Jogando dinheiro fora

Foi aprovada, pela Assembleia Legislativa, a criação da Região Metropolitana de São Miguel do Oeste, composta por 49 municípios. Sendo assim, qual o sentido de manutenção das secretarias de desenvolvimento regional, absolutamente desnecessárias e comprovadamente cabides de empregos e escritórios eleitorais? Volto à questão: as secretarias, criadas no governo passado, não têm qualquer efeito prático do ponto de vista administrativo. Exemplo: para obtenção de recursos nacionais ou internacionais visando a soluções conjuntas de mobilidade, saneamento básico ou coleta e tratamento de resíduos sólidos, só valem as regiões metropolitanas institucionalizadas. E, parece óbvio, Santa Catarina perdeu o acesso a esses recursos nos últimos nove anos, por responsabilidade daqueles que, de forma imprudente, decidiram apostar na persistência das tais secretarias. E as perguntas que restam: por que a região metropolitana de Florianópolis, igualmente aprovada pela Assembleia Legislativa, não voltou ainda às atividades? Terá o mesmo destino – a gaveta – a região metropolitana de São Miguel do Oeste?

Beleza

Foram praticamente duas décadas de completo abandono. O belo prédio da Rua Trajano, esquina com a Rua Vidal Ramos, construído no início do século 20 pelas famílias Daux e Boabaid, e que abrigou a lendária creperia Degrau na década de 1970, foi recuperado e já está inserido no contexto da Vidal Ramos Open Shopping, a rua comercial mais charmosa de Florianópolis.

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Aliás, é bom que se diga, em defesa do proprietário: não basta tombar o patrimônio histórico. É preciso dar condições à recuperação dos bens.

Sabor Brasil

Programa especial de uma emissora de televisão a cabo apresenta, neste fim de semana, todo o talento da Banda Sabor Brasil, um dos mais talentos grupos musicais de Santa Catarina. No dia 14 de abril, a banda – que tem entre seus participantes a colunista de gastronomia do Notícias do Dia, Luciane Daux – lançará seu primeiro CD, no Café da Corte (São José). Aliás, a partir deste sábado (3) reservar mesas para a bela festa cultural da Sabor Brasil.

Mídia consciente

O Facebook e as mídias sociais estão na moda. Ao observar a resposta rápida da rede social, algumas empresas utilizam dessa ferramenta como uma maneira de ganhar mais visibilidade. No dia 17 deste mês, o estrategista digital Rafael Ziggy pretende ensinar algumas dessas ideias de como planejar e usar essa rede, no curso rápido “Facebook Overview: da estratégia à tática”, em Florianópolis, organizado pela Clear Educação e Inovação.

No palco

O fenômeno Michel Teló vem aí, para o show de aniversário de Palhoça, no dia 24 de abril. Mas a questão não é só essa. Acredite: o prefeito Ronério Heiderscheidt prometeu subir ao palco e dançar o Ai Se Eu Te Pego se conseguir atrair 100 mil pessoas ao local do show, um terreno no bairro Pagani. Ontem, Ronério aproveitou uma visita a Brasília para convidar a ministra Ideli Salvatti a assistir o show no camarote da prefeitura.

Das antigas

Até o dia 14 deste mês, o Floripa Shopping recebe uma exposição que vai encantar os apaixonados pelo fusca, também chamado de fuscamaníacos. Primeiro automóvel de muita gente, o fusca motiva o saudosismo entre os aficcionados. Os modelos da exposição pertencem aos membros da Escuderia Floripa Boxer, um grupo de apaixonados por carros da marca Volkswagen.

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São veículos de mais de 40 anos, bem conservados e usados em viagens da Escuderia. A mostra é gratuita aos visitantes do shopping.

Jornalistas

Saudações e sucesso ao amigo Cláudio Thomas, jornalista a mancheias, com passagem pelos principais veículos impressos da região Sul, que hoje assume a diretoria de imprensa do governo do Estado. E um abraço todo especial à querida amiga jornalista Cláudia de Conto, que deixa o cargo para exercer novas funções, junto à Secretaria da Casa Civil.

Pois…

Sobre a instituição do Dia Estadual do Manezinho, o leitor Herondino Henrique Cordeiro faz as considerações: “Será que não vai aparecer outro deputado, que também não tenha mais o que fazer, e queira instituir o traje típico do manezinho? Ultimamente tem gente fazendo sucesso usando calça arregaçada e chinelo de dedo, fazendo piadinha sem graça com a nossa rica cultura açoriana”.

… agora

Herondino Henrique Cordeiro acha que a figura do manezinho está muito estigmatizada – inclusive nos shows de stand up comedy –”enquanto outras culturas são representadas por gente bonita que usa corretamente seus trajes típicos, dança e se porta com respeito aos seus ancestrais. Veja o caso dos descendentes de alemães, poloneses e os nossos vizinhos gaúchos”.

Marginais

Enquanto esperamos uma solução para o rodoanel da Grande Florianópolis, o município de Camboriú ganha mais mobilidade com a inauguração de 2,7 quilômetros de ruas laterais à BR-101, pistas que vão separar o tráfego rodoviário do municipal. As obras, que começaram no primeiro semestre de 2010, tiveram um investimento de aproximadamente R$ 2,5 milhões.

Sem futuro

Finalmente ontem pudemos ver o rosto de Geovane da Silva, o Gê, acusado de matar, em janeiro de 2011, o turista argentino Raúl Baldo. De Gê pouco sabíamos até o mês passado, porque era menor de idade. Agora é maior. E, aos 18 anos de idade, tem a expressão de um homem vazio e sem futuro.

Gente fina

Tráfico de cocaína em Jurerê Internacional, cujas festas são comparadas às ferventes baladas de Ibiza? “Não, não. Deve ser um equívoco da polícia, só tem gente fina nas baladas”, vociferou um manezinho juramentado, ontem, no balcão de um café. Justamente, justamente gente fina. E é essa gente, consumidora, que financia a violência em Santa Catarina.

Ironia

“A balsa ‘Ilha 3’ segue trabalhando. Faltam cinco estacas das 16 para o término dos trabalhos. Uma ponte segurando a ponte. Ironia do destino”. Do Twitter @PontHercilioLuz, fake do nosso maltratado monumento histórico.

One response to this post.

  1. Caro Damião! Passei ontem pela Vidal e constatei, com alegria, a recuperação do casarão. Concordo plenamente contigo: tem que haver incentivo para a preservação. Boa intenção e discurso não seguram prédio histórico geralmente localizado em terreno de altíssimo valor imobiliário. Na (in)decisão entre preservar ou ganhar dinheiro, um desejo legítimo, a cultura dança. Mas a cidade tem jeito. Falta instrução, boa vontade e competência, é claro! Falta sobretudo, amor à cidade e não só por parte dos gestores. O povo também fica devendo, pois permite a destruição. Olha a Ponte!

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