Ponto Final – 15 de outubro

São José mobilizada pelo Hospital Regional

A Comissão Especial do Hospital Regional da Câmara Municipal de São José, formada pelos vereadores Lédio Coelho (DEM), Amauri dos Projetos e Geraldo Swiech (PT), entregou seu relatório na sessão plenária de quarta-feira, apontando problemas administrativos, falta de atendimento especializado à população, carência de leitos, número reduzido de profissionais, entre outros problemas constatados no principal estabelecimento de saúde do município.

O trabalho da comissão sugere providências por parte do governo do Estado e da prefeitura. Neste caso, municipal, a principal questão é a ampliação da rede básica de saúde da população, com melhor aparelhamento dos postos de saúde, além da instalação de uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) no município. Se o governo fizer a sua parte, reestruturando o hospital, e o a prefeitura cumprir o que lhe cabe, São José voltará a ter um atendimento de saúde de qualidade.

Lotéricas

Deputado estadual Renato Hinnig (PMDB) lembra que a segurança das lotéricas com mais de quatro terminais deveria ser feita por vigilantes contratados e armados, conforme lei de sua autoria, sancionada pelo governador Luiz Henrique da Silveira em 2009. A lei virou letra morta: o próprio parlamentar constatou o completo desprezo à medida, que visa à segurança dos lotéricos e dos clientes.

Ícone cultural

O casarão Born, símbolo histórico de Biguaçu, completa um ano como centro cultural nesta sexta-feira. A prefeitura preparou uma programação supimpa para assinalar essa conquista (o casarão ficou abandonado durante décadas), começando hoje com noite de autógrafos do escritor Salim Miguel e abertura de exposição de Leonardo Ramos – “60 Dias Diariamente”. Os eventos culturais prosseguem até dia 22.

Comprovante histórico

Quando se fala em mobilidade urbana em Florianópolis logo vêm a mente algumas soluções, como pedágio urbano, uma quarta ponte, novos elevados ou rodízio de automóveis. O que muita gente não sabe – inclusive as autoridades – é que já houve cobrança de pedágio para ingresso na Ilha de Santa Catarina. A imagem, enviada pelo leitor Sílvio (Zilo) Silva, é a comprovação indiscutível: um passe mensal (pedágio) pago pelo proprietário de um veículo. O ano: 1929.

Facilidade

A cobrança de pedágio urbano é comum em cidades europeias, cujas regiões centrais estavam saturadas de automóveis. E aqui não implicaria em grandes dificuldades para implantação, já que a tecnologia de chip para garantir a fluidez do trânsito está perfeitamente aprovada nos pedágios da Autopista Litoral Sul, em Palhoça, Porto Belo e Garuva.

Retrato

Leitor Jaime S. ficou indignado com o que viu ontem na Praça 15, em frente à antiga Casa de Câmara e Cadeia. “Os pedestres têm que andar na rua tomando o cuidado para não serem atropelados e não tem um guarda (nem militar nem civil) para multar. Isto porque um posto policial está bem no início do Largo da Alfândega. Realmente Florianópolis está um caos, e nem no verão estamos. A cidade não tem comando nenhum e a desorganização toma conta. Preparem-se para o pior”.

Verdade

Um amigo perguntou ao outro, ontem, via Twitter: se estivesse utilizando seu iPod dentro do carro, para atualizar informações na rede social, de quanto seria a multa, mesmo que estivesse preso num engarrafamento? “De nada. Não existe guarda de trânsito em Florianópolis”, foi a resposta. E verdade seja dita: nem guarda de trânsito, nem patrulhamento policial. A cidade está entregue à própria sorte.

Aplicação

Questão discutida aqui na coluna durante vários dias, a vexatória situação da falta de professores no Colégio de Aplicação da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) começa a ser superada: foi publicado o edital de concurso para professores a serem lotados no estabelecimento, inclusive permanentes e temporários. No total são dez vagas. As inscrições podem ser feitas até as 20h do dia 26 deste mês, no site http://www.ufsc.br, link “Concursos”, ao custo de R$ 70.

