Coluna de quarta (18 de agosto)

Retrocesso

Acredite, leitor, esta faixa registrada na imagem acima era exibida ontem na manifestação dos servidores municipais de Florianópolis, que estão em greve desde semana passada. E a gente pensava que já tinha visto (ou lido) tudo! A Lei de Responsabilidade Fiscal é uma conquista da sociedade brasileira.

Florianópolis e a Copa

A coordenadora de regionalização do Ministério da Integração Nacional, Morganna Pedroza de Oliveira, vem a Florianópolis no dia 25, para uma reunião com o secretário executivo de Turismo da Capital, Homero Gomes. O papo vai girar em torno da Copa 2014, dos investimentos do Governo Federal em infraestrutura pública e privada, promoção da cidade e qualificação profissional.

* * *

Florianópolis, vocês sabem, será uma das sub-sedes da Copa, e precisa de muitas melhorias para garantir esse privilégio. Os candidatos a governador em geral têm se comprometido em apoiar o grande desafio que espera a capital catarinense. 

Ficou bacana

Tem um dito popular que exalta os empreendedores: “Quem quer, faz”. A recuperação do prédio do antigo Hotel Majestic, esquina das ruas Trajano e Conselheiro Mafra, é uma prova disso. A iniciativa de restaurar o edifício foi de um comerciante que ocupa as instalações (lojas embaixo e escritório em cima). Eis um empresário que merece o respeito da cidade. Ontem, enfim, retiraram a cortina azul que protegia o imóvel, para deslumbramento geral de quem passa por aquela região.

Valor da PRF

Do leitor Fernando Amorim, comentando nota de segunda-feira: “A Polícia Rodoviária Federal realmente tem pouco efetivo para atender à BR-101, mas o pouco que é feito pelo usuário da rodovia é realizado por ela”. Fernando aponta o descaso da concessionária Autopista Litoral Sul: no sábado, sofreu um acidente e a empresa não deu as caras. Quem atendeu seu caso foi justamente a PRF. “Cadê a ANTT para penalizar essa concessionária que não está nem aí para o cidadão?”, indaga.

A cidade quer saber

Perguntas que circulam pelas rodas de bate-papo da Capital:

– Por que o assassino do advogado Paulo César Martins continua solto? Forças ocultas teriam agido para protegê-lo?

– Por que o Pirata da Brava pegou fogo duas vezes e, coincidentemente, as duas vezes na véspera do Dia dos Pais?

Desafio

Tanto na SC-401 quanto na BR-101, motoqueiros abusados costumam utilizar as passarelas de pedestres para “cortar caminho”. Na Capital, próximo ao Centro Administrativo do Governo do Estado, o caso é muito comum e chama atenção de quem passa pela rodovia. Outro ponto bastante usado é em Biguaçu, proximidades do acesso a Antônio Carlos.

Motos

Este colunista jamais quis generalizar sobre a questão das motocicletas. Quando menciono a “praga urbana” estou me referindo aos motoqueiros abusados, muitos dos quais verdadeiros criminosos circulando no trânsito, que merecem ser enjaulados. Respeito e gosto de motocicletas e motociclistas e admiro aqueles pilotos que, tanto nas vias urbanas, quanto nas estradas, obedecem as regras legais e o bom senso.

Prevenção

Câmeras de monitoramento são ótimas para identificar criminosos, como aconteceu no campus da UFSC. Mas não evitam os crimes. O que evita crimes é a presença constante da Polícia Militar – o patrulhamento. Mas a comunidade da UFSC segue desprotegida, porque campus é território federal, não aceita intervenção institucional externa.

Contra a corrente

Começou a agir ontem o Comitê Popular Contra a Tríplice Aliança, formado por servidores públicos estaduais, especialmente da área da saúde. Eles estão se manifestando nas ruas contra os candidatos dos partidos que formam a coligação governista, em especial aqueles que utilizam o tema saúde como plataforma de suas campanhas.

Plataformas

Saúde, segurança pública e educação, nesta ordem, tem sido a prioridade dos candidatos ao Governo do Estado. Poucos falam da questão da mobilidade urbana. Mas, quando questionados, admitem que, se eleitos, terão que desenvolver esforços para resolver o problema do trânsito nas cidades catarinenses. Há relatos de que a falta de mobilidade começa a afetar inclusive os menores municípios.

Mais emergência – Prefeito Dário Berger assinou decreto que prorroga os efeitos da situação de emergência (decreto 8.160), de 17 maio de 2010, por conta da ressaca que voltou a atingir a praia da Armação do Pântano do Sul.

