Coluna de 19 de fevereiro

Gratificações

Somadas, as gratificações que a Assembleia Legislativa concedeu a 37 funcionários chegariam a mais de R$ 3 milhões ao ano. Dinheiro suficiente para construir quatro creches bem equipadas. Ou duas escolas pequenas.

PM vai voltar a cumprir sua missão

A propósito de nota publicada ontem, sobre a segurança nos terminais de ônibus ser “de caráter privado”, como afirmou o comandante Walmir Moreira a um repórter, o leitor João Martins lembra que o Batalhão PM do Norte da Ilha trabalhou incansavelmente para garantir a tranquilidade do Planeta Atlântida, evento de natureza totalmente particular.

Menos mal que ontem, em reunião com o prefeito Dário Berger, a Polícia Militar tenha anunciado a disposição de voltar a patrulhar a cidade. Dário enfatizou a necessidade de se promover um “trabalho preventivo” nas áreas mais críticas, em especial os terminais de ônibus, que estão sendo invadidos por “malas” em geral.

Pois é, prefeito, trabalho preventivo é polícia na rua.

E o comandante Eliésio Rodrigues, ao anunciar a presença de mais soldados nas ruas a partir de hoje está, de certa forma, concordando com o que diz a população sobre a segurança pública em Florianópolis: um caos completo. Quem duvida que procure, como este colunista procurou ontem, uma viatura da PM na região central. Não havia nem pra remédio.

Jogo de empurra

A responsabilidade pela aprovação de generosas gratificações para 37 funcionários da Assembleia Legislativa, no final dos trabalhos, em 2009, virou um jogo de empurra. Um deputado diz que a culpa é de outro; o outro diz que é daquele – ou de outros ainda. E a verdade é uma só: houve um cochilo geral dos parlamentares na votação da matéria. Muitos confessaram que respaldaram a medida sem ter tido conhecimento prévio do que se tratava.

Antes tarde…

Felizmente, a mesa diretora da Assembleia Legislativa vai revogar a polêmica gratificação, que varia entre R$ 7 mil e R$ 9 mil per capita para 37 servidores da Casa. A sociedade, estarrecida, espera que tal não aconteça de novo, porque não há justificativa para concessão de tal privilégio a um grupo de funcionários públicos, por melhores qualidades que eles tenham.

Ecos do Carnaval (1)

Alguns leitores fazem considerações sobre o Carnaval na Passarela Nego Quirido e na região central. Leiam o que diz Fredy Brum neste trecho de um imenso comentário: “Aumentar a capacidade da Nego Quirido para quê? Há anos desfilo no carnaval de Floripa e fiquei impressionado com a falta de público no desfile de sábado. Enquanto isso muitos turistas vagavam pelas concentrações das escolas”.

Ecos do Carnaval (2)

Prossegue Fredy Brum: “Enfim, não temos que ampliar o número de lugares para a passarela e sim oferecermos as condições necessárias para aqueles que fazem e assistem ao espetáculo. Não quero nem falar sobre o Carnaval no Centro. Esse eles conseguiram enterrar definitivamente. É uma pena!”.

Ecos do Carnaval (3)

De outro leitor (L.S.), que prefere não se identificar: “A Passarela Nego Quirido estava vazia no sábado e lotada na terça. O motivo óbvio é a entrada grátis no Desfile das Campeãs e acho que isso leva a uma discussão maior. Sem pessoas nas arquibancadas as escolas passam sem brilho, a torcida não canta junto e a avenida não empolga. Casa cheia é sinônimo de alegria, mote do Carnaval deste ano”.

No ar

Memória da Radiodifusão Catarinense é o título da obra lançada pela Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão (Acaert), editada pela Editora Insular, com a coordenação do jornalista Marco Aurélio Gomes e consultoria de Antunes Severo. Trata–se de um panorama indispensável sobre a história do rádio catarinense, dos primórdios em 1936 (Rádio Clube de Blumenau) à atualidade.

