Coluna de hoje (20 de agosto)

Mais controle sobre calçadões

Leitor registrou a imagem acima e enviou para a coluna com uma indagação: a área onde estão esses automóveis é ou não é um calçadão? Caso seja mesmo um calçadão, os carros não podem ficar estacionados, embora no prédio da antiga rodoviária funcione uma oficina mecânica.

A prefeitura deve deixar claro quais são os espaços exclusivos de pedestres na cidade. As ruas João Pinto e Padre Miguelinho, no Centro, são outros calçadões constantemente invadidos por veículos.

Aliás, a Padre Miguelinho à noite é de propriedade dos flanelinhas, que controlam o estacionamento (!) dos carros. E para onde seguem os motoristas desses veículos: a) para o culto na igreja evangélica instalada ali; b) para a Câmara Municipal (vejam só); c) para apresentações artísticas no Teatro Álvaro de Carvalho.

Cidadania

Sobre radares e pardais: a leitora Aline Graziela radicaliza. Autoridades não podem ficar só na multa aos infratores, mesmo aqueles que estacionam em locais proibidos e sobre as calçadas, é preciso apreender os veículos e cassar as carteiras de habilitação.

Cumprir a lei

Observa Aline Graziela: “A polícia tem que ser mais enérgica e cobrar que a lei seja cumprida. O pessoal fica tranquilo porque existe a impunidade. Na hora em que a polícia começar a agir, a galera vai ficar mais responsável”. De fato, Aline, certos motoristas e pilotos têm que ser enjaulados.

O suspeito

A prisão de Luciano Mansur, suposto assassino do advogado Paulo César Martins, apenas confirmou o que este colunista divulgou em primeira mão, dois dias após o crime – o autor é descendente de libaneses, comerciante, herdeiro de uma loja localizada no Mercado Público. Sua família teve grande influência na administração pública do Estado, especialmente nos governos do PMDB.

Ficha

Se já tivesse sido aprovado o projeto que cria a “ficha limpa” para ocupantes de cargos em administrativos, inclusive comissionais, de autoria do deputado César Souza Jr. (DEM), o governo do Estado teria que dispensar alguns dirigentes públicos. Há casos em algumas secretarias que deixam indignados os servidores de carreira.

“Bichos”

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente notificou ontem a reitoria da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), por conta da atuação dos chamados “bichos” – calouros – nas sinaleiras da cidade. A rapaziada vinha constrangendo motoristas de maneira insistente, pedindo dinheiro.

* * *

Depoimento sobre o caso, de uma cidadã indignada, enviado à coluna: “É lamentável, em todo começo de semestre, esse inferno nos arredores da UFSC. E o pior. O dinheiro pode ser visto sendo ‘fritado’ no começo da noite nos bares próximos ao campus. E quem fiscaliza esse ‘arregaço’ em vias públicas?”. A SMDU deu a resposta, ao notificar a UFSC.

Cultura

Começa na próxima terça-feira o projeto Floripa Letrada, que já conta com 2.500 obras, entre livros e revistas. Usuários do transporte coletivo poderão dispor das publicações nos terminais de ônibus do Centro, Rio Tavares e Canasvieiras. Coisa de primeiro mundo, realização da Secretaria Municipal de Educação, com apoio da Cotisa e empresa Focus.

Natureza

O futuro do Jardim Botânico de Florianópolis vai ser discutido ,nesta sexta-feira, por representantes da Fatma e outras instituições governamentais. O projeto é apoiado pela OSX, que já destinou R$ 500 mil à iniciativa. O jardim será distribuído em três estações:

Manguezal do Itacorubi, Cidade das Abelhas e Rio Papaquara, no Sapiens Parque (Canasvieiras).

Bom cinema

Hoje e amanhã, às 19h e 21h30, no Paradigma Cine Arte, será exibido o filme Tulpan, produzido no Cazaquistão. A obra venceu mais de 10 prêmios de cinema internacionais, além de ter sido indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2009. Com uma trama que envolve a cultura local, romance e a estagnação social, Tulpan confunde o espectador sobre o que é real e o que é ficção.

Bom senso – O Louro Zezé, personagem que a turma do PT adotou para o programa de Ideli Salvatti, dançou. No horário noturno de quarta-feira o quadro desapareceu. E sumiu também do Youtube. Era mesmo uma coisa ridícula.

Deu no jornal – “Guarda Municipal apreende mais de 3 mil mídias piratas”. Não comemore, leitor catarinense. Foi no Rio de Janeiro.

Origem – A nova ministra do Superior Tribunal de Justiça Maria Gallotti Rodrigues nasceu em Brasília, em 1963. Mas suas raízes estão muito próximas de nós – é filha de Luiz Otávio Gallotti, da tradicional família tijuquense.

Adeus – Por falar em Gallotti, um adeus atrasado ao José Ricardo Gallotti, querido amigo Rico, falecido na última terça-feira.

Inevitável – Sistema integrado de transporte de Florianópolis, que não ganhou alterações nem adaptações significativas nos últimos seis anos, está mapeado para esquentar os debates entre candidatos ao governo.

Os dois lados – Há os que dizem que foi mal feito e não funciona. E há os que afirmam que o sistema precisa evoluir, de acordo com o crescimento da cidade – que “explodiu”, nos últimos cinco anos.

Alternativa – Aqueles que são loucos pelo horário eleitoral e não conseguem assisti-lo podem acessar o http://www.tvclipagem.com.br. Lá estão todos os programas veiculados. Acesso gratuito.

Excesso – Tudo bem que o Internacional era o Brasil na Libertadores. Mas daí a desvalorizar o time local, como fazem certas redes de comunicação, é terrível. O Notícias do Dia mostrou o que deve ser destacado para a cidade: a conquista inédita do Avaí, sem desmerecer o Internacional. Cada qual no seu quadrado.

Rejeição – Depois eles não sabem por que são tão rejeitados em Florianópolis.

Trapiche – O assunto de todas as rodas, ontem, foi o custo do novo trapiche da Avenida Beira-mar Norte. O valor estimado de R$ 1 milhão é pouco ou muito? Depende do trapiche, assinala Ernesto São Thiago, que conhece bem o assunto.

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2 responses to this post.

  1. Posted by Mario Vaz on 20/08/2010 at 15:18

    Caro Damião, parabéns pela coluna e sua insistente defesa da cidade(nia);
    aproveitando esse assunto de eleições e trânsito, gostaria de saber porque os carros de campanha do PT estacionados irregularmente em frente ao Comitê da Ideli/Dilma, todos os dias atrapalhando o trânsito, não são multados.? Será que se fosse o veículo do cidadão comum poderia?

    Responder

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