Ponto Final – 3 de agosto

Folga sem sentido

Vejam vocês: a Câmara Municipal da Capital que, a rigor, não tem nada a ver com a eleição deste ano, estabeleceu um calendário quinzenal de sessões! Ou seja, seus membros vão se reunir de duas em duas semanas, até que esteja encerrado o processo eleitoral.

Trata-se de um despropósito, porque, tirando o presidente Gean Loureiro – candidato a deputado federal – e os vereadores Ricardo Vieira (federal) e Aurélio Valente (estadual), os outros parlamentares do município podem continuar desenvolvendo suas atividades de maneira normal, sem qualquer sobressalto. E temos certeza que os próprios candidatos não precisam se esforçar muito para participar das atividades.

Esse tipo de iniciativa passa para o cidadão a ideia que a Câmara não serve para muita coisa.

Manifesto

A Federação das Entidades Ecologistas Catarinenses divulgou um manifesto, no fim de semana, em apoio público ao Parecer Técnico do ICMBio (Instituto Chico Mendes), “que aponta a possibilidade de impactos ambientais negativos, intoleráveis e irreversíveis oriundos da implantação do complexo do estaleiro da OSX no local pretendido no município de Biguaçu”.

Vexame aéreo

É ou não um vexame uma companhia aérea cancelar ou atrasar voos por falta de tripulação? Aconteceu em Florianópolis e outras cidades importantes do Brasil ontem. E a desculpa é a volta às aulas. Quanto amadorismo num país que pretende fazer a mais bonita de todas as copas do mundo, em 2014.

Prazo

A Justiça Federal vai promover audiência sobre a desocupação de imóveis no Aterro da Baía Sul no dia 13 de outubro. São duas construções que, de fato, não dizem nada para Florianópolis – o Direto do Campo e o Camelódromo Baía Sul (foto) são dois galpões que destoam da paisagem. Mas o ruim disso é que o aterro não vai ganhar vida nova, muito menos a humanização que merece.

Renúncia fiscal

Do leitor Sérgio Luiz dos Santos, sobre o projeto que vai levar Florianópolis para o Carnaval carioca de 2011: “Com relação a essa história da carochinha de não uso de recursos públicos, pois tudo deriva de renúncia fiscal, trata-se de considerar a população como idiota. A questão: estarão as partes envolvidas promovendo atividades de interesse de toda a sociedade? Tenho dúvidas. Renúncia fiscal para esse caso é um tanto estranho”.

Cláusula pétrea 

Muito didática a reportagem feita pela jornalista Deluana Buss para a TVAL (pode ser assistida neste endereço – http://www.vimeo.com/ 13830864). Deluana fez uma enquete em Florianópolis e não encontrou, entre os entrevistados, um sequer que conhecesse o Hino. Deluana também entrevistou o autor da proposta do plebiscito, deputado Gilmar Knaesel (PSDB), e o historiador Carlos Humberto Corrêa, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina.

* * *

Em outras palavras, Carlos Humberto diz que Hino é “cláusula pétrea”: se cada governo que entra quiser mudá-lo, vai virar uma bagunça institucional.

* * *

Temos que divulgar nosso Hino, do jeito que é, bonito, alto astral, comunicativo e estimulante!

Não é anônima

Representante da empresa criciumense I-Park Estacionamentos Inteligentes S.A., que ganhou a concorrência para construir um edifício garagem no terreno da Rua Arcipreste Paiva, ligou para o colunista, esclarecendo sobre a nota publicada na edição de ontem: apesar de não existir ainda uma placa com informações sobre a obra, todos os procedimentos legais foram cumpridos pelos empreendedores, inclusive estudo de impacto de vizinhança, licenças junto à prefeitura e outros órgãos públicos. Não se trata, portanto, de uma obra anônima.

Sistema robotizado

Ainda sobre o edifício garagem: o prédio terá sete andares, com 256 vagas, sistema operacional totalmente robotizado, sem contato humano com os veículos. As estruturas são de aço galvanizado, produzidas pela Brametal, que também é de Criciúma. O subsolo terá um bulevar de serviços, com mil metros quadrados de lojas. O contrato com a Ipark é uma “cessão onerosa”, pelo período de 30 anos. Em outras palavras, o Estado, proprietário da área, alugou o terreno para a empresa.

Freezer – Florianópolis ontem parecia uma cidade da Noruega. Não tinha neve, nem gelo, mas em compensação… a sensação térmica era de um freezer.

Trânsito – Utilidade pública: haverá interrupção de trânsito em trechos da Beira-mar Norte na noite de hoje e madrugada de amanhã, por conta de obras da rede subterrânea de energia elétrica, realizadas pela Celesc.

Mídia eletrônica – A Associação Catarinense das Emissoras de Rádio e Televisão (Acaert) divulga amanhã a relação dos finalistas de seu prêmio anual. Os melhores do rádio e TV serão conhecidos no dia 13, no 14º Congresso Catarinense de Rádio e Televisão, em Joinville.

Praga – No Rio, flanelinhas são presos porque achacam motoristas. Aqui, praticam extorsão livremente na região central da cidade. O que acontece na Rua General Bittencourt é bandidagem pura – o usuário da Zona Azul tem que pagar duas vezes: para a própria e para os flanelinhas.

Consequências – O Ministério Público Estadual não deu por encerrado o caso da reforma da antiga Câmara. As investigações estão em andamento. O Instituto Diverscidades pode ser acionado judicialmente.

Mistério – Em entrevista ontem, o prefeito Dário Berger deixou no ar quais as novas providências que poderá adotar quanto ao caso da antiga Câmara. Pelo que deu para entender, ele pensou em demitir mais ocupantes de cargos de confiança.

Anúncios

4 responses to this post.

  1. […] Da coluna Ponto Final, por Carlos Damião (ND, 03/08/2010) O Ministério Público Estadual não deu por encerrado o caso da reforma da antiga […]

    Resposta

  2. Posted by Aline on 03/08/2010 at 10:57

    A Câmara deveria servir para muita coisa sim… Todavia, atualmente, ela só serve para aprovar moções de aplauso e denominar ruas. Um ou outro projeto que se salva.

    Resposta

  3. Tudo bem que o Camelódromo não diga nada para Florianópolis. Já o Direto do Campo é um serviço de utilidade pública, mas que pode ser facilmente implantado em outra área. Mas será que o prédio do MPF lá vai dizer respeito à cidade? E a Polícia e Justiça federais na Beiramar? E a Receita na cabeceira da Ponte? Queria ver era esses órgãos disputarem áreas nobres – ao menos com a voracidade atual – se a capital fosse em Lages…

    Resposta

  4. Essa falta de fiscalização de trânsito no Centro já está ficando cômica. Quem paga zona azul é fiscalizado por centenas de profissionais. O mau motorista que faz uso de área onde é proibido parar e estacionar, área escolar e em frente à farmácia, beneficia-se dessa omissão resultante da briga entre PM x Guarda Municipal. O poder público em Florianópolis nunca esteve tão distante do que significa administração. Enquanto isso vamos nos apertando nas vagas, disputadas também pelas motos.

    Resposta

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: