Ponto Final – 26 de julho

A Gororoba do JC

Mais de mil pessoas circularam no sábado, durante todo o dia, pelo clube Tiradentes, em Itajaí, onde o colunista JC (Diarinho) realizou a quarta edição de sua Gororoba. Uma das festas mais ecléticas de Santa Catarina, a Gororoba – na verdade, uma feijoada – reuniu candidatos a todos os cargos em disputa neste ano. Havia políticos de todos os partidos, de todas as regiões do Estado. Da Capital, por exemplo, estiveram lá Angela e Esperidião Amin (PP), Ideli Salvatti (PT), Angela Albino e João Ghizzoni (PCdoB), Edison Andrino, Renato Hinnig e Rose Berger (PMDB), Cesar Souza Jr. (DEM), Manoel Dias (PDT), entre outros. Dos candidatos de ponta ao governo apenas Raimundo Colombo (DEM) não apareceu.

A gororoba de sábado: uma suculenta feijoada para milhares de pessoas

A candidata Angela Amin, com o candidato a vice, Maneca Dias (esquerda), JC e o prefeito de Itajaí, Jandir Bellini

Ideli Salvatti, espremida entre o ex-prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni (PT), e o prefeito de Balneário Camboriú, Edson Piriquito (PMDB)

O colunista JC com a prefeita de Camboriú, Luzia Koppi (PSDB)

Questão

Leitor Nacor Serapião Filho observa: “Não querem que um estaleiro se instale na cidade de Biguaçu, pois tem pressão de muitas ONGs e outras bocas alugadas contra a vinda de milhares de empregos. Dizem que vai acabar com a fauna, flora, e outras coisas mais, mas te faço uma pergunta quanto ao lixo, que é nosso e de outros municípios, depositado em Biguaçu: apareceu algum manifestante para questionar o fato, quando o aterro foi instalado?”

A propósito

Ainda sobre o estaleiro da OSX, o vereador Ricardo Vieira (PCdoB) observa que “esse debate deveria ser construído primeiramente com as comunidades, levando em consideração também a lei federal – que não permite atividade com impacto ambiental naquela região”. O vereador ainda atentou para o plano estadual de gerenciamento costeiro, “que não tem qualquer previsão do empreendimento e criticou a ausência do Governo do Estado”.

Mesma toada

Hoje é o dia de abertura dos envelopes relativos à concorrência para novas placas de táxi em Florianópolis. A questão é complexa. Foi discutida e contestada em ocasião anterior, por conta da participação livre, como manda a lei. É um problema semelhante ao do Mercado Público: quando for realizada a licitação para ocupação dos boxes vai ter muita gente reclamando “preferência” para explorar os espaços públicos.

Abuso

Nem pontos de ônibus os motoristas mal-educados respeitam. Praticamente todas as paradas da região central da cidade são ocupadas por veículos particulares, na maior cara-dura. E não há autoridade na Capital, nem Guarda Municipal, nem Polícia Militar, capaz de cumprir com suas obrigações? Florianópolis virou terra de ninguém.

Voto

Na semana passada, mencionei aqui que entidades como Florianópolis Convention Bureau e Associação Comercial e Industrial de Florianópolis fazem campanha pelo voto regional. Mas a Aemflo-CDL de São José também luta com o mesmo objetivo. Hoje tem nova edição do Nosso Voto Tem Força, com a candidata Ideli Salvatti (PT), a partir das 19h30, no auditório da entidade. Já estiveram lá os candidatos Angela Amin (PP) e Raimundo Colombo (DEM).

Régua

Referindo-se a nota publicada aqui, sobre Dário Berger “passar a régua e começar de novo”, leitor que não quer se identificar observa: “Como servidor público, o prefeito tem o dever de explicar episódios como a Árvore de Natal, o não-show do Andréa Bocelli e agora a ‘comissão’ da DiverSCidades. Somadas, essas questões equivalem, cada uma, ao valor de um prêmio semanal da Mega Sena!”.

Ponto final

O mesmo leitor enfatiza: “Isso sem esquecer do caso não esclarecido do Boletim de Ocorrência de desvio de recursos da Zona Azul, registrado pelo então presidente do IPUF Ildo Rosa, da Operação Moeda Verde e da proposta de lei de incentivo à hotelaria! Não é só exonerar seus nomeados para dar um ‘Ponto Final’!”.

Sobrenome – Apesar de separada do prefeito Dário Berger, a ex-primeira dama Rose (Bartucheski) utiliza o sobrenome de casada na campanha para a Assembleia Legislativa. Por uma questão de marketing.

