Posts Tagged ‘Campeonato Catarinense’

Um campeonato merecido

avai

 

Há dez dias, fui visitar o Campo Crítico (Rádio Guarujá). Provocado pelo meu amigo Paulo Branchi, apresentador do programa (e que sabe da minha paixão pelo Figueirense), respondi na tampa à pergunta que ele me fez sobre a final do Campeonato Catarinense: “O Avaí será campeão”. Hoje a equipe azurra fez valer no Estádio Aderbal Ramos da Silva a tradição catarinense do bom futebol. Não satisfeita com uma goleada, fez duas — no tempo normal e na prorrogação. Assisti ao belo jogo em Itajaí, na transmissão da RIC Record.

Fica aqui a minha homenagem à legião de queridos avaianos, a começar pelos meus filhos João Felipe e Ana Júlia (a pequena, Carolina, é do Marcílio Dias), pelo meu irmão Maurício, sobrinhos, amigos, companheiros de trabalho. Faço também uma menção especial à memória de meu pai, avaiano roxo, ali da Agronômica. Vivo fosse, o seu Wanderley certamente já teria aberto, a esta altura, a quarta ou quinta “gelada”. Saudade dele.

Anúncios

Uma análise (e um mea-culpa)

 

O episódio relacionado à camisola (e não vestidinho) cor-de-rosa utilizada por um jogador do Figueirense, como suposta punição por não ter treinado bem, trouxe à discussão algumas questões muito interessantes. A primeira e mais importante: a mídia valoriza fatos bizarros, inusitados, pouco se importando em checar a veracidade ou as eventuais atenuantes. O que mais me impressionou, ouvindo a CBN nacional (e depois a sequência local), foi ligeireza dos produtores jornalísticos ao terem acionado de imediato especialistas para falar sobre o assunto. Primeiro, um advogado trabalhista, que felizmente não entrou no mérito, limitando-se a avaliar o caso “em tese”. Depois, uma psicóloga, esta para analisar as consequências do acontecido para a cabeça dos jogadores. Uau. É superdimensionar o que não merece essa dimensão. E faço um mea culpa: também caí nessa, de superdimensionar. A história era muito mais divertida do que séria. Politicamente incorreta, é verdade, mas saborosa. 

O ridículo do treinador

 

O Figueirense, que não foi bem no Campeonato Brasileiro de 2008, vai mal no Campeonato Catarinense de 2009, chama atenção da mídia nacional não pelo mau futebol, mas pela atitude sucupiriana de seu treinador, Roberto Fernandes, que mandou um jogador treinar com um vestidinho cor-de-rosa. A questão ganhou a capa de O Globo e do Estadão desta sexta-feira. 

 

Atualização às 8h50 — O assunto foi debatido há pouco no Liberdade de Expressão, com Hérodoto Barbeiro, Carlos Heitor Cony e Artur Xexéo. É claro que os comentaristas da CBN condenaram a atitude do técnico, que puniu o jogador com o uso do vestidinho porque ele, jogador, andava treinando mal. Roberto Fernandes pode ser processado por assédio moral. É pouco. Demissão já!

 

 

Atualização às 12h02 — Grato aos leitores Carla e Paulo que fizeram alguns esclarecimentos. A turma do deixa-disso entrou em campo também para amenizar a história. Mas o Figueirense não podia ter permitido que esse caso ganhasse repercussão nacional. A culpa é do clube. Aliás, um processo por assédio moral só é possível contra o clube, não contra o treinador, como explicou meu douto amigo Paulo Stodieck. Simplesmente porque a relação trabalhista é com o clube, não com o técnico.

De volta

 

Tive, como o Cesar Valente, um problema com minha conexão de internet no dia de hoje. E nem sou cliente Virtua, mas BRTurbo. Já voltou tudo ao normal, mas o blog ficou abandonado e nem pude ir a uma lan house para atualizar as coisas por aqui.

Aproveito para dizer que, no dia 27, sexta-feira, este blog já antecipava a dispensa do técnico Pintado, do Figueirense, em função da sequencia de maus resultados. Claro, não vou fazer como aquele colunista do “eu já sabia”. Escrevi aquela nota (leia aqui) com base apenas na obviedade dos fatos. Técnico razoável, time horrível, não poderia dar em outra: rua.

Figueira não tem jeito

 

Depois do jogo medíocre de ontem, contra o Brusque no Orlando Scarpelli, o Figueirense pode recorrer à velha tática futebolística: mandar embora o técnico. Mesmo que a culpa pela situação não seja dele. A crise do alvinegro florianopolitano começou em 2008, quando o clube jogou o Campeonato Brasileiro de salto alto. Uma semana antes do rebaixamento os dirigentes garantiam aos torcedores que o Figueira não cairia. À época não me dei conta: era a senha, a chave para entrar na série B.

Ainda o vexame do ano

 

Como era de suspeitar o caso RIC-Record x RBS ainda vai render na Justiça, com novos desdobramentos nos próximos dias.

E já há gente do meio da comunicação que considera desesperadora a insistência da Federação Catarinense de Futebol, da Associação de Clubes de Futebol Profissional e… de outros interessados. Pela simples razão de que todos os citados já pagaram o mico que poderiam ter pago, a RBS incluída, com seu marketing de guerra, que saiu afoitamente à frente dos fatos, num claro desafio antecipado à Justiça.

Melhor seria, na avaliação de companheiros que conhecem FCF, Associação e outros personagens menos votados, que a RBS enfiasse a viola no saco e se conformasse com o vexame do ano, acontecido justamente nas primeiras semanas de 2009.

Bagunça (ou?) no Campeonato Catarinense

 

Texto distribuído na tarde de hoje pela Federação Catarinense de Futebol (FCF):

 

Alterações de horário da segunda rodada do Catarinense

 

Por solicitação da Globosat, a Federação Catarinense de Futebol alterou o horário do jogo do Marcílio Dias e Avaí, que acontece nesta quarta-feira (dia 21), no Estádio Dr. Hercílio Luz, em Itajaí, pela segunda rodada do Campeonato Catarinense da Divisão Principal de 2009. Ao invés das 22h, a partida começará às 20h30.

Também houve mudança no horário do jogo entre Chapecoense e Metropolitano, que será realizado no mesmo dia, no Estádio Regional Índio Condá, em Chapecó. O confronto, que começaria às 16h30, iniciará às 20h30.

 

É prova de que o Campeonato virou uma bagunça – ou?