BR-101: a perigosa trajetória da omissão

A Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina) divulgou na segunda-feira (13/12) um importante documento sobre a situação da BR-101. Na prática, apenas reforçou os diagnósticos anteriores e deu força ao que o Crea-SC (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) e o Senge-SC (Sindicato dos Engenheiros no Estado de Santa Catarina) historicamente apontam: o descaso e muitas vezes o desprezo, por parte da União, em relação às grandes demandas catarinenses. A BR-101 é o exemplo mais gritante e mais visível da trajetória de omissão federal ao longo das últimas décadas. Lembrando que a duplicação da rodovia já estava prevista no projeto original de implantação da estrada, no início da década de 1960! Quase 50 anos. E nós continuamos trafegando numa estrada ruim, perigosa, inadequada desproporcional à nossa importância econômica e social.

Compromisso

Melhorar a situação da BR-101 e exigir a imediata implantação do anel viário da Grande Florianópolis são compromissos que devem ser assumidos de imediato pelos novos deputados estaduais e federais, senadores e governador do Estado. Sem pressão política jamais seremos respeitados por Brasília.

Outro descaso

Ainda a propósito de nossas bandeiras históricas, é inconcebível que a ampliação do Aeroporto Hercílio Luz continue apenas no papel. Um equipamento indispensável à principal atividade econômica da Capital, o turismo, segue sendo uma vergonha internacional, como demonstrou matéria do Notícias do Dia, edição de segunda-feira (13/12).

Que frio

“O inverno veio passar o verão em Santa Catarina”. Frase recorrente no twitter, citada e recitada, diante do tempo mal-humorado e morrinha que predominou durante toda a segunda-feira (13/12) primaveril.

Mais uma…

Todos sabem que Casildo Maldaner (PMDB) foi um dos governadores mais divertidos da história política de Santa Catarina – tanto que suas tiradas e situações mereceram a edição de dois livros, “Casildário 1” e “Casildário 2”, organizados por Dorvalino Furtado. Mas a maldição (ou sorte) de ser engraçado persegue Casildo. Mesmo num assunto sério, que é a conclusão de um documentário sobre o ex-governador.

… para o Casildário

Ao divulgar o documentário, a assessoria do futuro senador conseguiu encaixar, involuntariamente, uma anedota. Diz um trecho do press-release: “Entre os momentos registrados no filme, destacam-se a morte do ex–governador Pedro Ivo Campos; a inauguração da ponte Hercílio Luz”… Um equívoco evidente, porque na verdade Casildo inaugurou a ponte Pedro Ivo. Quando a Hercílio Luz foi entregue à população ele nem tinha nascido.

“Malas” na área

A polícia que fique de olho: há uma nova invasão de “malas” na Capital. Eles andam em duplas, caminham com mochilas às costas, têm péssima aparência e abordam praticamente todos os passantes, pedindo dinheiro, cigarros ou comida. Como circulo bastante pelas ruas centrais, posso garantir que é gente nova, “turistas” que aproveitam nossa secular bondade açoriana para agir nas áreas de grande concentração popular.

O número

Ao contrário do que informei aqui, a festa da Associação Catarinense de Imprensa, no último sábado (11/12), contou com muitos mais do que 100 convidados – foram cerca de 300, segundo o livro de registros. A própria ACI divulgou ontem o número correto. Melhor assim. Quanto mais gente, melhor, ainda que muitas pessoas especiais da mídia barriga-verde não tenham dado a graça de sua presença no evento.

Socorro. Moradores do Pantanal apelam às autoridades

Assim vamos

Enquanto o Estado se distancia cada vez mais dos compromissos com a sociedade, a população manifesta sua indignação de forma direta, sem rodeios. Foi o que fizeram moradores do bairro Pantanal, a exemplo de outros lugares da Grande Florianópolis: um protesto público e bem-fundamentado.

Nova Câmara

Será nesta quinta-feira (16/12), a partir das 19h, a solenidade de reinauguração da Câmara Municipal de São José. Embora não seja um prédio histórico – na verdade, originalmente era um caixote de concreto –, o espaço ganhou vida nova com retoques arquitetônicos contemporâneos, que lhe emprestaram um ar mais sofisticado. Presidente Amauri Valdemar da Silva (PTB) comandou o processo de revitalização.

