Ponto Final 19 de julho

Homens na pista. Onde?

A Autopista Litoral Sul bem faria se, ao longo da BR-101 Norte, espalhasse cartazes (ou placas) com avisos sobre obras na pista. Muitos motoristas, sabendo da tranqueira no trânsito, poderiam mudar seus planos, talvez saindo mais cedo ou tomando atalhos. É o caso do trecho entre Itajaí e Balneário Camboriú, onde a concessionária realiza melhorias no acostamento. Em determinados horários, o engarrafamento chega a cinco ou seis quilômetros. E quem entra na fria não sabe que a estrada está em obras, simplesmente porque não há qualquer comunicado sobre os trabalhos. A colocação de paineis de advertência a 50 ou 100 quilômetros antes dos trechos específicos poderia ajudar muito os motoristas e, além de reduzir atrasos, evitaria acidentes.

Dúvida

Claro que vai ter pano pra manga a questão da restauração da Casa de Câmara e Cadeia (foto), prédio que começou a ser construído no final do século 18 e é um dos mais belos exemplares da nossa arquitetura colonial. E esse é o principal problema – com a suspeita de favorecimento ao Instituto Diverscidades, para supervisão da reforma, será que a obra vai prosseguir ou, mesmo, ser concluída?

Sem parecer

O prefeito Dário Berger não está na cidade, o vice não responde pela prefeitura, o prefeito interino não tem nada a ver com a história. Mas o que se sabe é que o convênio com o Diverscidades será mesmo revisto no âmbito interno da prefeitura, conforme antecipamos aqui na edição de sábado-domingo. E mais uma vez a coluna pergunta, como perguntou no caso da árvore de Natal e do não-show de Andrea Bocelli: por que não mostraram o documento antes das assinaturas ao procurador Jaime de Souza?

Fonte

Este colunista sempre teve na arquiteta Cristina Piazza uma fonte de categoria para informações sobre o nosso patrimônio histórico. Ela atuou, por exemplo, em todas as tentativas de negociação com o proprietário do palacete do ex-governador Hercílio Luz, que está em ruínas. Não conseguiu convencê-lo a restaurar o imóvel, mas fez a parte dela. Da mesma forma, Cristina participava de todas as discussões técnicas envolvendo a revitalização do centro histórico de Florianópolis.

Museu depósito

Leitor Paulo Vitorino Silva escreve a propósito do Museu do Saneamento, abordado pela coluna na edição do fim de semana. “Você pergunta ‘o que haverá lá dentro?’. Eu lhe respondo: algum tempo atrás, as Polícias Militar e a Civil, não sei se para mostrar serviço, deram uma batida naquele local e encontraram muitos pacotes de cigarros contrabandeados. Não sei se ainda existe esse tipo de material ou coisas a mais”.

Desamparo

Flávio Souza manda um relato horripilante: há um esgoto vazando de um buraco, há seis meses, em frente ao posto de saúde do bairro Monte Cristo. O equipamento usado para executar o serviço seria o hidrojato pertencente à Secretaria do Continente e que não funciona há seis meses. Segundo funcionários da secretaria, a máquina não é arrumada porque não há verba para essa finalidade.

* * *

Tem mais sobre a Secretaria do Continente: para atender toda a área continental o órgão dispõe de apenas dois pedreiros, que trabalham num ritmo frenético para dar conta da demanda.

Campanha

O vice-prefeito de Florianópolis, João Batista Nunes (PR), não vai arredar pé em relação ao fechamento da Avenida Paulo Fontes. Ele garantiu ao colunista que continuará resistindo, com todas as suas forças, para assegurar a implantação do projeto de humanização. Aliás, está fazendo desse projeto o principal mote de sua campanha a deputado estadual.

Meio ambiente

Os processos de licenciamento ambiental para os mais diferentes tipos de situação, como a construção civil (foto) ou o estaleiro da OSX, envolvem questões muito complexas. Por conta disso, a Aemflo promove no dia 29 deste mês a palestra “Licenciamento ambiental: o controle administrativo preventivo das atividades e empreendimentos que possam causar danos ao meio ambiente”. O engenheiro agrônomo Daniel Antônio Martins e o biólogo Sérgio Stähelin serão os palestrantes.

Homenagem

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina realiza nesta segunda-feira, às 19h, sessão especial em homenagem aos 30 anos do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) da Grande Florianópolis. A homenagem, proposta pelo deputado Marcos Vieira (PSDB), será recebida por Helio Bairros, presidente da entidade.

Prefeito – Bom dia, prefeito Márcio de Souza, primeiro negro a assumir a prefeitura, segundo petista (o primeiro foi o vice de Sérgio Grando, Afrânio Boppré) a ocupar a cadeira do alcaide. Bom dia e boa sorte, não está sendo nada fácil governar Florianópolis.

Samba – Aliás, o prefeito em exercício Márcio de Souza foi o principal entusiasta do convênio com a escola Grande Rio, para que Florianópolis seja o enredo da agremiação no Carnaval de 2011. O lançamento do enredo será na Capital, no próximo dia 30. Compositores locais vão concorrer para a escolha do samba. O vencedor levará a impressionante quantia de R$ 300 mil.

A grana – Mas é bom que se diga: em princípio, a prefeitura não vai colocar dinheiro diretamente na promoção de Florianópolis pela Grande Rio. Vai patrocinar, sim, via Lei Rouanet, porque renúncia fiscal é verba pública.

Construção – Sete Estados já confirmaram presença no 17º Salão do Imóvel e Construfair/SC, que será realizado entre 10 e 15 de agosto, no Centro Sul, Florianópolis. Em 2009 mais de 36 mil pessoas visitaram os estandes, movimentando cerca de R$ 38,6 milhões.

Sumiço – Faz duas semanas que a campanha de 2010 começou. Você viu algum candidato por aí, leitor? Cá entre nós, que campanha fraquinha, hem?

Ficha – Dizem nas rodas de fofocas da cidade que muitos candidatos não querem chamar atenção do eleitorado e da mídia. A questão é a ficha… Alguns preferiam se eleger sem ter que fazer campanha.

Dengue – Foram identificados focos de mosquito da dengue em Florianópolis, nos bairros Capoeiras, Jardim Atlântico, Canasvieiras e Centro. E, até onde se sabe, não há notícias positivas, por parte da prefeitura, sobre a intensificação no combate a essa praga.

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One response to this post.

  1. Posted by jose on 20/07/2010 at 3:48

    Uma das grandes questões da implantação do estaleiro em Biguaçu está na falta de transparencia e detalhamento do projeto e no envolvimento do poder publico de uma forma pouco clara, alem de todo o impacto ambiental e social que este irá provocar.
    Alguns pontos deveriam ser melhor esclarecidos:
    1. Em novembro de 2008 a Empresa EBX, através de uma de suas prepostas compra a primeira área na região.
    2. Em Janeiro de 2009 o Prefeito de Biguaçu Castelo assina o novo Plano Diretor da Cidade, onde uma área de caracteristicas totalmente rurais passa a ter no seu zoneamento a classificação de ZIN (Zona de Interesse Nautico) sem que sejam detalhadas claramente as caracterisricas dos empreendimenos passivies para esta classificação. Afinal o estaleiro não é uma industria? E este está previsto nesta classifiação do plano Diretor?
    3. NO EIA/RIMA caracteriza área total de 155,33ha mas a empresa continuou adquirindo terrenos na área tendo hoje mais de 400 ha(4 milhoes de m2). Destes uma boa parte será utilizada para o “bota fora” de todo o material que será dragado da Baia Norte para a construção do canal e da área da bacia de evolução do estaleiro. Onde estão os estudos sobre o impacto ambiental da deposição de milhões de m3 de lodo em cima destas áreas?
    4.O mesmo prefeito Castelo que assina o novo Plano Diretor da cidade decreta em Novembro de 2009 uma área de 77 ha vizinha e que faz divisa com o terreno da EBX como área de utilidade publica para implantação de um parque industrial e empresarial de Biguaçu. Isto ferindo o proprio plano diretor que ele promulgou!Mas em sua megolamania decreta tambem de utilidade publica para a implantação de área industrial mais uma área proximo a sede do municipio de 38.945m2. A quem a área a ser desapropriada irá beneficiar?
    5.No prospecto de lançamento do IPO da OSX este fala da parceria com a HUNDAY HEAVY. Em um dos seus comunicados a OSX destaca que uma das questões desta parceria é o aumento da área do estaleiro. Mas no EIA/RIMA não constam estas áreas. Foram feitas alterações posteriores a estes documentos e apresentados á FATMA? Em caso positivo onde estão para conhecimento publico?
    6. Alem dos impactos sociais e ambientais que tem sido discutidos questões fundamentais quanto á instalação do empreendimento não tem sido mais detalhados . A energia elétrica necessária a uma planta industrial desta dimensão será proveniente da CELESC com a instalação de linhas de alta e média tensão na região ? Ou proveniente de uma pequena termoeletrica a gas da SCGAS ? Onde estão os estudos quanto a estes?
    A água necessária á industria (resfriamento, caldeiras, etc) será proveneinte de que aquifero? Como se dará a saida do empreendimento para a BR 101?
    A área a ter o seu solo totalmente impermeabilizado é de grande monta bem como o aterro de mais de 5m de altura em toda a área. Ora os terrenos do empreendimento estão localizados numa bacia com morros a toda a volta. Os estudos do EIA/RIMA não posicionam com objetividade a necessidade de canais e sistemas de drenagem para evitar qua as areas vizinhas ao terreno se transformem em grandes “piscinões” da OSX….
    Por outro lado pelos relatórios a cada 2 anos será necessário a dragagem do canal de acesso e da área de manobra. Onde serão depositados este material ? Onde estão os estudos destes?
    Estes são apenas alguns dos muitos pontos que devem ser melhor esclarecidos tanto pela empreendedora como pelo poder publico…..

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