Ponto Final 24 e 25 de julho

Crime e (falta de) castigo

Na semana passada abordei aqui a questão de um cidadão que, assaltado, passou mais tempo na delegacia do que o bandido que cometeu o crime. O delegado Renato Hendges, mesmo lamentando o fato, afirmou que “a lei é assim”. O leitor Juarez de Oliveira Castro registra: “Tudo isso ocorre porque o Brasil ainda adota o famigerado inquérito policial, método arcaico, utilizado somente por dois países. Os países de primeiro mundo têm o resultado de ações rápidas, feitas diretamente pelo Judiciário. Aqui no Brasil é feito pela polícia, depois o Judiciário repete tudo que a polícia fez, aproveitando somente a ‘investigação’ e a ‘prova’, que é a essência da polícia. Temos que reformular o inquérito policial no sentido de que seja mais célere, em que o investigador informa o fato e as provas no seu relatório e envia diretamente para o juiz, e esse toma as providências cabíveis. É o relatório circunstanciado. Por isso o Brasil está vivendo essa situação difícil com uma polícia fraca e um Judiciário pior ainda”.

O escritório

Já que a polícia anda trabalhando bastante na região Norte da Ilha, a coluna sugere uma blitz no cemitério do Rio Vermelho. Amiga que tem um parente enterrado lá relatou à coluna: “Eu e minha mãe fomos visitar o túmulo e ficamos espantadas com o que vimos. A sepultura tinha virado uma mesa, com restos de comida, bebidas alcoólicas, papéis e muito lixo”. Ela buscou informações com vizinhos e descobriu que o cemitério virou escritório de traficantes.

O assassino
O suspeito do assassinato do advogado Paulo César Martins, na quinta-feira, desapareceu. Mas a polícia tem a ficha dele. Trata-se de um comerciante de origem libanesa (ou palestina), que tem loja na Rua Conselheiro Mafra. A outra pessoa que ele pretendia matar no mesmo dia é um líder religioso muçulmano que vive na Capital, com quem o suspeito teria desavenças.

Açorianidade

A presidente da Casa dos Açores Ilha de Santa Catarina, Carin Machado, assinou convênio no Ribeirão da Ilha com o coordenador do grupo Raízes Açorianas, Douglas Ferreira Gonçalves, numa parceria para resgatar as danças folclóricas e promover intercâmbio artístico-cultural com o governo das Comunidades do Arquipélago dos Açores. E os primeiros trajes açorianos foram entregues ao grupo.

Dás um Banho

Esta segunda-feira será um dia muito especial para o jornalismo e para o esporte de Santa Catarina. A editora Insular lança às 19h30, na Assembleia Legislativa, a biografia de Roberto Alves – “Dás um Banho – O Rádio, o Futebol e a Cidade”. A obra foi escrita pelo jornalista e professor Paulo Brito. Roberto e Paulo são figuras indispensáveis de Florianópolis.

Cultura mané

Marcado para o dia 29 deste mês, às 19h30, no Badesc, o lançamento do clipe Sereia Manezinha (Reggae da Tainha), dirigido pelo cineasta Zeca Pires, com base em letra do médico Júlio César Cruz. O DVD foi rodado na Costa da Lagoa, o cenário é todo produzido com obras do Valdir Agostinho, feitas com lixo que o próprio artista recolheu na praia e no mar da Lagoa.

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Nos extras além do making of, fotos still do fotógrafo inglês Paul Mansfileld. Tudo “mutcho lindjo” como diz o próprio Valdir, intérprete da peça musical.

Desterro vive

Nas ruas, por e-mail, no Twitter, por telefone: leitores queridos, carinhosos, que se comunicam com o colunista para sugerir, corrigir ou criticar o conteúdo da coluna, merecem uma retribuição à altura, um abraço do tamanho da Lagoa! Obrigado, mesmo, por todas as manifestações, pelas conversas que nos dão a certeza: Desterro vive!

Cidade bagunçada

Leitor Otávio Silva aponta o descaso das autoridades com a prática de atividades esportivas nas ruas. Na semana passada, houve uma corrida pela Avenida Desembargador Pedro Silva (Coqueiros), mas não havia qualquer segurança para os atletas, que corriam entre os carros. “Nem um cone para separar os corredores dos veículos!”, registra o leitor, indignado com a bagunça que imperava nas ruas do bairro. Aliás, não só no esporte: a cidade é uma desordem só, em tudo.

Audiências

Os três dias de Audiências Públicas, em que foi discutido o Estudo de Impacto Ambiental do Estaleiro da OSX, reuniram cerca de 2500 pessoas. Foram 275 perguntas da população, e muitas foram respondidas nas audiências. Devido ao tempo – cada audiência durou em média 5 horas – as dúvidas que não puderam ser sanadas serão respondidas por escrito pela OSX, todas essas perguntas e respostas ficarão disponíveis no site da site da Fatma.

Mordida

Dirigentes das escolas de samba de Florianópolis foram ao prefeito em exercício, Márcio de Souza (PT), para cobrar uma explicação sobre o patrocínio oficial à Grande Rio, agremiação que vai utilizar a capital catarinense como enredo em 2011. Márcio garantiu que não haverá dinheiro público e que a Grande Rio vai ter que se virar para obter patrocínios privados, via Lei Rouanet.

* * *

Mas o engraçado é que os nossos cartolas do samba aproveitaram para dar uma mordida: pediram a Márcio para que este consiga umas sobrinhas dos patrocínios da Grande Rio para o carnaval florianopolitano de 2011. Vejam vocês.

Escotismo – Abre neste sábado, na Cidade Pedra Branca (Palhoça) a 1ª Olimpíada Escoteira de Santa Catarina, realizada pelo Distrito Escoteiro Litoral Sul. Oito grupos de todo o Estado participarão das atividades, que terminam neste domingo.

Estaleiro – A batalha em torno do estaleiro da OSX em Biguaçu é grande não só nas audiências públicas. Contrários e favoráveis ao empreendimento duelam intensamente pelo Twitter.

Coleções – Vinte colecionadores expõem mais de duas mil miniaturas de automóveis no Floripa Shopping durante este sábado. Prato cheio para quem, como este colunista, aprecia essa arte.

Salão – E por falar em automóveis, Florianópolis terá seu primeiro salão do automóvel, entre os dias 28 de julho e 1º de agosto, no Centrosul. Lançamentos da Audi, GM, Kia, Peugeot, Citroën e Mitsubishi estão confirmados.

Gororoba – E este sábado é o dia da Gororoba do JC, em Itajaí. O prestigiado colunista do Diarinho, que promove o evento todos os anos, vai receber quase todos os candidatos ao governo e ao Senado, sem contar aqueles que concorrem à Câmara e Assembleia.

BR-101 – José Serra não é o primeiro candidato a usar a BR-101 como plataforma de campanha. FHC fez o mesmo em 1994 e 1998. Lula em 2002 e 2006. E a estrada continua incompleta!

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One response to this post.

  1. Posted by Bernardo on 24/07/2010 at 10:56

    O que esquecem de avisar sobre incentivos da Lei Rouanet, é que eles são isenção de impostos, então são sim dinheiro que deixa de ser público pra ser usado de maneira privada, supostamente em benefício da maioria.

    Responder

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