Posts Tagged ‘Arte catarinense’

Homenagem ao Avaí

 Martinho

Presto aqui minha sincera homenagem aos torcedores avaianos pela magnífica escalada na série A, saindo da humilhante lanterna para uma sequência impressionante de vitórias. Creio que minha homenagem não poderia ser mais adequada: uma tela de Martinho de Haro, sem data, que cliquei numa passagem pela sala VIP do Colégio Catarinense. Não tenho qualquer certeza sobre a época em que foi pintada, mas diria, com medo de errar, que deve ter sido na década de 1970, evocando uma paisagem da ilha que mudou muito de lá para cá. A ilha do Avaí e do Figueirense, a cidade do Avaí e do Figueirense, uma cidade que já foi muito, mas muito feliz, quando era só dos que a amavam. [Você pode ver a reprodução da tela em tamanho maior aqui].

Exposição supimpa

convite_expo_elias_2009 

 

A exposição abre apenas no dia 28, mas eu não resisti e já estou divulgando aqui o convite, porque o artista merece ver suas obras apreciadas: telas de Elias Andrade (o Índio, lá do Sambaqui, não tem?) a partir do dia 28 deste mês (terça-feira), no Núcleo de Estudos Açorianos da UFSC, de segunda a sexta-feira, das 9 às 12 e das 14 às 17 horas. O artista é bom demais. E a tela utilizada para ilustrar o convite (acima) diz tudo: gênio.

Bárbaro, Barbarella, esquecido

barbarella 

Bela obra de Barbarella (Wilson Martins), filho da Trindade, falecido em 1989 (a tela é de 1987). Encontrei-a na antessala de uma secretaria municipal de Palhoça. Ninguém por lá sabe nada sobre a pintura, utilizada meramente como objeto de decoração.

Barbarella era discípulo de Rodrigo de Haro, um de nossos maiores artistas plásticos. Teve uma vida tumultuada, marcada pela irreverência e pela inquietação estética; morreu muito jovem, num momento importante de sua carreira, quando começava a ser reconhecido pela crítica. Estranhamente, não há nada sobre ele no site do Museu de Arte de Santa Catarina e pouquíssimas referências na mídia. A única que encontrei no Google foi justamente uma matéria minha, publicada em 2001 no jornal A Notícia, sobre uma exposição do acervo do Masc com obras que utilizaram Florianópolis como temática.

Apesar de ter sido seu amigo, não conheço a origem do apelido. Mas quem o conheceu sabe que ele, loiro, magro, de olhos claros, tinha feições que lembravam as da atriz Jane Fonda no clássico de ficção científica Barbarella.

[Post atualizado e corrigido. Grato ao Cesar Valente, que me apontou um gostoso erro de informação]

Antônio Mir, uma história de superação

 

Meu caro Magoo, também conhecido como Alessandro Bonassoli, escreveu um belo texto sobre o querido Antônio Mir, um dos talentos das artes plásticas no Brasil e Espanha. Mir foi vítima de uma grave enfermidade, ficou 58 dias na UTI de um hospital e se recupera para a vida e para a arte. Felizmente.

O post do Magoo sobre Mir é este aqui.