Não tem jeito – Embora a fiscalização da prefeitura de Florianópolis esteja presente às ruas, os vendedores de DVDs piratas continuam agindo. Às pencas. Em especial na região do Camelódromo central.

Oportunistas – Vendo esses vendedores de pirataria a gente percebe que são pessoas que tentaram de tudo na vida. Como nada deu certo, resolveram fazer o mais fácil: ganhar dinheiro explorando o talento dos outros.

Saúde – A Câmara da Capital aprovou projeto do vereador Dalmo Menezes, que cria postos de pronto-atendimento de primeiros socorros dentro de todos os terminais de integração do sistema urbano de transportes coletivos do município.

Sem graça – Ex-palhaço Bozo teve sua candidatura rejeitada pelo Tribunal Regional Eleitoral. Agora, sim, que a eleição não vai ter a menor graça.

Sem ataques – Primeiro dia do horário eleitoral gratuito foi morno. Candidatos evitam ataques diretos, porque a lei eleitoral criou uma situação de medo.

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5 responses to this post.

  1. Posted by Aline on 18/08/2010 at 9:57

    Como é que eles querem ter credibilidade com um movimento desses, pedindo a revogação da LRF? Querem o que? Jogar a sociedade e os seres pensantes contra eles? Se já é uma festa com a LRF, imagine sem ela. Fiquei besta quando vi isso…

    Responder

  2. […] Copa 18/08/10 » Compartilhe este link no Twitter Da coluna Ponto Final, por Carlos Damião (ND, […]

    Responder

  3. Posted by Spesso on 18/08/2010 at 10:27

    Deviam criar a Lei de Irresponsabilidade Mental e enquadrar todos esses dementes. Agora está explicado porque temos os serviços municipais que temos. Vão trabalhar, cambada!!! Abs.

    Responder

  4. Posted by Ricardo da Costa on 27/08/2010 at 21:28

    Damião…Já estou me adiantando da matéria sobre reciclagem…
    A 11 anos atrás criei uma cooperativa de coletores de materiais reciclaveis. Fiz um pequeno projeto e consegui junto ao governo Federal R$ 700.000,00 (setessentos mil reais) pra investir. A luta foi grande e perdi…mas tenho orgulho de ter trazido um pouco de respeito ao reciclador. Eles eram conhecidos como catadores de lixo e mudei isso dando-lhes nova denominação: Coletores de materiais reciclaveis.
    O chato é que na época (sobe a administração de Angêla Amim) conseguimos reciclar só no centro de Florianópolis, em torno de 200 mil kilos de papelão!!! A prefeitura perseguia e tomava o carrinho de coleta dos trabalhadores e muitas vezes recebiam reprimenda polícial. Ou seja, faziam um ótimo serviço para o município e ainda eram perceguidos…
    Hoje eles não estão mais nas ruas…em compensação o plano de reciclagem da Comcap só coleta em torno de 130 mil kilos de papel. 70 mil a menos que 11 anos atrás…
    Sei que com o meu projeto poderia gerar mais de 3 mil empregos só em Florianópolis, e cada reciclador ia ganhar no mínimo 2 mil reais.
    Mais enquanto os recicladores forem tratados como marginais e não como parceiros…

    Responder

  5. Posted by Ricardo da Costa on 27/08/2010 at 21:30

    Damião…Já estou me adiantando da matéria sobre reciclagem…
    A 11 anos atrás criei uma cooperativa de coletores de materiais reciclaveis. Fiz um pequeno projeto e consegui junto ao governo Federal R$ 700.000,00 (setessentos mil reais) pra investir. A luta foi grande e perdi…mas tenho orgulho de ter trazido um pouco de respeito ao reciclador. Eles eram conhecidos como catadores de lixo e mudei isso dando-lhes nova denominação: Coletores de materiais reciclaveis.
    O chato é que na época (sobe a administração de Angêla Amim) conseguimos reciclar só no centro de Florianópolis, em torno de 200 mil kilos de papelão!!! A prefeitura perseguia e tomava o carrinho de coleta dos trabalhadores e muitas vezes recebiam reprimenda polícial. Ou seja, faziam um ótimo serviço para o município e ainda eram perceguidos…
    Hoje eles não estão mais nas ruas…em compensação o plano de reciclagem da Comcap só coleta em torno de 130 mil kilos de papel. 70 mil a menos que 11 anos atrás…
    Sei que com o meu projeto poderia gerar mais de 3 mil empregos só em Florianópolis, e cada reciclador ia ganhar no mínimo 2 mil reais.
    Mais enquanto os recicladores forem tratados como marginais e não como parceiros…xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

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