Ponto Final – 21 de setembro

Menos carros nas ruas

Exemplo que vem de longe: o Movimento Nossa São Paulo defendeu ontem um plano de mobilidade urbana que tem o objetivo de reduzir em 25% a quantidade de carros que circula todos os dias na cidade. Entre as sugestões estão a expansão dos corredores de ônibus – 2,4 mil quilômetros de vias reservadas aos coletivos –, investimentos em ciclovias e mudanças na política habitacional.

O plano apresentado em São Paulo é ousado, mas indispensável, porque as grandes cidades não têm mais como conviver com o trânsito pesado que praticamente inviabiliza a mobilidade urbana. Um dos itens importantíssimos é a proposta de alteração das políticas habitacionais, uma vez que o local de trabalho distante influencia diretamente na mobilidade.

Exemplos em SC

É bom observar que algumas iniciativas empresariais na Grande Florianópolis relacionam diretamente a questão habitacional à mobilidade urbana. No Norte da Ilha, por exemplo, há previsão de um condomínio residencial para os trabalhadores que atuarão no Sapiens Parque. Da mesma forma, o projeto do estaleiro da OSX tem previsão de, em área próxima, construir um condomínio para os trabalhadores.

Quem sabe, sabe

Se a prefeitura de Florianópolis ouvisse os taxistas e outros motoristas que observam o trânsito todos os dias certamente conseguiria melhorar a mobilidade urbana com medidas muito simples. Primeira delas: estimular o transporte escolar em vans. A maior parte das ruas trancadas no Centro tem relação objetiva com os pais que usam seus carros particulares para levar ou buscar filhos.

Controle

O leitor Ênio Lima comenta nota que publicamos ontem, a propósito de estacionamentos na região central de Florianópolis, alguns deles responsáveis pela redução da mobilidade urbana. “Antes de qualquer providência a administração municipal terá que designar uma comissão para estudar a situação legal de cada estacionamento existente, propor urgente a criação de novos e destinar adequadamente as receitas”.

Contribuição

Ênio Lima lembra que os estacionamentos deveriam contribuir para o Fundo Municipal de Assistência Social e não contribuem, conforme o artigo 31 da Lei Municipal número 8049/2009. Ele ressalva, no entanto, que alguns desses espaços promovem “seu próprio desempenho sócio-assistencial, com a receita obtida, caso da Aflov, Deinfra, Surfistas e Zona Azul”.

Não é doce

Do leitor e amigo Paulo Stodieck: “A coluna foi dócil com o Tribunal de Contas (‘Ruas viram estacionamentos’). O que aconteceu com a rua que passa nos fundos do Tribunal – onde antigamente estava a Associação Catarinense de Engenheiros– é mais grave do que a transformação do espaço em estacionamento: ela foi transformada em canteiro de obra do Tribunal de Contas e tudo fica no maior ‘faz de conta que ninguém viu'”.

* * *

Meu caro Paulo: faltou espaço para abordar o caso. Eu tinha a imagem. Que está aí, em cima, para provar o que dizes e que nem tudo é tão doce quanto parece. E, gozado, se fosse um prédio particular, a lei exigiria um recuo mínimo. Pelo que se vê na foto, o edifício do TCE avança sobre a rua.

Ciclo do lixo

Joseane Rosa, a Dona Tainha, monitora ambiental da Comcap explicando o ciclo do lixo aos profissionais da coleta, diante do muro grafitado pelo artista plástico André Rabelo Bittencourt, na sede da empresa, bairro Estreito. O grafiteiro ilustrou a importância da escolha do cidadão na hora de destinar os resíduos que produz.

Gozação – Ontem, no Twitter, havia dezenas de especulações sobre quem deve ser o novo técnico do Avaí. Sugeriram Andrade, pai de santo e, até, vejam só, o Fábio Veiga, que vem a ser o marketeiro de um dos candidatos ao Governo do Estado.

Aeroclube – Também houve polêmica na Câmara Municipal de São José, ontem, por causa do aeroclube municipal, que teve atividades suspensas devido à precariedade do acesso. Vereadores entendem que não cabe ao Legislativo, mas sim ao Executivo, tomar as providências para recuperar o local.

Conta da água – Paulo Roberto Faraco Peressoni, gerente comercial da Casan, esclarece que a empresa mantém convênio com todas as instituições bancárias, mas apenas a Caixa Econômica (e lotéricas credenciadas) aceita o pagamento das faturas na boca do caixa.

Forma de pagar – Os outros bancos aceitam os pagamentos somente pelo débito automático em conta, pela internet ou no caixa eletrônico. Exceção apenas do Banco do Brasil, que só aceita a primeira forma (débito).

A queixa – Mas o que a coluna publicou, sobre as faturas da Casan, foi exatamente a queixa dos consumidores quanto ao pagamento na boca do caixa, aceito apenas pela Caixa.

Mulheres – Será amanhã, às 19h30, no Teatro Álvaro de Carvalho, a entrega do Prêmio Mulheres que Fazem a Diferença, da Câmara da Mulher Empresária da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF Mulher).

Vagas – Por conta do Dia da Pessoa Portadora de Deficiência (hoje), vereadores de São José protestaram ontem contra o não cumprimento da lei que garante vagas exclusivas de estacionamento no município. Vagas para idosos também não estão delimitadas.

Menos carros nas ruas

Exemplo que vem de longe: o Movimento Nossa São Paulo defendeu ontem um plano de mobilidade urbana que tem o objetivo de reduzir em 25% a quantidade de carros que circula todos os dias na cidade. Entre as sugestões estão a expansão dos corredores de ônibus – 2,4 mil quilômetros de vias reservadas aos coletivos –, investimentos em ciclovias e mudanças na política habitacional.

