. A de 1994 foi vencida nos pênaltis, futebol bruto, estilo Dunga, que alguns chamam de guerreiro, mas eu chamo de brucutu. Teve 2002, com Felipão, na raça, com um time pra lá de criativo e bacana. Mas sem comparação com 1982, claro.

Ah, sim, falei ali em cima sobre minha opção nesta reta final. Amanhã, fico com Argentina e com Paraguai. Se não passarem, vai ficar mais fácil escolher: já tenho o Uruguai como primeira opção para as semifinais.

Dunga

Fascista.

O melhor jogo

Por falta de tempo, não posso assistir a todos os jogos da Copa. Enquanto trabalho, dou uma espiada no que está rolando em campo. Estados Unidos x Eslovênia foi a melhor partida da pior Copa do Mundo que já vi em toda a minha vida (pela TV, assisti a todas, de 1970 até a atual. Não são poucas: 11 Copas).

Estados Unidos x Eslovênia devolveram ao evento um componente que andava sufocado pelos Dungas que dominam as seleções: emoção. Até gol roubado (pelo juiz) teve.

Atualização às 23h – Estou com o Ziraldo (citado no blog do Anselmo Gois) e não abro: como ser humano, o treinador argentino Diego Maradona é muito mais interessante que o bronco brasileiro Dunga. Maradona é divertido, descolado, sincero.