Coluna de terça (26/10)

Desterro se vai

A imagem cima não é de um bombardeio no Oriente Médio. É apenas mais um pedacinho da bela cidade que já fomos que foi parcialmente ao chão nos últimos dias. Desde semana passada um grupo de operários vem trabalhando intensamente na demolição de um antigo prédio residencial, de quatro andares, na Rua Nereu Ramos, bem próximo à Igreja Luterana. Ali, durante muitos anos, moraram representantes da família Mussi. Embora não fosse tombado – confirmei com o secretário José Carlos Rauen e o presidente do Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis), Átila Rocha – o edifício conservava o aspecto de uma arquitetura muito peculiar, dos chamados Anos Dourados (a era JK), com suas colunas entrelaçadas, remetendo ao estilo modernista brasileiro.

Documentação

O Ministério Público Federal recomendou a suspensão da demolição que estava em curso, exigindo documentos que, conforme o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, José Carlos Rauen, já foram apresentados. Ainda assim, nada impede que nós, florianopolitanos, lamentemos, mais uma vez, a descaracterização da área histórica central.

Processo

O presidente do Ipuf, Átila Rocha, explicou ao colunista que o tombamento de edifícios históricos depende de várias circunstâncias, a começar pelo próprio processo visando ao reconhecimento oficial do imóvel como patrimônio. Esse processo deve indicar também de que forma o prédio será preservado e de onde serão originados os recursos para sua restauração.

Revitalização

O secretário de Serviços Públicos, Salomão Mattos Sobrinho, apresenta para os diretores da CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) de Florianópolis a proposta da prefeitura para o novo mix do Mercado Público da cidade. O encontro será hoje, na sede da entidade, e o secretário vai mostrar o que o executivo está pensando para as mudanças na utilização deste que é um dos principais patrimônios públicos da Capital.

Pior que está…

Está cada vez pior a situação do trânsito na região da Avenida Mauro Ramos que fica próxima ao Hospital de Caridade. Uma clínica médica localizada na Rua Menino Deus tem a entrada de seu estacionamento alinhada com a via pública, o que faz com que os automóveis que pretendem ingressar naquele espaço tumultuem o tráfego de veículos na área. O leitor Gladston Luiz Nicolazi questiona as autoridades sobre o caso: “Falta fiscalização para que a legislação seja cumprida”.

…não fica

Gladston Luiz Nicolazi lembra que a situação da Rua Menino Deus se repete no acesso ao estacionamento onde se localizam a Faculdade Estácio de Sá e agências da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Bradesco, no bairro Barreiros (São José): a Avenida Leoberto Leal é utilizada como “espera” pelos veículos.

Se cada um…

Mobilidade é uma questão que preocupa a todos, embora nem todos tenham consciência do problema. Se cada um fizesse um pouquinho de esforço para melhorar, é claro que muitos gargalos do trânsito não se tornariam piores. É o caso da imagem acima, que mostra um pedaço caótico da Rua Nereu Ramos: carro estacionado irregularmente (a caminhonete à esquerda) e caminhões descarregando ou carregando mercadorias.

… fizesse sua parte

Resultado: os motoristas dos ônibus fazem verdadeira ginástica para ultrapassar os obstáculos. Atrás dos coletivos, uma fila imensa de veículos parados. Problemas como o retratado na imagem acontecem com frequência, em toda a região central de Florianópolis, piorando ainda mais a situação. E, claro, guarda de trânsito que é bom, para colocar ordem nessa zona, raramente aparece.

Ossos – Fonte da coluna informa que uma das curiosidades envolvendo a arqueologia na Catedral Metropolitana pode ser a descoberta dos restos mortais do brigadeiro Silva Paes, o homem que montou o sistema defensivo da Ilha de Santa Catarina no século 18.

Problema – Mas a questão é chegar aos ossos de Silva Paes. É o mesmo desafio, por exemplo, de se identificar o que poderiam ser os restos do fundador de Florianópolis, o bandeirante Dias Velho.

Violência – Logo que abriu suas portas, ontem, uma padaria da Rua Nunes Machado foi invadida por um bandido. Ele só não conseguiu roubar o estabelecimento porque levou pancadas de um cliente que estava na fila. A que ponto chegamos: a cidadania é que combate o crime.

Avanços – Leonardo Heller quer saber se os deques públicos construídos na praia de Santo Antônio de Lisboa são para uso da comunidade (e visitantes) ou para prolongar o atendimento dos bares e restaurantes do bairro.

Licitação – Já está no Diário Oficial do município o edital de licitação para o transporte coletivo. O processo vai longe, segundo entende uma fonte do setor ouvida pela coluna.

Noel – O clima de Natal segue alegre e faceiro nos shopping centers da região metropolitana. Num dos estabelecimentos já há dois carrões expostos, que serão sorteados em novembro e dezembro entre os compradores que preencherem os cupons.

Música – O coreto da Praça 15 volta a ser ocupado hoje pelo projeto Música na Praça, às 12h30, com o chorinho do grupo Wagner Segura. A realização é da Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes, que resgata uma bela tradição da cidade.

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3 responses to this post.

  1. Posted by maria jose on 26/10/2010 at 22:34

    Damião, morei duante anos na Esteves Junior. E, dia a dia, vimos os casarões sendo colocados abaixo nos finais de semana. Quem mora por ali há mais tempo lembra do episódio da jaqueira que foi “tosqueada”de madrugada e só não foi abaixo por causa de um morador da vizinhança. Ela está la: espremida entre o prédio e a garagem , resistindo. Bem ali ao lado da Casa do Bispo.

    Agora, moro na Duarte Schutel e tem uma jaqueira maravilhosa aqui. Quero ver até quando resiste e quem vai defendê-la. A PMF? Dúvido.

    É isso: nada tem valor. Vamos viver numa cidade sem passado! É muito triste!

    Abs da Maria José Baldessar

    abs

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  2. […] 27/10/10 » Compartilhe este link no Twitter Da coluna Ponto Final, por Carlos Damião (ND, […]

    Responder

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