Não tem jeito

Volta às aulas e volta do feriadão: cidadãos levaram mais de uma hora e meia para cumprir o trajeto entre Ingleses e o Centro, ontem. “Fila pra tudo que é canto”, resumiu um leitor da coluna. Também a região da Trindade ficou parada na manhã da quinta–feira, por conta de um atropelamento com morte na Avenida Beira–mar.

Credo–em–cruz

Está circulando a edição janeiro–fevereiro do jornal do Sindicato dos Policiais Civis de Santa Catarina. Trecho de um texto escrito por um delegado: “No início da década de 80, a polícia não sofria tanta pressão em seu trabalho por parte da imprensa, direitos humanos, Ministério Público e coisas do gênero. A polícia trabalhava com vontade e amor por seu trabalho, se bem que às vezes exageravam de tanto amor, e alguém sempre saía perdendo com isso”. Credo.

Tantas emoções

Ancelmo Gois, colunista do Rio de Janeiro que sabe de tudo, informa que Roberto Carlos vai ser o enredo da Beija–Flor em 2011. A escola de Nilópolis é aquela que foi paga pelo Governo do Distrito Federal para exibir em 2010 o enredo sobre os 50 anos de Brasília. Dirigentes da agremiação vieram à Capital catarinense no dia 8 de dezembro do ano passado e conversaram com o prefeito Dário Berger. Queriam vender a ideia de colocar Florianópolis na Sapucaí no ano que vem. Mas, depois da árvore de Natal, a coisa caiu num providencial esquecimento. Sendo assim, o velho Rei já está sendo anunciado como tema da Beija-Flor.

Testemunho – Turista argentina Silvia Andrea de Almeida enviou uma imensa carta para o Corpo de Bombeiros de Santa Catarina, testemunhando o trabalho dos socorristas no salvamento de uma menina que se afogava em uma das praias do Estado.

Guarujá – Programação da Rádio Guarujá, durante esta sexta–feira, será transmitida integralmente do Shopping Ideal, entre 9 e 19 horas. Objetivo é integração com o público ouvinte de São José.

Recall – Pela quantidade de defeitos que os automóveis brasileiros apresentam, há de se perguntar: que segurança pode ter o consumidor quando adquire uma dessas máquinas potentes e de custo tão elevado?

Surfe – A Praia Mole vai ser palco de arte, música e um campeonato de surfe de veteranos. O primeiro Soul Surfing Festival acontece neste sábado e domingo no Big Blue Club. A promoção é dos surfistas Guga Arruda, Bira Shauffert e Fernando Teixeira.

La Porta – Sobre a nota de ontem, relativa ao terreno onde ficava o Hotel La Porta, o leitor Paulo Stodieck sugere a condenação do “poderoso agente financeiro (Caixa Econômica) a reconstruir, com todas as características do antigo Hotel La Porta, um prédio, para dar de presente ao florianopolitano”.

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7 responses to this post.

  1. Posted by Roney Prazeres on 19/02/2010 at 11:39

    Damião é uma boa ideia a reconstrução do prédio do Hotel La Porta. Poderia o Poder Público ou a iniciativa privada, ou os dois em parceria, reconstruir também o prédio do Miramar. Ficaríamos com a Praça XV quase completa e seria uma boa oportunidade para darmos uma destinação mais nobre a toda a região, com a criação de um “Quarteirão Cultural”, que iniciaria no Teatro Álvaro de Carvalho e iria até o Miramar, passando pela reativação dos cinemas do centro; a revitalização do Museu Cruz e Souza e a criação, talvez, de um espaço destinado à música no antigo prédio da Câmara de Vereadores. A medida poderia vir acompanhada da construção de um calçadão em torno da Praça XV, com bares, cafés e muita atividade cultural. Tal ideia poderia ser aplicada também às ruas Conselheiro Mafra, João Pinto e Tiradentes, com a recuperação do casario antigo. Tudo com muita organização, limpeza, segurança e profissionalismo.
    Em qualquer lugar da Europa espaços como estes que temos seriam rapidamente utilizados de forma a preservar o patrimônio histórico e arquitetônico e se transformariam em destinos certos para o turismo, trazendo renda e empregos de qualidade. Talvez uma solução para o nosso abandonado centro histórico.
    Será que algum administrador público, de hoje ou de amanhã, se interessa?
    Saudações Desterrenses!

