Coluna de segunda (15/11)

A polêmica do feriado

A possibilidade de suspensão do feriado deste sábado, Dia da Consciência Negra, através de uma medida judicial, deixa enfurecido o vereador Márcio de Souza (PT), autor do projeto de lei aprovado em 2009, e sancionado pelo prefeito Dário Berger, que presta homenagem ao herói da resistência negra Zumbi de Palmares.

Em entrevista ao Papo de Redação (Rádio Guarujá), Márcio fez um pronunciamento contundente, advertindo que haverá represálias, caso o Judiciário determine a suspensão do feriado. “Nós vamos mobilizar o movimento negro para realizar manifestações em frente a todas as lojas que abrirem no dia 20”, garantiu o parlamentar.

Folgas demais

É fato que o Brasil sofre com o excesso de feriados, porque o setor produtivo interrompe sua trajetória de crescimento, deixando de gerar riquezas. Somente em 2010 somamos 11 feriados, sem contar as “forcas”, ou seja, aqueles dias úteis no meio, que proporcionam “emendas” providenciais das folgas.

Barbárie urbana

O Notícias do Dia começou a publicar no fim de semana a série “Passagem”, com reportagens sobre a falta de soluções para Florianópolis, uma cidade que caminha definitivamente para a barbárie urbana. Ouço há muito tempo especialistas, autoridades e lideranças empresariais defendendo a formação de uma frente em defesa da Capital, com o objetivo de evitar o colapso completo de um dos paraísos ambientais mais lindos do país. Mas, na prática, nada acontece e seguimos na mesma.

Carência

A mobilidade urbana é um entre tantos problemas que atacam Florianópolis, sem que os dirigentes municipais tenham capacidade de reação. Engarrafamentos poderiam ser reduzidos com providências muito rotineiras, de engenharia de tráfego. Mas a cidade não tem departamento de tráfego. Ou, pelo menos, tem um setor do Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis) que não funciona a contento.

Interesses

E o que dizer do novo Plano Diretor, que continua em discussão, cinco anos depois que o processo de elaboração foi iniciado? E, pior, o que dizer do Plano Diretor vigente, inteiramente remendado, uma colcha de retalhos que serve apenas a intenções difusas e escabrosas, conforme o jogo de interesses empresariais e politiqueiros?

Salvar o paraíso

Um urbanista ouvido pela coluna observa: “É fato, é definitivo, que a cidade depende de suas próprias forças vivas para continuar sendo o paraíso que parece ser, que é vendido nacional e internacionalmente como destino turístico. A questão é que não basta ser um destino turístico de qualidade. A cidade precisa voltar a ser o que foi e isso depende de ações urgentes, imediatas. Não dá mais para esperar”.

Zona Azul

Está na pauta da Câmara de Vereadores, na sessão desta terça-feira, o projeto apresentado pela prefeitura para ampliação da Zona Azul em Florianópolis. Conforme esta coluna antecipou, o sistema de estacionamento cobrado pelo município será estendido para alguns balneários durante o verão. A R$ 3 a hora.

Achaque

Por falar em Zona Azul nas praias, registre-se que no sábado, durante a Macarronada do Leo, em Jurerê Internacional, flanelinhas cobravam R$ 10 (adiantados) dos motoristas que estacionavam seus veículos nas áreas públicas. Alguém chamou a polícia e os achacadores sumiram.

Não anda

E o projeto de lei que criminaliza a atividade de flanelinha, em tramitação no Congresso Nacional, não ata, nem desata. Enquanto isso, a sociedade paga a conta: no Centro, é R$ 1 para a Zona Azul por hora e a partir de R$ 1 para os flanelinhas.

Diferença

Um carinho especial ao colega Leo Coelho, que reuniu muita gente bonita no sábado, em Jurerê Internacional, para mais uma edição de sua Macarronada do Leo. Fomos lá conferir e constatamos que a festa está definitivamente incorporada ao calendário de Florianópolis, a exemplo do Ricaldinho da Ilha. Além do que, esses encontros servem para o reencontro de pessoas queridas, que fazem a diferença na cidade.

O mais chato

Nivaldo Andrade questiona a presença de um certo propagandista que transforma a vida do Centro num inferno, graças ao seu megafone e às bobagens que diz. “Se for feita uma pesquisa, tenho quase certeza que ele será considerado o cara mais chato de Floripa”, diz Nivaldo, que aponta a poluição sonora provocada pelo indivíduo como “insuportável”.

Igreja da Armação, uma das belezas arquitetônicas da Ilha: preservar

Proteção

Bem que a Câmara de Florianópolis poderia aprovar na sessão desta terça-feira o projeto do vereador Aurélio Valente que determina providências para “preservação e proteção do patrimônio histórico, artístico, ambiental e cultural” da cidade. Uma lei neste sentido ajudará a salvar o pouco que resta de beleza na Capital.

Armação

A Câmara de Florianópolis deve realizar reunião ampliada de suas comissões para discutir e obter esclarecimentos sobre as obras na praia da Armação do Pântano do Sul. A proposta é do vereador Marcos Aurélio Espíndola (Badeko), do PPS, atendendo a pedido da comunidade. A preocupação é grande na Armação, praia que sempre viveu da atividade turística.

