Haja polícia: bandidos cada vez mais ousados

Assaltos a uma padaria em Coqueiros e a uma pizzaria em Jurerê (terça-feira à noite), arrombamento de um restaurante no Norte da Ilha e assalto a um colégio tradicional do Kobrasol (na quarta-feira pela manhã)… Nos três primeiros casos os bandidos foram presos pela Polícia Militar. Tudo bem que a PM está agindo com rapidez e eficiência. Mas que a coisa está ficando cada vez mais feia, isso está. E nem é por falta de policiamento, não pense assim leitor, porque a segurança pública melhorou muito nos últimos tempos. A questão é bem outra. Chama-se, em termos mais formais, “retroalimentação do crime”. De forma muito simples: a polícia prende, mas por falta de cadeia (ou de centro de internação provisória de menores) os criminosos são soltos. Não teve o caso do adolescente com 40 passagens pela polícia? Pois é. É exatamente isso. O Estado prende, o Estado solta, o criminoso volta a agir. Um círculo vicioso terrível, ou, na linguagem mais comum, o mesmo que “enxugar gelo”.

Para constar

O curioso, na ação dos marginais que invadiram a padaria de Coqueiros na noite de terça-feira, é que o estabelecimento comercial fica ao lado de um posto policial (Praia do Meio). O problema é que os PMs, por conta da escassez de efetivo, não ficam o tempo inteiro no posto. Aí cabe a pergunta: para quê posto policial? Só para constar?

O equívoco

Tem mais: um bandido preso em Jurerê na quarta-feira teve simplesmente 90 passagens pela polícia quando era menor de idade. Atingindo a maioridade, cumpriu pena e foi solto. O ordinário voltou ao crime, arrombou um estabelecimento comercial e atirou contra policiais. Onde está o erro? Na lei. A lei brasileira favorece a violência. Verdade pura e simples.

A cidade roubada

A manhã de quarta-feira surpreendeu os florianopolitanos pela beleza do nevoeiro que encobriu totalmente a cidade. Do alto do Morro da Cruz, onde o sol dominava a paisagem, o cidadão aproveitou para clicar, com o celular, o fenômeno que se assemelhava a uma densa camada de nata sobre a ilha e o continente.

* * *

Houve quem brincasse assim nas redes sociais: “Cadê Florianópolis? Roubaram a cidade?!”.

Desolação

A situação não foi nada fácil para quem teve que passar, outro dia, pela rua Deodoro, um dos principais acessos para o Ticen. “Puro esgoto, se é que podemos chamar esgoto de puro. Capital do Estado, entre outros tantos títulos, já deveria contar com serviço de emergência para atendimento desses casos, até por que, não são tão raros assim”, destaca o leitor Paulo Roberto Witoslawski, que registrou a imagem desoladora.

Boteco, não

Certas questões legislativas fazem mil rodeios, agarram-se a mil justificativas, para explicar o que parece mais que óbvio. É o caso de um projeto do senador Paulo Bauer (PSDB-SC), já aprovado, que reserva à mulher o acesso aos recursos sociais do governo, do tipo Bolsa Família. O projeto reconhece o papel da mulher na sociedade brasileira, suas responsabilidades etc. e tal. Mas o fato é que, se muitos homens tiverem acesso à grana, vão mesmo é para o botequim da esquina, para torrá-la logo após o saque. Simples assim.

Aplicativo

Os aplicativos para iPad chegaram ao mercado imobiliário. Agora, quem quiser saber de forma rápida e simples onde existem imóveis da incorporadora Cyrela pode acessar a informação pelo programa gratuito disponível na App.Store. Além de mostrar os pontos próximos de interesse, o aplicativo permite ao usuário montar seu próprio mural e informações e imagens e também interagir com o corretor.

Para pensar

Ninguém, por melhores intenções que tenha, presta serviços públicos exclusivos do Estado (saúde, educação, segurança, bombeiros), só por “voluntariado”. Isso é conversa fiada. Quando o Estado permite esse tipo de pacto com entidades privadas admite a sua incompetência e falência. E quem sai perdendo, obviamente, é a sociedade, que paga impostos e financia as privatizações.

Convivência

As crescentes reclamações de moradores de áreas residenciais que também comportam bares noturnos preocupam, e muito, os estabelecimentos. Ações com apoio da Abrasel SC pregam a conscientização contra algazarras. Alguns restaurantes já dispõem de seguranças externos para vigiar automóveis e coibir a saída com garrafas e copos.  Funcionários também recolhem o lixo gerado pela ‘boa educação’ de certos frequentadores.

Transparência

Uma coisa é certa: a Lei de Acesso à Informação veio para ficar. É uma questão de tempo para que a Justiça, de modo geral, recuse todos os recursos que tentam acabar com a transparência. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal, por exemplo, acaba de decidir que a divulgação dos contracheques dos servidores é absolutamente legal. Ótimo. A sociedade tem o direito de saber quanto ganham seus servidores.

Judeus

A Câmara de Florianópolis realizou na quarta-feira audiência pública, coordenada pelo vereador João Amin, para debater um tema que interessa de perto à comunidade judaica da Capital: a implantação de um cemitério público específico, reivindicado pela Associação Israelita Catarinense. A escritora Leonor Scliar representou a comunidade. As sugestões de ontem vão enriquecer o projeto, de autoria do vereador Márcio de Souza.

Carcaças

Não é por nada não… Leitor muito atento a tudo passou pelo terreno onde estão depositados veículos inservíveis (sucatas) da segurança pública, no Estreito. E notou, em relação a foto publicada na coluna, semana passada, que algumas carcaças já foram retiradas. Então?

Cabelo

“E em Florianópolis: ‘Bar do Cabelo! Salgadinhos’. Rarará! Você teria coragem de comer um salgadinho no Bar do Cabelo? Rarará! Eu hein!”. Registro do colunista de humor José Simão (@jose_simao).

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: