Coluna de hoje (18/10)

As três faces do mercado

O Mercado Público é uma festa aos sábados. É a “praia” que não temos no Centro, reunindo grande público, de artistas, políticos, jornalistas, empresários, funcionários públicos, durante as manhãs, na região próxima ao Ticen (foto 1). O ponto negativo é a quantidade de ambulantes que tomou conta da área (foto 2). Além disso, o calçadão da avenida “humanizada” mais uma vez dá lugar a barracas de um evento (foto 3).

O aspecto geral da região é de completa desordem e falta de autoridade. O único policial militar apareceu por volta das 13h, de motocicleta. Observou tudo e foi embora. Guarda Municipal? Fiscalização? Nada, nem sinal. O cidadão que paga impostos e valoriza produtos originais (DVDs, CDs, óculos, relógios) se sente um otário diante da transbordante ilegalidade que impera na região. Aliás, a “humanização” transformou a Paulo Fontes num verdadeiro mafuá.

Nota triste

A nota triste do fim de semana foi a morte do deputado Lício Mauro da Silveira (PP), reeleito para mais um mandato no último dia 3. Lício era um personagem da cidade. Circulava, conversava com as pessoas, exercia na prática o que se chama de “mandato popular”. Tinha a atividade parlamentar como uma missão. Todos os catarinenses perderam com sua morte. Mais ainda a Grande Florianópolis, que vê reduzida sua participação na Assembleia.

Despedida

O sábado pela manhã, de muita desolação pela morte de Lício Mauro da Silveira, tirou muitos florianopolitanos de casa para visitação ao velório na Assembleia Legislativa. Parlamentares, ex-parlamentares, vereadores e outras autoridades, além de uma legião de amigos, passaram pela AL para se despedir de Lício. Em todas as rodas, especialmente nos cafés e no Mercado Público, as conversas giraram em torno dessa perda dolorosa.

Radiojornalismo

A Rádio Guarujá (1420 AM) estreia hoje sua nova programação jornalística. O noticiário começa com o Jornal da Guarujá 1ª edição, às 7h20, apresentado por Marcelo Fernandes e Sabrina Rizzi. A partir das 9h, o Conexão da Manhã passa a ter o comando de Maria Odete Olsen, fechando a programação matinal. Das 14 às 16h entra o Papo de Redação, com este colunista, mais Hélio Costa e Polidoro Júnior debatendo assuntos da cidade.

Praga urbana

Um racha de motos, na madrugada de sábado, provocou a morte de um homem na BR-101. O mais impressionante foi o modelo de motocicleta que a maior parte dos dementes utilizava, a popular CG Honda, uma das que mais infernizam o trânsito no dia a dia, normalmente pilotada por aqueles motoboys malucos. Pelo menos 10 motoqueiros participaram da competição ilegal.

Estradas

Colaborador da coluna ficou preso num engarrafamento da BR-101, sentido Curitiba – Joinville na sexta-feira. Duas horas de estrada parada, nenhuma informação oficial sobre o acontecido. Motoristas ficaram sabendo que a causa era um acidente graças ao sistema de rádio que caminhões utilizam. O leitor lembra que em Portugal a rodovia A1, com três faixas em cada sentido, tem placas eletrônicas que informam em tempo real tudo o que acontece na estrada.

Sem lei

Mais considerações sobre as lotéricas, desta vez do leitor Paulo Roberto: “São casas de jogos de azar, ou postos bancários sem as mínimas condições de segurança e operacionalidade, apenas engordando os cofres públicos? O cidadão que se dane, não importa quanto tempo vai ficar na fila para pagar as suas contas, a lei dos 20 minutos é só para os bancos, que, para burlá-la, vão empurrando seus clientes para as lotéricas”.

Exceção – Ao contrário do que esta coluna informou, o Palácio Cruz e Sousa abre para visitação nos fins de semana e feriados. Fecha apenas às segundas-feiras, para manutenção. A administradora do Museu Histórico de Santa Catarina, Susana Bianchini, observa que o prédio abriu normalmente no último dia 12.

Compreensão – Sobre a barulheira no Saco dos Limões, por conta de um canteiro de obras instalado no local, a Secretaria Municipal de Habitação e Saneamento Ambiental solicita a compreensão dos moradores, porque a estrutura dá suporte às obras do projeto de urbanização e infraestrutura do Maciço do Morro da Cruz.

Cinema –São José começa hoje, às 20h, a exibir o ciclo 1959 – O Ano Mágico do Cinema Francês, na Casa da Cultura (Centro Histórico). O filme de hoje é Acossado (À Bout de Souffle), de Jean-Luc Godard.

Comemoração – A mostra de cinema em São José é comemorativa aos 260 anos de fundação da Freguesia de São José da Terra Firme.

Aterro – Lucas Gonçalves lembra que jogou basquete nas quadras do Aterro da Baía Sul, década de 1970. “Depois da visita do papa João Paulo 2º tudo piorou”, diz. “Vieram o sambódromo, a estação de esgoto, o centro de eventos”.

Histórico – As más recordações sobre a deterioração do aterro nos levam também aos tempos (década de 1990) em que a imensa área era conhecida como maior estacionamento de ônibus do Brasil, além de ser à época o maior mictório a céu aberto do país.

Estaleiro – Vereador florianopolitano Jaime Tonello (DEM) apresenta requerimento hoje para realização de audiência pública com o objetivo de discutir a instalação do estaleiro da OSX em Biguaçu, que terá impactos ambientais na Capital.

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5 responses to this post.

  1. […] 18/10/10 » Compartilhe este link no Twitter Da coluna Ponto Final, por Carlos Damião (ND, […]

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  2. […] 18/10/10 » Compartilhe este link no Twitter Da coluna Ponto Final, por Carlos Damião (ND, 16 e […]

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  3. Posted by Aline on 18/10/2010 at 12:24

    Percorri o trajeto Florianópolis-Criciúma no sábado pela manhã, pela BR 101, e vi diversos motoqueiros fazendo brincadeiras e competições nas pistas novas (e interditadas ao trânsito). Também vi coisas deste tipo nas marginais. Na volta, no domingo pela manhã, fazendo o balão na Içara para pegar a BR 101, chovendo, um maluco não deu conta de uma curva e destruiu a lateral do meu carro novinho (que eu comprei depois que a prefeitura de Florianópolis deixou um outro maluco jogar brita no elevado do CIC e me fez capotar o carro, dando perda total).

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  4. Posted by Tadeu on 18/10/2010 at 16:01

    Pena que o centro de Florianopolis esteja assim; na administraçao de Angela Amin a coisa era diferente,a fiaçao aerea foi retirada, placas de lojas foram ordenadas, despoluiçao visual foi feita, ambulantes nao existiam; mas a populaçao preferiu mudanças, e as mudanças estao ai …nao quiseram a continuidade da administraçao anterior.
    se deixarem, nao duvido que esses ambulantes vao exigir outro camelodromo para sairem das ruas .

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  5. Posted by Luciani on 20/10/2010 at 9:32

    Nós moradores do Saco dos Limões, tivemos muita compreensão durante 2 anos, de barulho e poeira, mas agora não dá mais…Vários problemas respirátorios, alergias e estresses. Vocês sabem o que é ficar 2 anos sem abrir as janelas, e acordar as 7 da manhã com uma carreta derrubando um monte de pedras, qdo tem vento sul a casa mesmo fechada enche de poeira e areia, e ficar o dia inteiro com o barulho de uma máquina retroescavadeira mexendo em pedras e areia. Não temos nada contra as obras nem muito menos contra a Setep ou seus funcionários, mas um canteiro de obras do porte deste num bairro comercial e residencial. É uma falta de respeito com nos moradores e comerciantes do bairro. O obra é importante e a nossa saúde não é? Existem lugares mais apropriados para tal canteiro de obra. Gostariamos que agora o secretário de obras e saneamento tivesse a compreensão de retirar este canteiro daqui e coloca-lo num lugar apropriado para tal.

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