Professores – A todos os mestres, que ajudam a construir a cidadania com a difusão do conhecimento, a homenagem do colunista pelo Dia do Professor, nesta sexta-feira.

Luz – Vereadores Neri Amaral (PMDB) e Amauri Valdemar da Silva (PTB), de São José, querem que a empresa concessionária da BR-101 ilumine todas as passarelas existentes no município. A razão principal é a garantia de segurança para os moradores: muitos se arriscam a atravessar a rodovia pelas pistas, por medo de assaltos.

Esgoto – Édio Vieira (PSDB), também vereador em São José, lançou um desafio: “Nossos moradores e nossos líderes não podem argumentar nem projetar melhor a cidade para viver sem solucionar o problema do Rio Araújo”. A própria população é culpada, porque lança esgotos diretamente no rio.

Faltou dizer – Em nota publicada aqui, mencionamos o planejamento urbano de Palmas do Arvoredo como exemplo a ser seguido em termos de mobilidade urbana. Faltou dizer que o autor do projeto é o urbanista catarinense Alceu Neves, que também desenvolveu o primeiro plano diretor de Governador Celso Ramos, em 1982.

Podridão – Amigo da coluna testemunhou: na quarta-feira, logo após o meio-dia, na rampa da garagem de um prédio da Rua dos Ilhéus, um cidadão abaixou as calçadas para dar vazão às suas necessidades fisiológicas. Enquanto o homem fazia o “serviço”, um amigo dele vigiava a entrada.

Livro – Engenheiro Marco Aurélio Abreu, diretor da Floram, lança em breve o livro “Nos Meandros da Maçonaria”, obra que consumiu dez anos de pesquisas.

O sistema de monitoramento eletrônico, com 30 câmeras, adquirido pela Prefeitura de São José em agosto deste ano ainda não foi implantado. Simplesmente porque o governo do Estado não cumpriu a parte prevista no convênio com o município: a instalação.

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4 responses to this post.

  1. Posted by Osvaldo Peixoto on 15/10/2010 at 10:22

    Damião. Essa Lei que institui seguranças armados nas lotéricas virou piada mesmo. Fizeram duas alterações, a última delas limitou a contratação dos ditos homens fortes para quem tem mais de quatro máquinas. O curioso é que ninguém tem mais de quatro terminais, daí… nasceu morta. Outra curiosidade, não conheço nenhuma lotérica que outrora não fosse uma banca de bicho. E olha que para se explorar o serviço uma licitação(sic) foi realizada.

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  2. Posted by Bernardo on 15/10/2010 at 11:02

    Essa lei das lotéricas é vazia e exime o papel do estado da segurança. O roubo de lotéricas geralmente é rápido e atenta contra o caixa das lotéricas. Então são essas que deveriam estar interessadas na contratação, não os senhores parlamentares. O único objetivo dessa lei foi limpar a barra da segurança do estado com relação aos roubos de lotérica , que é protagonista nos programas do Hélio Costa.

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  3. […] 15/10/10 » Compartilhe este link no Twitter Da coluna Ponto Final, por Carlos Damião (ND, […]

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  4. Posted by Paulo Roberto on 15/10/2010 at 22:58

    Pois é, “lotéricas”, taí uma coisa para se pensar com mais carinho. São casas de jogos de azar, ou postos bancários sem as mínimas condições de segurança e operacionalidade, apenas encordando os cofres públicos. O cidadão que se dane, não importa quanto tempo vai ficar na fila para pagar as suas contas, a lei dos 20 minutos é só para os bancos, que pra burlar vão empurrando seus clientes para as lotéricas. Será que essa terceirização de serviço bancário é legal? Com a mão de obra é bem mais barata e menos qualificada, os custos de manutenção da conta bancária não deveriam diminuir? Se olharmos bem tem muito mais coisas…

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