“Temos que ‘virar o disco’”, diz empresário

Meu caro Dilvo Tirloni encaminhou-me considerações que repasso a seguir, a respeito de nota que publiquei aqui na semana passada, coincidentemente no mesmo dia em que colunista de outro jornal escreveu opinião semelhante: “Ambos os comentários (dos colunistas) embutem uma crítica velada aos empresários da construção civil. Minha opinião é divergente. Devemos saudar os projetos formais, os que passam pelo crivo do Plano Diretor, Código de Obras, Código de Posturas, leis ambientais, leis do tombamento, entre outras. Devemos saudar a pujança da cidade que atrai os investimentos que geram riqueza, impostos e empregos. É a única forma de combater a miséria, contribuir com a inclusão social. Temos que ‘virar o disco’ deixar de lado preconceitos injustos contra quem promove o desenvolvimento social e econômico da cidade”.

Caça-níqueis

Minha defesa a propósito das considerações do amigo Dilvo Tirloni: em nenhum momento posicionei-me contra a construção civil. Minha crítica é quanto ao ritmo de demolições. Há casas sendo demolidas sem que os terrenos tenham viabilidade para edificações verticais. Surgem em seu lugar apenas estacionamentos, que cobram até R$ 6 a hora e não fracionam o tempo, são meros caça-níqueis.

Borracha

Outro aspecto que criticamos é a velocidade com que a prefeitura andou emitindo alvarás de demolição nos últimos meses. A sensação que temos – como já mencionei aqui em certa ocasião – é que algumas autoridades parecem ter a compulsão de apagar a memória da Capital, em nome não se sabe (ou se sabe) do que. É como se testemunhássemos diária e lentamente o assassinato de nossa cidade.

Outro plano

No debate que se estabeleceu no Facebook, Álvaro Bértoli observou também: “O que se precisa é por ordem na casa sobre o assunto, é imperativo. As construções e demolições são desordenadas, carecem de planejamento, estudos adequados e profissionais sobre seus impactos, obedecem na maioria dos casos, à minha volta pelo menos, a mera especulação. O Plano Diretor que era um virou um outro ao bel prazer de quem comandou sua virada, não há segredos”.

Não merece

A comunidade do Morro do Céu, onde moram tantos amigos e colegas de trabalho, não merece ser confundida com um reduto de violência. O que houve no domingo (23), durante o encontro natalino da Unidos do Morro do Céu, com muito samba e amizade, foi um fato pontual. Malas circulam por todos os locais. E se acham no direito de tirar diferenças justamente num lugar tão bacana quanto o Morro do Céu. A solidariedade da cidade aos moradores e aos sambistas!

Insensatez

Mesmo com toda tecnologia de fiscalização disponível muitos motoristas continuam abusando da velocidade na principal rodovia federal do Estado, a BR-101. O acidente que resultou na morte de cinco pessoas inocentes – ocupavam um automóvel na pista contrária –, no litoral Norte, não tem outra explicação, a não ser a imprudência e a insensatez do condutor que provocou a tragédia.

Exemplos

Há quem enxergue o mundo – e a vida – apenas pelo lado negativo, por causa das tragédias e da violência do cotidiano. Mas é preciso reconhecer o esforço de um batalhão de catarinenses que, ao longo dos últimos dias, desdobrou-se para promover um Natal melhor (e mais digno) para os desvalidos. Doações e refeições ocuparam as horas dessas pessoas que, voluntariamente, sem nenhum tipo de apoio oficial, fizeram mais alegres os seus semelhantes pobres ou abandonados.

Carinho

Jovens formaram um grande contingente de solidariedade na região de Florianópolis. Centenas deles passaram horas longe de suas famílias, entre sábado e ontem, para levar conforto aos excluídos. “Quando chegamos próximos a um lugar onde vivem moradores de rua, ficamos impressionados: em poucos minutos, materializaram-se dezenas dessas pessoas, saindo de tocas e locais escuros. Todas ficaram felizes em poder comer, tomar refrigerantes e receber presentes”, relatou-me uma sobrinha de 25 anos de idade.

Desejo

Nunca tantos desejaram tanto um objeto quanto o ar-condicionado. Serve qualquer aparelho que reduza um pouco a sensação térmica destes dias de calor recorde. Ontem, passando por Tijucas às 13h15, o termômetro do carro registrava 37º C. Em Florianópolis, na chegada, 35º C, com sensação térmica de 43º C (dados oficiais do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, o Cpetec).

Piada

“Famílias se reúnem para celebrar os 2012 anos do nascimento da piada do pavê”. Manchete do implacável portal de humor Sensacionalista (@sensacionalista).

Ponto Final - 26-12-12 - Foto 1A

Modelo

Sempre atento às questões da atualidade, o amigo Adriano Dutra registrou a imagem da prisão de Alcatraz, na Califórnia, durante sua recente visita aos Estados Unidos. Desativada em 1963, a prisão federal era à prova de fugas, mas tinha um alto custo de manutenção, praticamente o triplo de uma prisão comum. Hoje as instalações do prédio histórico viraram atração turística.

Privilégios

Adriano Dutra assinala, a propósito do nosso sistema prisional: “Em Alcatraz era segurança máxima mesmo, dificilmente alguém escapava (houve apenas um caso em 30 anos de funcionamento). Aqui, além das visitas íntimas, as ‘figuras’ encarceradas usam livremente os celulares para continuar comandando o crime”.

Desempenho

Muita gente não entende por que, mesmo com lojas abarrotadas de gente, consumidores carregando tudo o que podem, os lojistas sempre “amenizam” suas análises sobre o desempenho das vendas. Fiz uma pesquisa informal em alguns estabelecimentos de Florianópolis. Uma loja de departamentos, duas lojas de roupas e uma de perfumes importados. Nunca venderam tanto quanto em 2012.

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