Ponto Final – 30 de setembro

Guerra ao excesso de decibéis

Uma das maiores dores de cabeça dos moradores de São José – a poluição sonora causada por bares e casas noturnas em áreas residenciais – vai voltar à pauta da Câmara Municipal em outubro, por iniciativa do presidente, Amauri Valdemar da Silva (Amauri dos Projetos). O vereador pretende disciplinar, definitivamente, a questão que incomoda em especial as comunidades do Kobrasol e Campinas. Serão realizadas audiências públicas, com a participação de moradores, empresários e autoridades.

Em conversa recente com este colunista, Amauri destacou informalmente que o ideal seria a transferência de bares e casas noturnas para a região da Avenida Beira-mar, onde a densidade populacional é menor. Mas mesmo essa ideia depende do plano diretor e de outras providências legais. De qualquer maneira, o presidente da Câmara pretende regulamentar a questão do funcionamento desses estabelecimentos ainda em 2010, por uma questão de respeito aos moradores que sofrem com o barulho e com as consequências do elevado consumo de álcool nos bares e boates.

A voz do leitor

O empresário Jorge Alberto Pereira Oliveira responde à nota de abertura de ontem, intitulada “Ninguém vai fazer nada?”, com uma afirmação categórica: “Eu lhe diria que não, infelizmente ninguém faz, ou fará nada! Dia desses, inclusive, no próprio Notícias do Dia, graduado da PM/SC, disse que a polícia não pode fazer nada, que o problema é social. A Prefeitura da Capital, que parece estar acéfala, seguiu no mesmo diapasão”.

Corpo mole

Continua o empresário sobre a invasão de espaços públicos por moradores de rua: “Ora, os bens públicos são bens comuns de todos nós e não podem ter a sua finalidade alterada. E por que as autoridades dizem que não podem fazer nada? Não saberia lhe responder se é só incompetência, medo, ou corpo mole. Não é de hoje que até as pombas que sobrevoam Praça 15 sabem que existe uma briga intestina na PM e que, enquanto não resolverem isso nós, o povo contribuinte, continuaremos abandonados à própria sorte”.

Destino

Jorge Alberto Pereira Oliveira conclui sua mensagem: “Nem os policiais resolvem o problema, muito menos o Alcaide de Desterro, porque está com a cabeça em outro lugar e não vê o que ocorre embaixo do seu nariz. Enquanto o tempo passa, essas cenas que retrataste continuarão a prejudicar, sujar, amedrontar, ameaçar, ocasionar assaltos e enfear a dita Capital Turística do Mercosul e o tão decantado melhor destino turístico do País”.

Fim da mamata?

“Eu moro na João Pinto há um ano e nunca haviam me multado. Sei que estava errado. Era um risco que corria. Só espero que isso não tenha sido uma ação isolada e que tenha continuidade. O calçadão é realmente muito movimentado. É preciso privilegiar os pedestres Acho que a prefeitura deveria fechar logo a via, assim como outras do centro histórico”, disse um motorista multado esta semana, pela PM, por estacionar sobre o calçadão. O valor é de quase R$ 600,00. Facada.

Recuperação

A Casan responde às considerações de um leitor sobre a buraqueira na Rua Antônio Scherer, bairro Kobrasol, informando que a recomposição do pavimento será realizada a partir de hoje. A empresa lembra também que o convênio firmado com a prefeitura de São José prevê o repasse de R$ 12 milhões para repavimentação asfáltica das ruas onde houve interferência das obras do PAC no município.

Arranhando – Usuários da linha Morro da Cruz (Transol) estão indignados com a falta de manutenção do coletivo número 0238. Faz 40 dias que o ônibus tem problemas no engate da primeira marcha. Como se trata de uma subida íngreme, que exige a marcha, motorista e passageiros passam sufoco.

Bicos – Ouvi ontem de um policial militar que atua no centro da Capital: quase todos os soldados têm que fazer “bicos” para completar a renda. Por que o governo não volta a pagar hora extra aos PMs e acaba com isso? Falta de dinheiro não é.

Zona preta – De um flanelinha negro, muito engraçado, para um motorista que chegava à procura de vaga no Centro às 17h45 de ontem: “Não tem mais Zona Azul. Agora é a hora da zona preta”, disse.

É Natal – O comércio tem uma grande expectativa em relação ao Natal – deve vender 12% a mais que em 2009 – mas os consumidores estão estranhando o que muitas lojas começaram a fazer ainda em setembro: decoração natalina quatro meses antes da festa.

Pirataria – Véspera de eleição rima com falta de fiscalização. Os ambulantes que oferecem DVDs piratas tomaram conta de toda a área central do Mercado Público de Florianópolis. Além disso, ampliaram a atuação nas outras vias públicas da região. Uma vergonha.

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