Coluna de 6 de abril

Jogo de interesses

A disputa entre PMDB e PSDB por secretarias estratégicas diz respeito, principalmente, à visibilidade: segurança pública e infraestrutura são áreas de grande orçamento e costumam render bons resultados eleitorais.

A insegurança nossa de todos os dias

Há problemas em Santa Catarina que são recorrentes. O noticiário registra com frequência três fatos que apenas comprovam a incompetência do Estado em lidar com a segurança pública: superlotação nos cadeiões, fugas e rebeliões de presos e de menores encarcerados em centros educacionais. Quantas vezes já lemos desde o início do ano que adolescentes abrigados no Centro Educacional São Lucas fugiram ou fizeram bagunça no local?

O interessante é que as autoridades sabem de tudo isso mas não vemos nenhuma mobilização significativa para acabar com essas ocorrências. Os cadeiões seguem lotados desde que foram implantados pelo atual governo. Os presos continuam fugindo. Os centros educacionais, da mesma forma, seguem causando dores de cabeça à sociedade. E as autoridades o que fazem? Dão de ombros ou repetem os mesmos discursos floreados de sempre.

Desrespeito sem limite

As duas imagens acima representam o nível de desrespeito dos motoristas e a falta de autoridade na região central de Florianópolis. A primeira é o calçadão da Rua João Pinto, tomado irregularmente por veículos particulares. A segunda é o ponto de táxi da Praça 15 de Novembro, que virou estacionamento permanente. É raro aparecer algum guarda de trânsito para multar os automóveis. Simplesmente porque não há mais guardas de trânsito na capital catarinense.

Quem faz o quê?

Seria muito oportuno que os governantes esclarecessem de uma vez por todas: quem é o responsável pelo trânsito? A Guarda Municipal ou a Polícia Militar? Porque parece que, na dúvida, nem uma, nem outra, faz o que deveria ser feito – que é colocar ordem nessa bagunça.

Lombada cega

Leitor Nacor de Oliveira Serapiao Filho quer saber quem é o responsável pela lombada eletrônica da Avenida Max de Souza, Coqueiros, em frente ao colégio Almirante Carvalhal. Faz tempo que o equipamento não funciona: a luz amarela pisca, mas o radar não registra as velocidades dos veículos.

Pra bonito

E a lombada de Coqueiros não é a única, Nacor: a que fica em frente ao Instituto Estadual de Educação, Avenida Mauro Ramos, também é cega. Faz um tempo razoável que um dos lados do equipamento não dá a mínima para os veículos que passam. O curioso, no caso, é que as nossas autoridades não se importam com isso e deixam as lombadas só pra bonito.

Cidadania

Mais uma iniciativa cidadã do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis da Grande Florianópolis (Sescon): de 14 a 16 deste mês profissionais de contabilidade estarão na Rua Felipe Schmidt desenvolvendo a Campanha Declare Certo, com esclarecimentos gratuitos sobre a declaração do imposto de renda. Qualquer pessoa pode consultar os contadores.

Abandono

Moradores do Loteamento San Marino (Forquilhas, São José) continuam se sentindo abandonados pelo poder público. O mato tomou conta de uma extensa área verde e ninguém toma providências. A Polícia Militar também não faz rondas na região, cujas casas são constantemente invadidas por bandidos.

Comenda

Governador Leonel Pavan vai receber em Palhoça, dia 24 deste mês, a Comenda Especial Ivo Silveira. A medalha reconhece os serviços prestados pelos homenageados a Santa Catarina e ao município, lembrando o nome do único político palhocense que chegou ao Governo do Estado (1966–1970). Aliás, Ivo Silveira foi o último governador eleito depois do golpe militar de 1964.

Prioridades

A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) começou a colher ontem, em Joinville, sugestões regionais para a promoção do desenvolvimento industrial catarinense. Ao final da pesquisa, que vai até dia 20 deste mês, será elaborado um documento final para ser entregue aos candidatos ao Governo do Estado.

Distância

Uma queixa muito comum entre os empresários catarinenses em relação aos políticos é que, durante a campanha, os candidatos sempre são receptivos às sugestões e críticas. Depois de eleitos, os governantes em geral costumam tratar as entidades empresariais com relativa distância, preferindo mais a opinião direta dos tecnocratas e dos parlamentares do que dos empresários.

Ensinamento

De um amigo da coluna que é dono de restaurante, a propósito do caso envolvendo álcool servido como água mineral num restaurante da Capital: “Não há nada pior para nós, do ramo alimentício, do que qualquer suspeita sobre a qualidade de nossos serviços. É fatal para nossa atividade, porque abala a credibilidade e a história de um negócio”.

Diferencial – Aplausos para a Fundação Cultural Badesc que, além de outras iniciativas bacanas, mantém o único cinema funcionando no Centro da Capital. Em abril, todas as segundas, filmes contemporâneos da França. Às terças, obras cinematográficas da Itália.

Sistema – O sistema da Caixa Econômica Federal deixou as lotéricas às moscas, ontem, por volta das 13 horas. Só voltou após as 15 horas. A causa do apagão foi uma queda de energia em São Paulo.

Loucura – Quando acontece uma queda do sistema que afeta a atividade das lotéricas quem vai à loucura são os donos desses estabelecimentos. Por menor que seja o apagão, o prejuízo é grande.

Na fila – E o que dizer, então, das pessoas que penam às vezes durante mais de uma hora na fila para pagar suas contas?

De chorar – Foi de cortar o coração o que publicou um noticiário nacional on-line no fim de semana: “Mãe diz que deixa de comprar arroz para dar crack ao filho”.

Cobrança – Um vereador florianopolitano, conhecido pela militância em favor de causas sociais, está recebendo uma saraivada de mensagens indignadas, por conta de seu comportamento político recente. Cópias dos textos são encaminhadas aos colunistas dos jornais.

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2 responses to this post.

  1. Posted by Carlos on 06/04/2010 at 9:39

    Na lista do desrespeito, podemos incluir a avenida Rio Branco, onde pedestre simplesmente não tem vez naquele trecho entre a Usimed e a STB, princalmente na frente do cabeleireiro famoso, que tomou a calçada como seu estacionamento particular. E as supostas vagas para embarque e desembarque, no prédio da Receita Federal, viraram vagas cativas dos espertos que não querem pagar Zona Azul. Tudo isso acontece praticamente nas fuças da Cia de Policiamento da Capital, que parece que não ter nada a ver com isso. Quem terá?

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  2. Damião dê nome ao vereador. Que costumezinho feio esse teu? PQP

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