Turismo

Homero Gomes assume definitivamente a Secretaria de Turismo da Capital nesta terça-feira, às 20h, na sede da Acif (Associação Comercial e Industrial de Florianópolis). A mesma solenidade terá a posse do Conselho Municipal de Turismo. Homero é o homem certo para a função certa: técnico, experiente, vinha comandando a secretaria interinamente desde o início do ano.

Tempo de festa

Turistas e florianopolitanos não têm do que reclamar: apesar de todas as nossas mazelas – a imobilidade urbana que alcança até os feriadões – o fim de semana foi esplêndido, com sol, praia, shows, shoppings lotados, Folianópolis e outras atrações.

Já teve e não tem

Antigamente, dizia-se por aqui que Florianópolis era “a terra do já teve”. Já teve porto, já teve Distrito Naval, já teve Miramar, Ilha do Carvão… Hoje, Florianópolis é a terra do “não tem”. Não tem porto, o aeroporto é uma lástima, as estradas são péssimas, a ponte Hercílio Luz continua fechada, a mobilidade urbana é uma tristeza, o transporte marítimo não anda.

Rio Araújo

“Como sair do discurso ambiental para a prática da solução? O rio Araujo será nosso laboratório. Dia 24 vamos lançar a campanha”, informa o vereador Édio Vieira (PSDB), de São José. O rio Araújo precisa ser salvo urgentemente! E a salvação ambiental depende de todos.

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7 responses to this post.

  1. […] This post was mentioned on Twitter by Carlos Damiao and Carlos Damiao, Carlos Damiao. Carlos Damiao said: Se comércio de Fpolis abrir no sábado, feriado em homenagem a Zumbi dos Palmares, movimento negro vai protestar. http://bit.ly/d8ZhWs […]

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  2. Posted by Spesso on 15/11/2010 at 8:04

    “Nós vamos mobilizar o movimento negro para realizar manifestações em frente a todas as lojas que abrirem no dia 20”, garantiu o parlamentar.

    Olha, não sabia que querer trabalhar no final de semana ou feriado era demonstração de falta de respeito com alguma parte da população. Por que não mandam esse vereador fazer manifestação na frente de hoteis tambem? É comércio e está aberto em TODOS os feriados. Manda ele vir aqui nohotel onde eu trabalho, manda. Ele vai ver o que vou fazer com ele. Mentalidade de quinto mundo. Como um cara desses consegue se eleger?

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  3. Posted by clau on 15/11/2010 at 13:17

    oi.infelizmente para mim,o site da guarujá está em manutenção.. porq gostaria muito de hoje poder participar do chat do papo de redação..de que sou fá incondicional.pena..amo vc..sua voz.mas acho vc muito antipático.rsss.. se acha
    beijos aos 3 mosqueteiros do papo de redação…

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  4. Posted by clau on 15/11/2010 at 13:27

    hoje que estou em casxa,,não posso acessaro chat..e nem o e-mail.. que M rsssss..uma oportunidade dessa.agora só ano que vem..no próximo feriadão…sinto muita pena por isso..queria muito falar com vcs do papo de redação..altos programa..parabéns bjs

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  5. Posted by Paulo Roberto on 15/11/2010 at 18:20

    Por falar em Zona Azul, também é uma verdadeira zona os estacionamentos administrados pela AFLOV, o horário de funcionamento é de acordo com a vontade dos guardadores. No sábado cheguei para estacionar às 11:50h ao lado do TAC, fui impedido pois segundo já estavam fechando. Tentei verificar a placa que indica o horário de funcionamento, mas os números estavam raspados. Fato que já observei nos demais estacionamentos. Outro fator que não entendo, é a corrente colocada na entrada do estacionamento, se não querem cobrar, deixem a a´rea liberada, pois é um espaço público. Absurdo maior é que enquanto o estacionamento da AFLOV permanece fechado com correntes, os frequentadores do Teatro Alvaro de Carvalho, estacionam no calçadão. Coisas dos desmandos da nossa bela Ilha. Quando poder tem essa AFLOV, quanto dinheiro arrecadado hein!!! Será que não está na hora de abrir o olho?

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  6. Posted by Fernando Silva on 15/11/2010 at 22:31

    Só para registrar: hoje pela manhã retornei do Sul do Estado. Após duas horas de viagem, cheguei a Paulo Lopes pouco depois do meio-dia. Para variar, lá estava aquela fila. Daí em diante, levei quatro horas até o pedágio, numa distância de apenas 30 quilômetros!. Depois dele, a fila simplesmente some. Mesmo que seja um “mal necessário”, o pedágio não pode trancar a rodovia como vem fazendo. É ineficiência pura! Até quando seremos reféns do descaso dos órgãos fiscalizadores, no caso, a PRF, o DNIT e especialmente a ANTT?

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  7. […] 15/11/10 » Compartilhe este link no Twitter Da coluna Ponto Final, por Carlos Damião (ND, […]

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