Sangue bom

O trabalho do Hemosc, principal banco de sangue do Estado, teve a sua qualidade reconhecida em 2010 com a certificação ISO 9001:2008. A conquista compreende os hemocentros de Florianópolis, Joinville, Joaçaba, Chapecó, Criciúma, Lages, suas Unidades de Coleta e Agências Transfusionais. Santa Catarina é o primeiro Estado com toda a hemorrede certificada pela Norma ISO.

Panorama. Automóvel ainda é a prioridade em Florianópolis

Mofaremos…

Sérgio Luiz da Silva observa que cidade não precisa de Plano B para a mobilidade urbana. O segredo está em restrições ao uso de automóveis, com atenção a outras demandas modais, especialmente o transporte marítimo. “Nesse sentido o elevado da Rita Maria é uma ‘bobagem’. A prioridade dos gastos continua sendo no sentido de privilegiar automóveis (transporte individual). Mofaremos…”.

Reações

Os setores de cultura e educação receberam muito mal as indicações dos secretários que vão cuidar das duas pastas. Cesar Souza Jr. (DEM) e Marco Tebaldi (PSDB), respectivamente, não têm qualquer relação com as duas áreas. Pior de tudo: a cultura continua sendo tratada em Santa Catarina como um “departamento de eventos” do governo.

Baixa

Com o retorno do vereador Carlos Acelino à Câmara de São José (até ontem estava como Secretário de Finanças), o vereador Édio Vieira – 1o. Suplente do PSDB – fica de fora, tanto do Legislativo, como do Executivo. O que chama a atenção é que essa é a primeira vez que isso acontece em mais de 20 anos de militância do vereador Édio na política josefense.

Capacidade. Para o Setuf, ônibus maiores ajudam mobilidade

Amarelões

Sobre a nota “Trambolhos”, publicada na segunda-feira (13/12), o presidente do Setuf (Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Florianópolis), Waldir Gomes, enfatiza: “Nos horários de pico, todos os ‘amarelinhos’ (aqueles menores), estavam completamente lotados, por isso a opção pelos ônibus maiores, que transportam o dobro dos passageiros.”

* * *

Finaliza Waldir Gomes: “A mudança no serviço conquistou novos usuários, que acabaram deixando seus carros na garagem e, desta forma, contribuíram com a mobilidade na cidade.

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6 responses to this post.

  1. […] This post was mentioned on Twitter by Clovis Lima and Carlos Damiao, Carlos Damiao. Carlos Damiao said: Histórico desprezo federal por Santa Catarina volta a merecer protestos da Fiesc. http://bit.ly/fFzxqK […]

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  2. […] 14/12/10 » Compartilhe este link no Twitter Da coluna Pont Final, por Carlos Damião (ND, […]

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  3. Posted by luiz fernando on 14/12/2010 at 17:33

    Ficou aqui pensando: por que só agora a grande imprensa aborda temas do governo que vai acabando?
    Foram 8 anos de Luiz Henrique sem que se tenha uma notícia de que ele tenha ido à Brasília cobrar os direitos de SC.
    Ficou a bradar a eterna ladainha da redistribuição de impostos sem ir lá cobrar nada do que nos seria devido. E nem fez a redistribuição de impostos Estaduais com os municípios (cobra dos outros o que não fez)!
    Agora, estando o Rei “posto”, e seu governo “nu”, ficam tecendo certas críticas que melhor caberiam quando ele estava (des)governando.
    Mas, entende-se… Há que se fazer novo leilão e avisar aos novatos que há preço para calarem-se….

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  4. Posted by Rogério Machado on 15/12/2010 at 15:12

    Sobre o Casildário. Era uma fonte de piadas, mas não um bom governador com o funcionalismo. Foi ele que em 1991, na troca de seu governo para o de Kleinubing, na época trocava-se dia 15 de março, este governador deixou de pagar o salário de fev/91 e deu 99% de aumento para o governador seguinte pagar com inflação elevada à época. Claro que o Kleinubing cancelou este aumento. Este senhor pode ser bom de piadas, porque de governo não foi.

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  5. Quanto à BR-101 – e a outras demandas do Estado – o que fazem nossos
    representantes? Ora, estão à caça de cargos nos governos Dilma e Colombo. Esse déficit de representação é antigo. Não se vê catarinenses na
    titularidade de ministérios de destaque, nas comissões do Congresso, na
    presidência de estatais ou nas mesas da Câmara e do Senado. Por essa razão,
    nossos parlamentares são inócuos, pois não têm poder de pressionar o governo federal a se mexer.

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