Ponto Final – 25 de junho

Vereadores querem polícia nas ruas

O vereador Asael Pereira (PSB) protocolou requerimento pedindo informação do número de policiais militares (oficiais e praças) que estão ativos, disponíveis nos órgãos públicos de Florianópolis. A matéria ganhou a rápida adesão de grande parte dos parlamentares lotados na Câmara da Capital.

A justificativa de Asael é de que existem reclamações quanto à falta de efetivo e devido ao fato de que há um razoável número de militares atuando em órgãos públicos. O vereador solicita à Secretaria de Segurança Pública informações importantes para esclarecer à comunidade sobre a atuação dos agentes de segurança.

A questão nem é tão nova assim – o Notícias do Dia já abordou o assunto em reportagens especiais –, mas é sempre bom reacender a polêmica em torno dos chamados “desvios de função”, ou seja, policiais militares trabalhando em funções burocráticas do Estado, enquanto a população fica à mercê dos criminosos.

Rio Araújo

Paulo Douglas, da ONG Mangue Vivo, enviou mensagem para chamar atenção, mais uma vez, sobre deplorável situação ambiental do rio Araújo, que divide São José e Florianópolis. Como ontem foi inaugurada a ponte construída pelas duas prefeituras, Paulo Douglas assinala: “Nem a força de dois prefeitos foi suficiente para tomar uma atitude e salvar o velho e cansado Araújo”.

Estaleiro

A Acif (Associação Comercial e Industrial de Florianópolis) firmou posição, em encontro realizado ontem, favorável à construção do estaleiro da OSX em Biguaçu. “A sociedade precisa dialogar com os empreendedores e buscar uma solução para o impasse, já que existem instrumentos jurídicos que disciplinam empreendimentos dessa natureza, resguardando os interesses legais, ambientais e urbanísticos”, afirmou o presidente da entidade.

A fúria de Eike

A suposta irritação do empresário Eike Batista, como especulou ontem a imprensa nacional, não seria relacionada apenas à burocracia ambiental. Há convicção, entre lideranças da região metropolitana, que Eike Batista estaria furioso com o esfriamento político da questão do estaleiro em Santa Catarina. Nem o governo do Estado tem feito muito esforço para contribuir com o empreendimento projetado para Biguaçu.

Combate às drogas

O Conselho Estadual de Entorpecentes de Santa Catarina (Conen) aderiu à Semana Nacional de Combate às Drogas que termina neste sábado. Com cursos e palestras em escolas e empresas das principais cidades do Estado, os membros do órgão buscam que a sociedade reflita sobre os efeitos danosos do uso e abuso de substâncias legais e ilegais que alteram a mente das pessoas, levando-as à perda da auto-estima e à degradação física e social.

Paradoxo

É claro que este colunista tinha convicção de que estava escrevendo um título arriscado, ontem, ao se referir à “revitalização” dos cemitérios da Capital. Mas a outra opção de título, que me foi sugerida pela própria fonte da informação, era bem pior – “vida nova para os cemitérios”. É difícil sintetizar a ideia toda num título curto, que não seja óbvio demais. Grato ao amigo Marco Zanfra, sempre de olho na coluna, por ter sacado o paradoxo logo cedo.

Infância – Algo que deve preocupar as autoridades: crianças e adolescentes estão promovendo atividades de malabarismo nas sinaleiras do Continente, numa clara afronta à legislação que protege a infância e a adolescência.

Areia – Mercado Público era uma festa ontem pela manhã. Manezinhos felizes comemoravam a chegada de mais e mais tainhas, “ainda com areia”, ou seja, recém pescadas.

Campanha – Há uma campanha muito interessante na web, chamando para o “Dia sem Globo”, hoje. A ideia espalhada é para que os telespectadores assistam ao jogo Brasil x Portugal em outro canal. Eu aderi a isso faz tempo.

Diálogo – O fechamento do Paula Ramos, tradicional clube social e esportivo da Capital, causou impacto entre associados e a comunidade em geral, mas remete a uma reflexão: por que a diretoria não buscou entendimento com o poder público?

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One response to this post.

  1. Posted by Angela on 25/06/2010 at 8:32

    Louvável a iniciativa do Vereador Asael, mas ele parece ignorar o fato que na Câmara de Vereadores de Florianópolis há uma guarda bastante expressiva, que tira vários policiais das ruas. Porque ele não propõe começar pela Câmara? Isso, claro, se a intenção é mais do que jogar prá galera

    Responder

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