Ponto Final – 9 e 10 de outubro

Mobilidade: só promessas

Alerta da Aemflo–CDL São José: se nada for feito, a Via Expressa da BR-282 vai parar. O presidente da entidade, Tito Schmitt, entende que a mobilidade urbana da região metropolitana está um caos e os órgãos competentes não percebem o problema. Para Schmitt, a falta de alternativas de transporte – como o marítimo, que não sai do papel – é uma das razões para o caos. O presidente alerta também para a necessidade de duplicação da via, que continua só na pauta das promessas políticas.

E é sempre bom lembrar que a Aemflo–CDL São José juntou forças com outras entidades da região para cobrar a execução do Anel Viário da BR-101, que ligará Biguaçu, São José e Palhoça através de uma nova via, a Oeste da rodovia federal. O assunto aparece na mídia de vez em quando, mas, de concreto, até agora a concessionária OHL não tomou qualquer providência. A responsabilidade é da empresa que explora os pedágios da BR–101.

Biodiversidade

Temas relacionados à ecologia e à biodiversidade, realizados pela artista plástica Berna Farias (foto), estarão em exposição na Fundação Cultural Badesc desta segunda até a próxima sexta-feira. Berna desenvolverá atividades de desenho a partir da exploração do jardim da própria instituição e os alunos poderão ainda produzir seu próprio quebra-cabeça. O público-alvo é de crianças do ensino fundamental.

Impactos regionais

O estaleiro da OSX e a fosfateira em Anitápolis vão estar em discussão no 3º Seminário Interuniversitário do Plano Diretor Participativo, nas próximas quarta e quinta-feira, às 19h, no auditório da reitoria da UFSC. O evento, denominado “Impactos Regionais em Debate”, vai reunir representantes dos movimentos sociais e comunitários, da universidade, dos empreendedores e dos ministérios públicos estadual e federal.

A questão

O leitor Mário Araújo pondera: a baixa votação do vice-prefeito João Batista Nunes (12.715 votos) não seria um indicativo de que a população não aprova o fechamento da Avenida Paulo Fontes? O vice-prefeito garante que não. Até porque, seu tempo no horário eleitoral gratuito foi muito escasso para fazer a vinculação maciça entre o feito urbanístico e a candidatura à Assembleia Legislativa.

Locais do voto

Não foi apenas a Escola Silveira de Souza que teve seções eleitorais transferidas para outros locais. Um leitor informa que, na verdade, o TRE unificou algumas seções ou as mudou para outros prédios, menores, por não terem número significativo de eleitores. O problema é que não houve um comunicado público sobre a alteração. Este colunista, que votou durante 24 anos na Silveira de Souza só soube da mudança quando chegou à escola.

Deficiência

Registro pertinente do leitor Fernando Silva: “Os municípios da região metropolitana reclamam da situação do Hospital Regional. Mas será que a sua omissão não é parte do problema? São José, Palhoça e Biguaçu já somam quase 400 mil habitantes, com a mesma estrutura hospitalar da década de 1980 (projetada para uma população três vezes menor)! Por que São José e Palhoça não se preocupam em construir hospitais municipais – e contratar profissionais – para atender a procedimentos de média complexidade, como vai ocorrer em Biguaçu?”.

Transtorno

Simpática leitora, que não pode se identificar, convida o colunista para uma voltinha no Saco dos Limões, logo após o túnel. Segundo ela, há uma obra sendo realizada naquela região que está atormentando a vida dos moradores. “Eles trabalham sábados, domingos, feriados, e não há nenhum respeito aos moradores”. A leitora já denunciou o caso à Floram, mas não foi atendida.

Balanço – Festival Literário de São José encerra suas atividades neste sábado, com a expectativa de ter vendido 12 mil exemplares dos livros colocados à venda. Ótima notícia. parece pouco, mas num país como o Brasil é um número muito significativo.

Protesto – A manifestação contra o estaleiro da OSX, programada por entidades comunitárias da região, será neste sábado, a partir das 10 horas, na praia de Jurerê, em frente ao Il Campanário. Em nota anterior, este colunista havia informado que o evento seria na praia do Pontal (Daniela).

Táxi – Casal pernambucano, na fila do táxi da Praça 15 de Novembro, na sexta-feira, comentava: a mobilidade urbana em Recife também é complicadíssima, mas sobram táxis nos pontos e nas ruas. Aqui, os motoristas alegam que demoram a chegar aos pontos por causa do trânsito. Trata-se de uma verdade parcial.

Tempo – Este colunista esperou 20 minutos na fila por um táxi, sexta-feira, às 11h30, na Praça 15. É tempo demais para uma cidade que se pretende turística.

Assim vamos – O trânsito em Florianópolis exige paciência redobrada dos motoristas. Mas há motoristas que estão atingindo um nível de estresse que já exige atendimento médico. Não se espante, leitor, se qualquer dia desses aparecer um maluco, como no filme “Um Dia de Fúria”, disposto a quebrar tudo.

Açorianidade – A 17ª Festa da Cultura Açoriana de Santa Catarina (Açor) será lançada dia 21 deste mês, em Governador Celso Ramos. No mesmo dia, a prefeitura local e a UFSC entregam o Troféu Açorianidade 2010 às entidades e pessoas contempladas.

Projeto – Incluir tema tão delicado quanto o do aborto numa campanha presidencial – quando o assunto é de competência do Legislativo – é um fato insidioso, que estimula reações radicais e estúpidas. O Brasil precisa de um projeto de governo, não de maledicências extremistas.

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3 responses to this post.

  1. Posted by paulo stodieck on 10/10/2010 at 13:23

    Damião, pegar táxi em Florianópolis é tarefa de gincana: cerca de 250 táxis para uma população que ultrapassa quatrocentos mil habitantes é evidente sintoma de fraqueza do poder público municipal. Em Porto Alegre, por exemplo, que tem uma população de pouco mais de um milhão e quatrocentos mil habitantes, disponibiliza ao usuário quatro mil táxis. Serviço sempre disponível, ao contrário do que acontece ridiculamente em Florianópolis. E por acaso alguém acha que isso vai mudar?

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  2. Posted by Luciano on 10/10/2010 at 21:45

    Damião: Um absurdo a Prefeitura de São José ficar realizando Festival Literário e não dar a mínima p/ a Biblioteca Pública Municipal, que está abandonada, no Centro Histórico. Poucas obras, livros mal cuidados, falta de estrutura e computadores. Livros mais atuais, nem pensar. Se pegassem o dinheiro gasto em Eventos para atrair a mídia e encher os bolsos dos promotores como esse e aplicassem na reforma e reestruturação da Biblioteca, sem dúvida, seria um ganho para a cultura da cidade. Esta administração vive de marketing e deixa de lado os verdadeiros investimentos. Os Vereadores, que “trabalham” ali do lado, também fazem de conta que está tudo bem e ignoram a situação da biblioteca pública. O povo não é bobo. Chega de enganação. Nós, moradores que pagamos impostos em dia, esperamos por uma resposta das tais autoridades públicas.

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  3. […] 13/10/10 » Compartilhe este link no Twitter Da coluna Ponto Final, por Carlos Damião (ND, 9 e […]

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