Coluna de sábado e domingo (21 e 22 de agosto)

Barril de pólvora

O Mercado Público é, sim, um barril de pólvora, conforme demonstrou reportagem do Notícias do Dia, na edição de sexta-feira. Tudo é frágil, precário, perigoso naquele espaço público, incendiado no dia 19 de agosto de 2005 (imagem acima, do meu arquivo). E a pergunta definitiva: se o poder concedente sabe de tudo, por que não resolve os problemas do prédio, não intervém no local e adota as soluções necessárias? O poder concedente, bem lembrado, é a prefeitura.

A violência retroalimentada

Um bandido preso em Joinville tinha ficha com 20 passagens por furto e assalto. E estava solto, até ser flagrado numa nova ação criminosa.

Um dos seqüestradores do casal de japoneses, na noite de quinta-feira, Norte da Ilha, era um bandido em “liberdade provisória”, ou seja, possuía um alvará judicial.

O problema da segurança pública no país não é só falta de cadeia. O Brasil tem uma das legislações mais confusas e remendadas do mundo. Possibilidades imensas de recursos resultam em quê? Na mais pura e descarada impunidade. Absurdo sem tamanho, que prejudica o próprio combate à violência, conforme depoimentos de delegados e oficiais da Polícia Militar – eles dizem: “Fazemos a nossa parte. Agora é com a Justiça”. E este é o problema: a Justiça.

Oportunidade

Advogado Renato Boabaid acrescenta ao que observou na coluna de quinta-feira: embora os candidatos se sintam constrangidos em abordar a questão do sistema carcerário, “eles esquecem que os presos catarinenses têm milhares de familiares habilitados ao voto”. Ou seja, apresentar projetos que representem melhorias para o sistema prisional pode render dividendos eleitorais.

O “ser” artístico

Paulo Roberto Pugialli nunca se considerou um artista. Para ele, “estar artista” diz mais sobre suas atividades, tão mutáveis como o seu endereço. Essas e outras particularidades suas estão presentes em sua nova instalação, no Espaço Cultural Governador Celso Ramos – BRDE. A partir do dia 23 de agosto até o dia 10 de setembro.

Samba maduro

Tudo bem que o Carnaval ganhe uma forcinha do poder público. Mas as escolas de samba precisam se profissionalizar cada vez mais, buscando a auto-gestão da festa. Mais ou menos como no futebol: os clubes que têm administração empresarial acabam se destacando no contexto geral do esporte. E não contam com verbas públicas.

Investimento

Já está em operação a quarta linha de produção da indústria josefense C-Pack, com cinco novos equipamentos que vão proporcionar um aumento produtivo de 40% ao ano, passando dos atuais 100 milhões para 140 milhões de tubos no formato bisnaga, foco da empresa. A empresa tem registrado índices de crescimento acima dos 35% ao ano.

Infrações

Esclarecimento do leitor Roberto Grisard Clausen, a propósito de considerações da leitora Aline Graziela: “A Legislação de trânsito não permite sob qualquer hipótese estacionar sobre calçadas, passeios, locais não permitidos etc. Se houver este tipo de ocorrência, preceitua a legislação em vigor ‘multa e remoção do veículo’. Quanto a cassar a habilitação, diz que o motorista sofrerá o precesso de cassação, após a obtenção de vinte pontos em seu prontuário, cabendo-lhe o direto de ampla e irrestrita defesa”.

Condição mental

Para o delegado Ênio Matos, o suspeito de matar o advogado Paulo Cesar Martins, preso na quinta-feira, teria “problemas existenciais”. O delegado quis dizer, mesmo, é que o suspeito Luciano Mansur na verdade parece ter alguns parafusos a menos. Se for assim, e conseguir provar problemas mentais, o suposto assassino é inimputável.

Esclarecimento

Citar o suspeito de assassinar o advogado Paulo Cesar Martins como “pertencente à comunidade libanesa” não teve nada a ver com preconceito ou coisa que o valha. Este colunista mencionou essa condição na primeira nota, de 24 de julho, apenas para contextualizar, uma vez que o suspeito é (ou era) comerciante numa área praticamente dominada por palestinos, libaneses e descendentes.

Tempo – Candidatos que têm menos tempo na TV estão se dedicando muito mais ao corpo-a-corpo do que à propaganda. Contato direto ainda é considerado o meio mais eficiente de garantir bons números nas pesquisas.

Maquiagem – E já perceberam como há candidatos, no horário eleitoral, que desperdiçam energia com bobagens, maquiagens e repetição de fórmulas surradas?

Comunicação – A Prefeitura de Santo Amaro da Imperatriz está com nova agência de publicidade: a GR Comunicação. Com mais de 20 anos de mercado, a agência atende grandes clientes do setor varejista, além de construtoras e outros clientes em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e no Distrito Federal.

Muito papo – A mobilidade urbana foi debatida de novo, na sexta-feira, em evento na Universidade Federal de Santa Catarina. É ótimo que a questão seja discutida. Mas não estava na hora de aparecerem as soluções necessárias? Pra quê tanta conversa?

Saneamento – Se Santa Catarina tem uma situação tão dramática quanto a saneamento básico – tem apenas 16% de cobertura –, por que os candidatos a governador não dedicam parte de seus programas a tratar do assunto? Porque esgoto, vejam só, não dá votos. E não fica bem no horário eleitoral, tão limpinho, de discursos tão grandiloquentes.

Patrulha – Se a culpa pela situação de insegurança em Santa Catarina não é dos atuais administradores, por que eles não colocam a polícia a patrulhar as ruas das principais cidades? Não adianta justificar, tem que resolver rápido, correndo, antes que seja tarde.

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3 responses to this post.

  1. Posted by Catarina on 21/08/2010 at 17:20

    Os times de futebol possuem administração profissional e não dependem de verba pública? Então qual o motivo de o Avaí ter recebido R$ 4.000.000,00 de um Fundo governamental?

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  2. Posted by renato m martins on 24/08/2010 at 22:00

    com a ida do suspeito logo depois do crime para o paraguai,assim dificultando as açoes policiais, e ganhando tempo .demontra tentar esconder o crime que cometeu ,e sinal de que sabe do seu carater ilicito. sendo assim de louco ele nao tem nada .

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  3. Posted by Ricardo da Costa on 27/08/2010 at 21:13

    Damião…fico impressionado como o homem é capaz de produzir tantas maravilhas tecnológicas e ao mesmo tempo viver nas fezes (pra não baixar o nível). Quando vim pra cá, pescava cará com ponta de cigarro no rio do Furadinho – Palhoça. No pé do Cambirela (que estão desmatando…) e quase não tinha esgoto entrando no rio. Hoje pode até ter algum peixe, mas não aconselhado ao consumo humano. Vi uma reportagem (acho que tenho guardada em arquivo pessoal) na qual a Suécia, está usando o lixo orgânico e o esgoto, pra gerar energia elétrica. Em São Paulo tem uma empresa que produz foças sépticas, que filtram o esgoto de mais de 25 casas… o assunto é extenso…

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