Coluna de 18 de fevereiro

Limpeza geral

Tem tudo para ser aprovado em março o projeto de lei que proíbe políticos condenados em primeira instância de se candidatarem. Se acontecer, vai ser uma limpeza geral.

A realidade sem perfumarias

Leitor foi no sábado buscar seu filho no Terminal Rodoviário Rita Maria. Pai e filho ficaram impressionados com a quantidade de “malas” que tomavam conta dos espaços da rodoviária. O leitor voltou ao local ontem para levar o filho, que embarcou de retorno para o Rio Grande do Sul. O mesmo quadro: dezenas de pedintes, bêbados e drogados circulando livremente nas plataformas e nos salões de embarque e desembarque. Autoridades presentes? Piada completa: nem PM, nem Guarda Municipal.

O incrível é que nossos governantes se vangloriam de um “Carnaval maravilhoso”, cuja qualidade não pode merecer qualquer questionamento. De fato, o Carnaval grandioso da Passarela Nego Quirido foi perfeito. Mas no resto da cidade a infraestrutura continuou igual, em todos os dias de folia. E foi isso mesmo que o leitor registrou no Terminal Rita Maria: um descaso completo, a total ausência do Estado.

Florianópolis não pode continuar vivendo de aparências. Ou desse faz-de-conta que perfuma alguns discursos.

Cidadania reage

No Monte Verde, moradores destruíram a antiga sede da associação comunitária, que tinha virado abrigo de criminosos. Em Canasvieiras, populares, motoristas e cobradores protestaram ontem contra a falta de segurança nos terminais de ônibus. São dois quadros de um imenso cenário pós-carnavalesco que reclama a presença do Estado.

Pronta resposta

A segurança pública nos terminais de ônibus vai ser discutida hoje, às 10h30, em reunião do prefeito Dário Berger com representantes da Polícia Militar, Polícia Civil e Guarda Municipal. Significa dizer que haverá uma resposta do poder público ao que aconteceu no Terminal de Canasvieiras, no último sábado.

Competência

O comandante do Batalhão do Norte da Ilha, coronel Walmir Moreira, disse a um repórter de televisão que a responsabilidade pela segurança nos terminais de ônibus é dos vigilantes contratados pela Cotisa. Embora seja verdade que os terminais têm administração privada, há pelo menos um dado a se considerar: os vigilantes não são autorizados a utilizar armas de fogo.

Polêmica

Conforme a legislação brasileira, vigilantes não podem atuar em espaços públicos, porque essa é uma atividade restrita às forças de segurança pública. Os vigilantes podem guardar externamente o patrimônio particular, desde que não trabalhem armados e não exerçam patrulhamento. Uma exceção é o transporte de valores.

Praça 15

Dois leitores comentam o abandono da Praça 15:

– Como a Praça 15 passou a ser reduto de bêbados, por que não mudar o nome para Praça 51? (Paulo Stodieck)

– Há muito que a Praça 15 se transformou em um lugar proibido para as famílias, mesmo durante o dia. Não consigo entender por que não é dado um tratamento especial ao local, já que é o coração da cidade. Desconheço se existe um posto de informações turísticas na região e também não entendo por que a Guarda Municipal não realiza a segurança das praças da cidade. Será que até outubro muda alguma coisa? (Roney Prazeres)

Custo Florianópolis

Pequenas lojas do Centro da Capital estão sendo gradualmente expulsas de seus endereços tradicionais. A questão é o Custo Florianópolis: na renovação de contrato, alguns aluguéis são reajustados em 300% ou mais. Há uma loja na Avenida Hercílio Luz, que está para alugar há dois anos. Preço da facada: R$ 7 mil ao mês. Quando o antigo locatário saiu o valor era de R$ 2,5 mil.

Contra a barbárie (1)

Decisão polêmica: o juiz João Marcos Buch, da 2ª Vara Criminal de Joinville, mandou soltar o morador de Rua Júlio Cesar Neves, 25 anos, acusado de furtar um aparelho de som. Ao mesmo tempo, o magistrado determinou abertura de inquérito contra populares que detiveram e agrediram o autor do roubo.

Contra a barbárie (2)

Frase do juiz João Marcos Buch em seu despacho: “O Estado de Direito, nesta quadra arduamente conquistado, não pode admitir barbáries que remontam à Idade Média, muito menos para satisfazer sentimentos paranóicos coletivos de vingança”.

Um espaço desperdiçado

Não há explicação para um terreno tão valorizado e tão importante, como o da imagem acima, continuar abandonado, servindo apenas para estacionamento de veículos: a área fez parte dos cartões postais de Florianópolis (veja a imagem antiga, abaixo) até 1990, quando o prédio do antigo Hotel La Porta foi implodido. A Caixa Econômica Federal, proprietária do imóvel, tinha planos para construir uma réplica do edifício original, mas, 20 anos depois da implosão, o terreno continua ali, sem serventia. Poderia, por exemplo, abrigar uma central de recepção aos turistas, com espaço para exposições culturais.

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Incansáveis – O bloco Os Incansáveis venceu a disputa no Carnaval de Tijucas. Thaís Nunes Cardoso, do mesmo bloco, foi eleita rainha. Prefeito Elmis Mannrich entregou os prêmios na noite de terça–feira.

Concentração – Depois de tanta folia, o comendador Roberto Laus está nos preparativos para o “Grand Openning” do Almoço das Estrelas na Praia Brava, no dia 26 deste mês.

Automedicação – Remédios voltam a ser tratados como remédios a partir de hoje. Ou seja, retornam para as prateleiras internas das farmácias. Quem quiser comprar medicamento não poderá mais se valer do self-service: terá que pedir a um funcionário.

Esclarecimento – Sobre nota publicada ontem: a Câmara de Vereadores da Capital realizou, normalmente, as três sessões semanais, desde o dia 2 deste mês, quando retornou a seus trabalhos neste ano legislativo.

Agenda em dia – As três sessões desta semana serão realizadas cumulativamente com as da próxima semana. Então, nos dias 22, 23 e 24, serão realizadas duas sessões por dia.

Azeitonas – Há grandes perspectivas de Santa Catarina começar a produzir azeitonas e azeite de oliva em escala. As unidades experimentais implantadas no Oeste e Meio Oeste desde 2005 começam a apresentar resultados. A Epagri coordena o Projeto Oliveiras.

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3 responses to this post.

  1. Damião, pela a implosão de um belo prédio como aquele que foi detonadopela Caixa Econômica Federal, não pode ser descartada a seguinte sugestão: condenar o poderoso agente financeiro a reconstruir, com todas as características do antigo Hotel Laporta, um prédio, para dar de presente ao florianopolitano.

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  2. Posted by Carlos on 18/02/2010 at 16:29

    Sugiro um concurso nacional de arquitetura, para jovens arquitetos, que carecem enormemente de boas oportunidades. Obs.: concurso nacional de arquitetura respaldado pelo IAB-BR e IAB-SC. Nada de treta para apadrinhar sobrinhos e irmãos!

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  3. Posted by Aline on 19/02/2010 at 8:11

    Agenda em dia – esses malandros não gostam é do batente. Queria ver o pessoal da iniciativa privada chegar pro chefe e dizer: chefinho, nos três dias depois do carnaval nós não vamos trabalhar, mas na semana seguinte, trabalhamos dobrado. Pois sim… Nós, que somos os patrões destes malandros, deveriamos descontar os dias parados. Já tem férias, recesso, não tem horário pra nada, fazem de conta, e ainda se dão folga. É uma vergonha!

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