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  2. Posted by Schneider on 19/02/2010 at 13:22

    Só R$ 3 milhões de gratificações? Isso não é nada. Não dá sequer para comprar uma árvore de natal que custa 3,7…

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  3. Pois é Daminão,

    Desculpe meu anonimato, mas é que na polícia quem pensa é preso! Quem tem um segundo de diginidade dentro do quartel vai preso!! Sobre o policiamento nos locais privados ali, é uma boa. Pena que vão usar policiais na folga para trabalhar lá!! Enquanto isso, muitos estão atras das mesas, jogando paciencia no computador. Damião, faça uma pesquisa quantos policias estão efetivamente trabalhando na rua e publique. O Povo irá se assustar!! Mas quando for fazer essa pesquisa, não vá perguntar para Oficiais. Eles são pagos para manipular os numero a favor do governo. Peça ajuda para Aprasc ou para o Deputado Sargento Soares. Vou dar uma dica: Hoje temos cerca de 11 mil praças (quem disser ao contrário está mentindo). Quando chegarem ao numero que realmente trabalha na rua, irão se assustar!!!! Ninguem mais vai sair na rua!! O Povo acha que está seguro!! Quando chegar nesse numero, tire aqueles de férias, de licença e de tratamento de saude.. aí o resto, divida por 4 turnos de serviço e voce verá quantos efetivamente estão nas ruas por turno de serviço. Ai Ai.. Cala-te Boca.. Um Abraço cara!

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  4. Posted by paulo dutra on 20/02/2010 at 15:20

    pois é
    eu duvido tirarem dinheiro do bolso do cantor roberto carlos, para ser homenajeado no carnaval.

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  5. Posted by paulo dutra on 20/02/2010 at 15:21

    quem seria este genios funcionarios da assembleia que ganharam esta gratifiocação
    e será que eles dão expediente
    eu duvido

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  6. Posted by paulo dutra on 20/02/2010 at 15:26

    em qualquer lugar da europa e em varias cidades brasileiras, voce vê cafés com mesas nas calçadas, aqui é proibido. porque
    até na av. beira mar norte é proibido
    ok fazem esta turma do governo que viajam por varias cidades e não aprendem

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  7. Posted by Aline on 22/02/2010 at 10:39

    Domingo pela manhã estava passando, na TV ALESC, a reprise do “programa” de quarta-feira, dia 17/02. Vi o Sargento Soares falando do policiamento no carnaval e afirmando que o Governo mente para a população na questão da segurança. Segundo ele, o estado não dispõe do número de policiais na ativa e em condições de trabalho divulgados pelo Secretário de Segurança. Os demais, que o seguiram na tribuna, falaram da “campanha de 2010”, dos feitos do governador LHS nestes dois mandatos e de sua possível continuidade. Parabenizaram as campeãs do Carnaval 2010. Não falaram nada que preste. Usaram a tribuna para fins particulares – defender o partido e fazer campanha do PMDB. Se os nobres deputados não ficassem enrolando e usando a tribuna e o seu tempo para falar de campanha, de candidato do partido e outras baboseiras, teriam tempo suficiente para ler e votar os projetos da casa, e não aprovariam essas palhaçadas, como foi o caso da gratificação. Semana retrasada estavam usando a tribuna para discutir se o candidato do PMDB seria Moreira ou Berger. Isso lá é coisa para ser discutida na ALESC? Isso é assunto de reunião do partido. Os deputados são PAGOS, e MUITO BEM PAGOS, para votar projetos de interesse da população. Por isso que esse país não vai pra frente.

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