Ponto Final – 6 de outubro

Um alerta na Lagoa

Cineasta Eduardo Paredes distribui manifesto pela internet alertando os florianopolitanos sobre mais uma mudança na Lagoa da Conceição que pode comprometer a qualidade de vida naquele paraíso. O sonhado Parque da Lagoa, na área do Vassourão, está ameaçado: depois de desmatarem parte do terreno, os proprietários da área colocaram placas informando sobre a expedição de licenças ambientais para construção de mais um condomínio. A região atualmente é utilizada como campo de pouso de voo livre. Paredes lembra que 53 entidades assinaram uma representação, encaminhada às autoridades, visando ao tombamento daquela área para formação do Parque da Lagoa. Apenas o Ministério Público Federal deu algum tipo de satisfação. Por conta disso, o cineasta, morador do bairro há mais de 30 anos, propõe a realização de um grande ato público no dia 12 deste mês, para assinalar o descontentamento com a falta de sensibilidade oficial e dos empreendedores.

Quem é o palhaço?

Dentre as tantas coisas incompreensíveis emergidas da eleição de domingo estão duas questões graves: se Tiririca não provou que era alfabetizado, por que permitiram a candidatura, fazendo de palhaços o próprio e os seus mais de 1 milhão de eleitores? Se um candidato, como João Pizzolatti (PP–SC), estava impedido de concorrer, por que o deixaram participar? Fatos como esses desacreditam a democracia e nos deixam cada vez mais céticos em relação à Justiça Eleitoral.

Desempenho

É curioso observar no mapa da votação individual dos candidatos (Notícias do Dia de ontem), o desempenho de Cesar Souza Jr. (DEM) e Angela Albino (PCdoB) em Florianópolis: a exemplo da eleição de 2008, os dois terminaram rigorosamente empatados, fazendo 19 mil votos na capital catarinense. Há dois anos, na eleição para prefeito, Cesar Souza Jr. fez 30,8 mil votos e Angela Albino 29,5 mil votos.

Os dois podem ser considerados virtuais candidatos a prefeito em 2012, da mesma forma que Gean Loureiro (PMDB) e Angela Amin (PP).

Cultura em alta

No país que elege um palhaço de baixa (ou nenhuma) escolaridade como deputado federal, com mais de um milhão de votos, é saudável destacar eventos como o que a prefeitura de São José está promovendo durante esta semana: o Festival Literário (foto/Laureci Cordeiro). Com palestras, lançamentos de livros e espetáculos, o evento é uma ótima oportunidade para aproximar os estudantes do mundo das letras e da cultura.

Equilibristas

Eles se arriscam, quase todos os dias: sobem no telhado de um prédio de três andares, na região central de Florianópolis. Nenhum equipamento de segurança, apenas a confiança na habilidade de se equilibrar sobre o parapeito do edifício.

Arquitetura

As três capitais do Sul sediam até esta sexta–feira o 2° Sisau (Simpósio Internacional de Sustentabilidade em Arquitetura e Urbanismo). Em Florianópolis o simpósio acontece na Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina). Além de arquitetos convidados de diversas partes do mundo, quem fala amanhã, às 14h, é o presidente da Pedra Branca, empresário Valério Gomes Neto.

O drama da rua

Moradores de rua foram abordados ontem, na calçada do Procon, pela Polícia Militar. Situação difícil, porque eles saem e voltam ao mesmo lugar. E não é apenas na região central de Florianópolis que os moradores de rua encontram facilidades para se instalar com mala e cuia.

* * *

Leitor de Capoeiras ligou para informar que naquele bairro, nas imediações da Via Expressa, grupos de migrantes também estão ocupando terrenos para viver. E a pergunta que não quer calar: por que em outros municípios esse tipo de situação não prospera?

Florianópolis é uma mãe.

Hospital

O leitor Ednei Ribeiro comenta nota publicada ontem: “Com relação ao Hospital Regional de São José, quero deixar aqui, como paciente da hemodinâmica, meu depoimento: apesar das imensas dificuldades que sofre este hospital, pelo escasso número de funcionários e de leitos, quem tem seu problema atendido sai de lá agradecido por tanta dedicação e profissionalismo”.

Faltou um – Grato ao leitor Luiz Carlos Costa de Souza, que me corrige: na relação da representatividade regional, publicada na edição de ontem, faltou o nome do deputado estadual reeleito Marcos Vieira (PSDB), manezinho legítimo.

Normalidade – Terminada a eleição, Câmara Municipal de Florianópolis retomou atividades a todo vapor. Teve sessão ontem e terá hoje e amanhã.

Resultado – Os três vereadores candidatos da Capital não obtiveram êxito nas disputas proporcionais: Gean Loureiro (PMDB), Aurélio Valente (PP) e Ricardo Vieira (PCdoB).

Sem chance – Na Câmara de São José, o único candidato foi Antônio Batistti (PT). De Biguaçu, concorreu a vereadora Salete Cardoso (PSDB). Ambos pretendiam uma vaga para a Assembleia Legislativa, mas não conseguiram votação suficiente para se elegerem.

Nome – Outro com baixa votação foi o vice-prefeito de Tijucas, Rogerinho (PSB), que pretendia chegar à Câmara dos Deputados. Mas seus 5.759 votos são um indicativo de que pode ser candidato à sucessão do atual prefeito, Elmis Mannrich (PMDB).

Menos eleições – Ganha força nas ruas a discussão sobre a realização de eleições de cinco em cinco anos, sem direito a reeleição, para todos os cargos, de vereador a presidente da República. Simpatia popular é pela economia de recursos públicos que medida poderá proporcionar.

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2 responses to this post.

  1. […] Compartilhe este link no Twitter Um alerta na Lagoa Da coluna Ponto Final, por Carlos Damião (ND, […]

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  2. Posted by paulo stodieck on 06/10/2010 at 13:06

    Damião, depois de um bom período, voltei ao centro da cidade e não acreditei no que vi: o número de mendigos é incalculável, ao contrário de um ano atrás, quando era possível contar a turma que perambulava pelas ruas de Florianópolis. Situação dificil, como a coluna vem registrando e repisando, mas é evidente que o problema exige uma solução. E rápida, porque se hoje as calçadas da cidade ainda são ocupadas pelas pessoas de bem e por um bom número de miseráveis que perambulam com grande desenvoltura, em breve somente os mendigos é que tomarão conta dos espaços, o que, diga-se, já acontece no periodo noturno.

    Resposta

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