Audiência – Na segunda semana de julho a Record chegou a ficar 5h30 na liderança de audiência em São Paulo num único dia. Tem mais: o rei da audiência nos sábados é Rodrigo Faro, com o Melhor do Brasil, na Record. Ele vem batendo Luciano Huck (Globo) na proporção 13 x 12.

Energia – Previsão oficial, da EPE (Empresa de Pesquisa Energética): consumo de energia deve crescer 7,7% este ano, como reflexo do boom econômico nacional. Tem gente que diz que o sistema não aguenta. O país cresceu e a infraestrutura continua modesta.

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3 responses to this post.

  1. […] 26/07/10 » Compartilhe este link no Twitter Da coluna Ponto Final, por Carlos Damião, ND, […]

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  2. Posted by walter filho on 26/07/2010 at 15:09

    Damião,irmão,ontem,domingo 15/07,estive mais umavez no Terminal Rita Maria esperando a chegada de um dos meus filhos.Pois bem,fiquei de novo preocupado com o que virou rotina.Nenhum policial na rodoviária.A insegurança é total e absoluta para os que chegam e saem,para os comerciantes e seus empregados.Meu Deus,estão esperando o quê?Que aconteça uma tragédia ?Poucos dias atrás assaltaram o pôsto do Besc ali instalado e deu no que deu:disparos de arma de fogo em pleno centro da cidade.Se moradores de rua,drogados e outros souberem que o andar superior do Terminal está abandonado ,certamente irão fixar residência alí.Nos anos 80 tínhamos policiamento 24 horas por dia com 1 sargento,1 cabo e mais 5 policiais.Dava gôsto,hoje dá mêdo!Mais um absurdo,Damião,dos 70 carrinhos para transporte de bagagens restam apenas cinco!.Isso mesmo,cinco!.Os outros 65 foram roubados pelos abutres de plantão.As vezes tenho a impressão de que algumas autoridades não amam Florianópolis.É de chorar.Abraços,Damião.Parabéns pela coluna no Notícias do Dia,é a “cara” da cidade.

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  3. Posted by Sérgio Luiz on 26/07/2010 at 18:15

    Damião, vamos por partes: (1) a questão do estaleiro está sendo “pensada” com a barriga. O comentário do Sr. Nacor é exemplar. Creio que ninguém é contra atividades que geram empregos. Todavia, empreendimentos dessa natureza, considerando os aspectos apontados pelo ICMBio, não seria aprovado em qualquer país sério do mundo. Apenas para exemplificar, empreendimentos “menos complicados” que os estaleiros, veja só, resorts com campos de golf estão sendo recusados ou sofrendo pressões nos EUA, Japão, Escócia, etc. haja vista os impactos no ambiente. Aqui fizeram uma festa. É razoável, para dizer o mínimo, que sejam realizadas as mais diversas avaliações e que as comunidades e ONG exerçam pressão em relação a OSX. Como estudioso do tema “Negócios e Sociedade”, asseguro que as argumentações contra o empreendimento são LEGÍTIMAS (desculpas pela caixa alta). A grande imprensa (!), governantes, entidades representativas do empresariado tentam desqualificar as partes interessadas (stakeholders, para usar o termo apropriado). O DC aludiu que numa das audiências públicas os manifestantes estavam embriagados. O recente episódio da subestação da Celesc da Angelo Laporta serve de luz (!). O resultado? Negociações e mudanças de rumo. Para o caso específico do estaleiro, obviamente, mais avaliações dos locais alternativos já apontados pelo órgão ambiental seria de bom tom. (2) Abusos de motoristas como o destacado são solenemente ignorados pelas autoridades. Em alguns locais da cidade, os espertos possuem vaga garantida nas calçadas e, não se espante, sobre a faixa de pedestres. Já constataram que nesses locais proibidos sequer precisam gastar com os cartões da zona azul. Como os locais são proibidos (!) para estacionamento, os fiscais nada fazem. A GM passa tinindo em seus bólidos e os otários pagam… Quando quizer alguma imagem, é só solicitar. Faço coleção de cenas do genero. (3) Outro desrespeito continua na região central, na área de comércio. Aquela loja da Trajano continua com uma cama exposta na rua. No último sábado testemunhei o constrangimento de um casal de cegos surpreendidos pela barreira. Foram “gentilmente” levados até o meio da rua por um vendedor. Coisa divina!!! (4) O caso dos táxis já poderia ter sido resolvido há muito. Tem gente que merecia algemas pelas artes do episódio passado. (5) Dona Rose, por questões de “marketing” deveria usar outro sobrenome, pois não?
    Saudações.

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