Ponto Final – 28 de julho

Cada bravo…

Quando este colunista era criança, a direção do Grupo Escolar Presidente João Goulart, em Balneário Camboriú, obrigava os alunos a cantarem o Hino Nacional e o Hino de Santa Catarina pelo menos uma vez por semana. Agora, querem mudar o Hino do Estado, sendo que a maioria da população jovem nunca ouviu e nunca cantou essa beleza de símbolo poético-musical. Mudar o que não se conhece – é essa a justificativa? Não, é apenas um factóide, ao sabor da campanha política que se encaminha para o 3 de outubro.

Repare, leitor, esta é uma das estrofes da Marselhesa, o belíssimo hino nacional da França, de 1792, admirado em todo o mundo.

“O que quer essa horda de escravos, / De traidores, e reis conjurados? / Para quem são esses ignóbeis entraves, / Esses grilhões há muito tempo preparados?”.

… um cidadão

Agora veja este trecho do Hino de Santa Catarina (1892), que a turma de Sucupira acha defasado, e faça a comparação: “O povo que é grande mas não vingativo / Que nunca a justiça e o Direito calou, / Com flores e festas deu vida ao cativo, / Com festas e flores o trono esmagou. / Quebrou-se a algema do escravo / E nesta grande Nação / É cada homem um bravo / Cada bravo um cidadão”.

Gente nossa

Fenelon Damiani, abraçado pelo indispensável Rui Guimarães, foi conferir o lançamento do livro sobre os 50 anos de profissão do amigo Roberto Alves, outro pioneiro da televisão catarinense. Hoje é Roberto quem devolve a gentileza: Fenelon será homenageado à noite, no Teatro Pedro Ivo, pelo cinquentenário de sua vida profissional.

Folia na rede (1)

Está programada para o primeiro minuto do dia 1º de agosto a estreia do primeiro portal dedicado ao carnaval de Santa Catarina. Jornalistas e apaixonados pela folia são os responsáveis pelo conteúdo do http://www.carnavalescosc.com.br, que promete ser um espaço para tratar do evento nas principais cidades do Estado e, com um pouco de ousadia, também trazer novidades sobre o carnaval brasileiro.

Folia na rede (2)

A turma já colocou o portal também no twitter – é o @CarnavalescoSC. Vale a pena prestigiar o trabalho dessa galera maravilhosa, com as jornalistas Carla Cavalheiro e Camila Spolti, os fotojornalistas Rubens Flôres, Carlos Amorim, nas imagens e edição de vídeo Gringo Starr e Fred Sussekind, desenvolvimento do site Esteves Jr, designer Paulo Xavier. Tudo gente nossa.

Imprensa em festa

A imprensa catarinense comemora 179 anos de fundação nesta quarta-feira. Foi em 28 de julho de 1832 que circulou pela primeira vez o jornal O Catharinense, editado por Jerônimo Coelho, que é patrono da imprensa, do Exército e da Maçonaria. A data será lembrada com uma solenidade especial às 10 horas, junto ao busto de Jerônimo, na Praça 15 de Novembro.

Lojistas em festa

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Florianópolis comemora hoje seu cinquentenário. É uma entidade que se confunde com a história recente da Capital, tendo contribuído para o desenvolvimento econômico e para a modernização do comércio. Foi a primeira CDL de Santa Cataria, fundada por Moacyr Pereira Oliveira. Mais de 2.500 associados integram o quadro da entidade.

Os nomes

A Polícia Federal bem faria se tornasse público os nomes das farmácias e dos donos desses estabelecimentos que vendiam medicamentos falsificados para disfunção erétil e remédios para depressão sem receita médica. A cidadania merece saber os nomes desses irresponsáveis que, por conta do lucro fácil, ludibriam o consumidor.

Custos…

Vejam só que curioso: o antigo prédio da Academia de Comércio (Jacaré), na Avenida Hercílio Luz, vai ter a sua reforma concluída em outubro deste ano, ao custo estimado de R$ 2,5 milhões, com recursos do Funcultural. Autoridades do Estado vão hoje, às 10 horas, promover uma visita de vistoria às obras.

… e sustos

Mas façam a comparação: R$ 2,5 milhões era quanto o Instituto Diverscidades receberia apenas para supervisionar a reforma da Casa de Câmara e Cadeia! O custo estimado para restauração do Palácio Dias Velho era, segundo o convênio com a entidade, de R$ 25 milhões!

Açores – Joi Cletison abre no dia 4 de agosto a exposição de fotografias “Açores”, na Casa de Cultura de São José.

Cidadania – A polícia do Rio utilizou imagens das câmeras de vigilância da sede da Rede Globo para provar que houve um esquema de propina, envolvendo PMs e a família do rapaz que atropelou o filho da atriz Cissa Guimarães. O que havia de carros da emissora estacionados sobre as calçadas!

Prefeito, urgente – Florianópolis, cidade sem prefeito. O abandono é visível nas ruas. A cidade não merece tanto descaso!

Ficha – Todo o nosso apoio ao projeto de ficha limpa para cargos em comissão, apresentado à Assembleia Legislativa pelo deputado Cesar Souza Jr. (DEM).

Os pais – E já tem rede de comunicação se sentindo dona do goleiro Renan, como se tivesse sido criação de seu departamento de marketing! Menos, menos. E, Renan, olho vivo com essa gente!

Táxis – Pelo que se ouviu na abertura dos envelopes, a licitação dos novos táxis pode mesmo acabar na Justiça, a exemplo do que houve com a outra concorrência. Por que tudo é tão complicado quando se trata de concessões de serviço público na Capital?

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2 responses to this post.

  1. Posted by João on 28/07/2010 at 14:11

    Muito legal a foto do blog… beijão

    Resposta

  2. Posted by Mirani Massaneiro on 28/07/2010 at 18:21

    Li a coluna no jornal e quis comentar.
    Fui aluna do Instituto Estadual de Educação e lembro-me que, ainda no primário, na Escola de Aplicação do IEE, estudávamos e cantávamos os hinos uma vez por semana, no pátio da escola, todos juntos, alunos, professores e diretora. Lembro-me de chegar em casa e cantarolar o hino à Bandeira e o hino de nosso Estado – meus preferidos, com o mesmo prazer que se canta uma canção recém descoberta.
    Por isso, compartilho a mesma indagação: mudar o que não se conhece?
    Por que não incentivar que as escolas, ainda nas primeiras séries, ensinem aos seus alunos os hinos que fazem parte da nossa história, como catarinenses e como brasileiros?
    Melhor ainda, não só poderiam ensinar os hinos, como também explicar aos alunos o que significam aquelas “palavras diferentes”, resgatando assim a história e os valores do nosso povo.
    Para finalizar, Sr. Carlos Damião, belo trecho selecionado do Hino de Santa Catarina para a coluna. Quem disse que o nosso hino não reflete nosso povo?

    Mirani Massaneiro
    Florianópolis/SC

    Resposta

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