Ponto Final – 23 de junho

Greve prejudica população, de novo 

Os servidores da rede estadual de saúde começaram um processo de paralisação que já compromete a qualidade de atendimento da população. O que surpreende não é a greve em si, mas a falta de um canal de negociação entre o governo e os funcionários do setor.  

O momento é delicado, porque não há condições objetivas e legais para oferecimento de soluções salariais – sejam aumentos reais, sejam gratificações. Estamos em período pré-eleitoral e os governos de modo geral não podem estender benefícios para seus servidores. 

Sabemos que o problema não vem de agora. Começou a se desenhar no mês de março, quando a administração estadual enviou à Assembleia Legislativa projetos de melhorias salariais para inúmeras categorias. A saúde não foi contemplada. Os funcionários tentaram diversas alternativas, pressionaram os deputados e as autoridades estaduais, mas não foram bem-sucedidos.  

Agora, quem acaba prejudicada é a sociedade. Como sempre. A rigor, a população não tem nada a ver com essa história.  

Transparência… 

Está uma guerra, em São José, por conta da criação do Diário Oficial Eletrônico. A Câmara Municipal aprovou o projeto em março deste ano, o prefeito Djalma Berger ingressou com ação direta de inconstitucionalidade no Tribunal de Justiça e, agora, políticos e especialistas debatem a questão: pode ou não pode?   

… Faz bem 

É evidente que pode, desde que os agentes públicos queiram e encontrem formas adequadas e legais para implantar o Diário Oficial Eletrônico. Afinal, transparência não é apenas uma exigência legal. É um direito do cidadão que, através da internet, pode conferir portarias, leis, licitações e outros procedimentos do poder público.  

Quase parando (1) 

O leitor João Martim escreve para a coluna a propósito da Biblioteca Pública estadual: “Já não basta o barulho maldito causado pelos vendedores na esquina em frente ao banco Itaú, que desconcentra bastante o pessoal, a rede wi-fi proporcionada (sim, existe!) aos estudantes não é suficiente. É cada vez maior o número de pessoas que necessitam desse instrumento (inclusive eu), mas ficam na mão em razão da conexão lenta”.   

Quase parando (2) 

Finaliza o leitor João Martim: ”Dia desses, conversando com os funcionários, fiquei sabendo que a conexão de internet de toda a biblioteca é de 2 MB, para um prédio daquele tamanho. Os mesmos informaram que já fizeram abaixo assinado e encaminharam à FCC, solicitando a ampliação do serviço. Seria útil para muitos estudantes”.  

Vale ouro  

A questão do ouro em Santa Catarina não chega a ser novidade. De acordo com o presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado (Fapesc), Diomário de Queiroz, os garimpos históricos na região de Gaspar já davam um indício dessa riqueza no subsolo catarinense. O que muda é a previsão do Serviço Metereológico do Brasil, cujo mapa aponta jazidas com reais possibilidades de extração econômica.  

Faxina 

A exemplo do que já fez no calçadão da Felipe Schmidt a Comcap dá sequência hoje ao programa de limpeza na região central. Vai fazer uma faxina nas ruas Deodoro, Victor Meirelles e Barão de Batovi. Operação muito bem vinda, diante da catinga de urina que impera em nossas ruas. E nós sabemos muito bem quem são os porcos que urinam nas vias públicas. 

Ainda o apagão (1) 

O apagão de 2003 em Florianópolis continua rendendo polêmicas, quase sete anos depois do ocorrido. O Tribunal de Justiça condenou a Celesc Distribuição ao pagamento de uma indenização no valor de R$ 11,6 mil para a empresa S.P. Comércio de Alimentos, por conta das perdas motivadas pelas 55 horas de falta de energia na parte insular da Capital.  

Ainda o apagão (2) 

É interessante observar o que disse o desembargador Jaime Ramos, relator da matéria, ao rebater argumentos da defesa da Celesc Distribuição: “Bastava que aqueles (os trabalhadores da Celesc) tivessem usado os equipamentos adequados e com a devida cautela, para que nada ocorresse. Não se pode falar, assim, em força maior ou caso fortuito”.  

Catequese – Vale a pena visitar o Museu Histórico de São José, de hoje a 16 de julho: a mostra Catequese Poética mantém viva a memória da obra de um dos maiores poetas catarinenses de todos os tempos, Lindolf Bell. De segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas, no centro histórico de São José. 

Guardas – Ex-deputado José Natal (PSDB) está iniciando uma cruzada: quer colocar em debate na sociedade qual o papel das guardas municipais, em especial as corporações de São José e Florianópolis, cujas atribuições confundem a cidadania. 

Tecnologia – Chegam hoje a Florianópolis executivos do Scomi Group Bhd, multinacional líder no suprimento de soluções para a indústria de petróleo e gás. O Scomi fechou um acordo com a SC Parcerias para criar dentro do Sapiens Parque um centro de desenvolvimento e pesquisa para soluções biodegradáveis dos fluídos usados na perfuração de poços do petróleo e gás natural.

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One response to this post.

  1. Posted by Sergio Luiz on 23/06/2010 at 14:53

    Damião, o desembargador Jaime Ramos entende bastante de leis – suponho. Com relação aos equipamentos utilizados pelos técnicos, por ocasição do acidente, eram rigorosamente os apropriados. Li, na época, num jornaleco, que o acidente deveu-se a um “prosaico” liquinho. Apenas para esclarecer: o “prosaico” (termo usado pelo jornalista!) é um dos equipamentos que possibilitam a aplicação da mufla termocontrátil. Hipóteses para o acidente? Diversas. Portanto…

    Resposta

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