A crônica do Olsen

Olá, camaradas, salve!

Quanto tempo? Depois que se cria o hábito, bem, parece que sempre está faltando alguma coisa…

Os problemas do computador (na verdade são meus por não saber manuseá-lo ainda) de sempre, adicionados a uma cirurgia na boca… Coisa pouca como se diz por aqui… Está tudo bem…

Na sexta-feira envio outro texto (porque ninguém – e nem eu – gostou da tal segunda-feira) e já fica tudo bem novamente.

A música é uma homenagem ao “Dia Internacional da Mulher”, na verdade, no meu caso, às mulheres, simplesmente…

Escolhi esta, dos Beatles, em função da qual extraí(mos) o nome da nossa filha, Michelle…

Do disco “Rubber Soul”, de 1965…

O clipe aí embaixo, muito bom, apresenta a Michelle Phillips, do grupo “Mamas and the Papas”, enfim, são várias Michelles… Todas muito bonitas e criativas, filósofas inclusive…

Houve um tempo em Liverpool que era moda usar suéter preto com gola olímpica, barbas, boinas e fumar cigarros gitanes, imitando os franceses…

Em uma das festas, Paul tentou imitar um dos convidados que dedilhava um violão e fazia um coro que parecia o Charles Aznavour… Mas a coisa empacou…

Um dia o John Lennon insistiu para ele fazer a tal música (com sotaque francês) para o próximo disco deles, que já estava sendo gravado…

Com o auxílio da mulher de Ivan Vaughan, Jan… Paul solicitou um nome francês feminino com duas sílabas e uma descrição de uma garota que rimassem… E ficou ali tocando o violão até que ela (Jan Vaughan) falou “Michelle, ma belle” o que não era difícil de pensar, “Michelle minha linda”…

Depois de um tempo, Paul ligou para ela novamente e pediu para que ela traduzisse “these are words that go together well” para o francês… E ficou assim “Sont les mots qui vont très bien ensemble”…

Após tocar a música para John, este sugeriu “I love you” no meio da canção, explicando que a ênfase deveria ser dada a palavra “love” toda a vez… Ele tinha se inspirado na gravação “I Put a Spell on You” de Nina Simone na qual a cantora usou a mesma frase mas com a ênfase no “you”…

É, acho que é suficiente para se entender as razões por que…

Ah! Quase esqueço, a música ganhou o Grammy em 1966 como a melhor canção do ano… 

 

DIÁRIO DA PROVYNCIA VIII

Olsen Jr.

olsenjr@matrix.com.br

TODO O DIA É “DIA DA MULHER”

   Leva tempo, mas acabamos aprendendo: a mulher é o sexo forte!

   Tenho minhas razões para pensar assim e você pode arrolar as suas… Quem duvida é porque ainda não viveu o suficiente…

   Começando pelos livros de história no colégio, mulheres que mudaram as suas vidas e a de muita gente, as guerreiras, Joana D’Arc com apenas 18 anos liderando um exército francês e expulsando os ingleses… Carlos VII, rei francês, acumulou-a de títulos de nobreza, mas quando ela foi capturada pelos ingleses um ano depois, não fez nada para livrá-la da fogueira; a brasileira, Anita Garibaldi a “Heroína de dois Mundos” e a audácia de virar a mesa e seguir a sua paixão acompanhando Giuseppe Garibaldi e o seu destino de revolucionário…

    Tem mais, a também brasileira, Anna Néri que foi enfermeira na Guerra do Paraguai e destacou-se pela extrema dedicação aos enfermos mesmo tendo perdido um filho no mesmo conflito onde prestava serviços; a Madame Curie (polonesa de origem) que ganhou dois Prêmios Nobel (um de física e o outro de química) por descobertas no campo da radioatividade e pelos dois elementos Rádio e Polônio…

    Na década de 1920, na Rue de Fleurus, 27 em Paris, Gertrude Stein e sua fiel escudeira Alice B. Toklas (depois que o irmão de Gertrude, Leo ausentou-se) conseguiram reunir todos os expatriados norte-americanos ou não e que tivessem algum talento, Hemingway, Fitzgerald, Faulkner, Williams Carlos Williams, Ezra Pound, Joyce, T. S. Elliot, Picasso, Cézanne, Matisse, Jean Cocteau, Apolinaire, Erik Satie… O que não era nada fácil, levando-se em conta o superego de cada um…

   Também em Paris, na rue de l’Odeon, 12 foi criada a livraria “Shakespeare and Company” por Sylvia Beach (que foi escritora, editora, animadora cultural e patronesse) aliás, foi ela quem bancou o livro “Ulisses”, em 1922. Todo o mundo cultural da época passava por ali e lhe deve reverência, remember o livro “Paris é uma Festa”, de Hemingway, em que há um capítulo dedicado a ela… Ah! Sem contar a Adrienne Monnier, outra apaixonada por livros e que muito estimulou a criação da loja de Sylvia Beach…

       Sim, como nem tudo é sossego no mundo, a Simone de Beauvoir (por insistência de Sartre e a titulo de “terapia ocupacional”) em 1949 publica a obra “O Segundo Sexo”, em dois volumes, vol. 1 (fatos e mitos) e o vol. 2 (a experiência vivida)… E pela primeira vez na vida, afirma Paulo Francis, ele leu um livro em que a mulher “não era acessório, mãe, tia, irmã, complemento do homem ou objeto de desejo sexual”, o feminismo ganhou o seu “Corão”, a sua “Bíblia”…

   Em tempos modernos, já na década de 1960 do século XX, a norte-americana, Betty Friedan, a mais conhecida feminista (da segunda onda) de carteirinha, publica a sua “Mística Feminina” (1963) relacionando a mulher com os meios de produção (na indústria e como dona-de-casa) e sua importância na manutenção do capitalismo, foi um best-seller e o abandono do tanque de lavar roupa foi uma questão de tempo para o gênero…       

   A inglesa Mary Quant, por acreditar que a moda era “muito feia”, começou a criar seus próprios modelos, entre eles a famosa minissaia (alguma coisa de pano com 30cm de comprimento em volta da cintura) e que deveria ser usada com botas de cano alto… Well, a ela devemos um pouco da sacanagem da década (some-se o advento da pílula concepcional, os hippies oriundos dos beatniks, a chegada dos Beatles) e os primórdios da revolução dos costumes que transformou (ou seria transtornou?) a juventude no mundo…

    Claro, tem as frases picantes da Dorothy Parker, os “Diários” da Anäis Nin, os poemas de Sylvia Plath e Anne Sexton…

    Mas, principalmente, tem o dia-a-dia e as mulheres estão cortando o bolo onde querem e a hora que bem entendem, se você não acredita provavelmente não lhe deixarão nem o glacê para uma pequena lambida sequer!

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