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Clima de Noel no comércio

 

Terminada a euforia comercial do Dia das Crianças – o Floripa Shopping, ontem, estava insuportável – começam os preparativos para o Natal. Em alguns shoppings o clima natalino, 70 dias antes da festa, já marca presença. O Beiramar colocou dois carros maravilhosos para sortear entre os clientes que gastam mais de R$ 50 – um Smart e um Mini Cooper. Os sorteios serão no fim do ano e no início de 2010.

Um amigo meu define muito bem essa questão do clima natalino antecipado: “Para muitos comerciantes, o ideal seria que o Natal acontecesse uma vez por mês”. De fato, Natal virou puro comércio numa cidade cuja economia continua dependendo, em muito, do movimento das lojas.

Destruir para evitar a falsificação

 

Quando trabalhei no Jornal de Santa Catarina, em Blumenau, na década de 1980, pautei um repórter para cobrir uma ação da polícia local – o estouro de uma destilaria clandestina, especializada em falsificar o uísque nacional Natu Nobilis. “Pô, até o Natu?!” – ponderou o repórter.

Uns dias depois estive na casa de meu amigo Jair Francisco Hamms, na Armação do Pântano do Sul. Tomamos a meia garrafa restante de um Johnny Walker. Ato contínuo, Jair pegou uma faca, destruiu o gargalo, raspou os rótulos, embrulhou a garrafa num jornal velho, pegou um martelo e esmigalhou o vidro. Acompanhei a operação atentamente. E ele me observou: “Garrafas de bebidas vazias, com rótulo, selo e lacre, valem ouro entre os catadores. Eles as revendem para os falsificadores”. Atalhei: “Do Paraguai?” E ele: “Nada. Ali de Palhoça mesmo”.

Desde então, faço o mesmo com os cascos de todas as bebidas que acabam em casa. Isso inclui vodca, cachaça e uísque, as que sempre tenho por aqui para servir aos amigos. Isso evita que os falsificadores – como os presos hoje pela Polícia Federal em Joinville e outros municípios – tenham facilidades para expandir seus negócios criminosos.

Sacolas comerciais

Florianópolis ampliou o prazo para que os estabelecimentos comerciais substituam as sacolas plásticas por material ecologicamente correto. São 18 meses, contados desde o mês de junho deste ano. Ótimo. Trata-se de uma medida correta e inserida no contexto geral das soluções ambientais. O problema está nos supermercados, que colocam à venda sacolas retornáveis por preços que variam entre R$ 3 e R$ 10. O primeiro erro é termos que pagar pelas sacolas. O segundo é que todas essas sacolas trazem inscritas as marcas dos supermercados. Ou seja, o consumidor, além de pagar pelo utensílio, ainda tem que fazer propaganda do estabelecimento comercial. Não deveria ser o contrário? Se eu vou promover a política de sustentabilidade do Angeloni ou do Wal Mart, ao carregar uma sacola com logomarca da firma, deveria ganhar a sacola e, ainda, descontos nas minhas compras.

O ‘non sense’ da Casan

 

A Casan está veiculando um comunicado, nas emissoras de rádio e televisão, que é um primor de non sense. Sua diretoria pensa que somos todos otários, beócios, cretinos.  A impressão que se tem, pela mensagem que tenta justificar o erro impresso em faturas da companhia (sobre a contaminação da água), é que a Casan foi vítima — e não é a culpada pelo caso. A diretoria pede desculpas ao final da nota, mas o arrozoado inicial — confuso e arrogante — não casa com o fechamento do discurso.

Os erros da Casan

 

Pelo que temos lido nos jornais, a administração da Casan está à beira do caos. Além de (ou apesar de) aumentar a tarifa em quase 10% — um reajuste inadmissível — a empresa não consegue controlar a própria qualidade da água. Se isso não é um escândalo, uma prova de incompetência e arrogância, não sabemos mais o que é escândalo, incompetência e arrogância. Eles estão acabando com Santa Catarina, por toda Santa Catarina!

Lanche com brinde, uma sacanagem

 

Pais que têm filhos pequenos podem festejar: finalmente, alguém faz alguma coisa para acabar com essa verdadeira chantagem que as redes de lanchonetes impõem às famílias, vinculando a compra de lanche à obtenção de um prêmio, no caso, brinquedos atraentes e sempre relacionados a filmes ou desenhos animados. Pois hoje o Ministério Público Federal emitiu uma recomendação às principais empresas do ramo (McDonald’s incluída), para que suspendam essa perniciosa estratégia de marketing. A preocupação do MPF (de São Paulo) é evitar que as crianças adquiram hábitos alimentares pouco saudáveis a partir de uma “premiação” sacana, cujo objetivo é unicamente estimular o vício em sanduíches gordurosos e batatas fritas salgadas até a alma. Leia mais sobre o assunto aqui.