O plano apresentado em São Paulo é ousado, mas indispensável, porque as grandes cidades não têm mais como conviver com o trânsito pesado que praticamente inviabiliza a mobilidade urbana. Um dos itens importantíssimos é a proposta de alteração das políticas habitacionais, uma vez que o local de trabalho distante influencia diretamente na mobilidade.

Exemplos em SC

É bom observar que algumas iniciativas empresariais na Grande Florianópolis relacionam diretamente a questão habitacional à mobilidade urbana. No Norte da Ilha, por exemplo, há previsão de um condomínio residencial para os trabalhadores que atuarão no Sapiens Parque. Da mesma forma, o projeto do estaleiro da OSX tem previsão de, em área próxima, construir um condomínio para os trabalhadores.

Quem sabe, sabe

Se a prefeitura de Florianópolis ouvisse os taxistas e outros motoristas que observam o trânsito todos os dias certamente conseguiria melhorar a mobilidade urbana com medidas muito simples. Primeira delas: estimular o transporte escolar em vans. A maior parte das ruas trancadas no Centro tem relação objetiva com os pais que usam seus carros particulares para levar ou buscar filhos.

Controle

O leitor Ênio Lima comenta nota que publicamos ontem, a propósito de estacionamentos na região central de Florianópolis, alguns deles responsáveis pela redução da mobilidade urbana. “Antes de qualquer providência a administração municipal terá que designar uma comissão para estudar a situação legal de cada estacionamento existente, propor urgente a criação de novos e destinar adequadamente as receitas”.

Contribuição

Ênio Lima lembra que os estacionamentos deveriam contribuir para o Fundo Municipal de Assistência Social e não contribuem, conforme o artigo 31 da Lei Municipal número 8049/2009. Ele ressalva, no entanto, que alguns desses espaços promovem “seu próprio desempenho sócio-assistencial, com a receita obtida, caso da Aflov, Deinfra, Surfistas e Zona Azul”.

Não é doce

Do leitor e amigo Paulo Stodieck: “A coluna foi dócil com o Tribunal de Contas (‘Ruas viram estacionamentos’). O que aconteceu com a rua que passa nos fundos do Tribunal – onde antigamente estava a Associação Catarinense de Engenheiros– é mais grave do que a transformação do espaço em estacionamento: ela foi transformada em canteiro de obra do Tribunal de Contas e tudo fica no maior ‘faz de conta que ninguém viu'”.

* * *

Meu caro Paulo: faltou espaço para abordar o caso. Eu tinha a imagem. Que está aí, em cima, para provar o que dizes e que nem tudo é tão doce quanto parece. E, gozado, se fosse um prédio particular, a lei exigiria um recuo mínimo. Pelo que se vê na foto, o edifício do TCE avança sobre a rua.

Ciclo do lixo

Joseane Rosa, a Dona Tainha, monitora ambiental da Comcap explicando o ciclo do lixo aos profissionais da coleta, diante do muro grafitado pelo artista plástico André Rabelo Bittencourt, na sede da empresa, bairro Estreito. O grafiteiro ilustrou a importância da escolha do cidadão na hora de destinar os resíduos que produz.

Gozação – Ontem, no Twitter, havia dezenas de especulações sobre quem deve ser o novo técnico do Avaí. Sugeriram Andrade, pai de santo e, até, vejam só, o Fábio Veiga, que vem a ser o marketeiro de um dos candidatos ao Governo do Estado.

Aeroclube – Também houve polêmica na Câmara Municipal de São José, ontem, por causa do aeroclube municipal, que teve atividades suspensas devido à precariedade do acesso. Vereadores entendem que não cabe ao Legislativo, mas sim ao Executivo, tomar as providências para recuperar o local.

Conta da água – Paulo Roberto Faraco Peressoni, gerente comercial da Casan, esclarece que a empresa mantém convênio com todas as instituições bancárias, mas apenas a Caixa Econômica (e lotéricas credenciadas) aceita o pagamento das faturas na boca do caixa.

Forma de pagar – Os outros bancos aceitam os pagamentos somente pelo débito automático em conta, pela internet ou no caixa eletrônico. Exceção apenas do Banco do Brasil, que só aceita a primeira forma (débito).

A queixa – Mas o que a coluna publicou, sobre as faturas da Casan, foi exatamente a queixa dos consumidores quanto ao pagamento na boca do caixa, aceito apenas pela Caixa.

Mulheres – Será amanhã, às 19h30, no Teatro Álvaro de Carvalho, a entrega do Prêmio Mulheres que Fazem a Diferença, da Câmara da Mulher Empresária da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF Mulher).

Vagas – Por conta do Dia da Pessoa Portadora de Deficiência (hoje), vereadores de São José protestaram ontem contra o não cumprimento da lei que garante vagas exclusivas de estacionamento no município. Vagas para idosos também não estão delimitadas.

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2 responses to this post.

  1. […] ruas 21/09/10 » Compartilhe este link no Twitter Da coluna Ponto Final, por Carlos Damião (ND, […]

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  2. Posted by Renato Ciconet on 21/09/2010 at 17:09

    É por essas e outras que o vice prefeito João Batista foi mal interpretado ao fechar a Paulo Fontes. Falta de conhecimento do povo e vontade de privilegiar somente a si, por parte dos motoristas estressados. Pego ônibus todo dia e depois que a PF bloqueou o acesso de veículos, houve uma melhora significativa. Não houveram mais mortes e agora as pessoas podem transitar em paz. Uma atitude corajosa, porém impopular do vice JB. Meus cumprimentos ao ato de coragem e enfrentamento.

    Resposta

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