Flutuando de novo

Eu não lembrava como era. Quando comecei a andar pelo passeio senti as pernas bambas. Nos primeiros passos senti uma emoção infantil. Andei mais um pouco e tive medo. A moça dos Bombeiros, no caminho, me recomendou: “Cuidado para não tropeçar”. Não tropecei, porque por alguns momentos tive a sensação de que flutuava no espaço. Flutuava mesmo, na memória, na realidade, na saudade. Lembrei-me do ‘seu’ Wanderley, que me apresentou a ponte quando eu era pequeno. Eu tinha o mesmo medo. A ponte balouçava, no ritmo do vento Sul. E meu pai garantia: “É normal. Se não balançar, cai”. Então eu rezava para que ela balançasse sempre. Hoje não rezei por tão pouco, mas agradeci aos céus pela oportunidade de estar ali, andando aqueles pouco menos de 200 metros do viaduto insular, até o limite onde começa o vão central — o tal vão central que é a última parte da reforma. O engenheiro Walter Galina, secretário de Desenvolvimento Regional, estava lá e me disse: “Se tudo correr bem, no fim do ano a ponte estará aberta e poderás passar por aqui quantas vezes quiseres”. Tomara. Até dezembro vou ficar vendo e revendo as 180 imagens que registrei nos 20 minutos em que refiz meu trajeto de infância e adolescência. Um trajeto de deslumbramento. Alguns das imagens estão abaixo:

O começo do trajeto, rumo ao Continente

Fim do percurso: aí começa o vão central

A Colombo Salles, vista assim, também é bonita

Um dos "braços" da Hercílio Luz e a cidade ao fundo

O bombeiro e uma das peças novas da ponte

A cidade e seu trânsito: uma perspectiva diferente

O belvedere insular: lugar favorito dos turistas

[A Ponte Hercílio Luz foi aberta à visitação neste sábado para a realização de um pedágio social, promovido pela RIC e jornal Notícias do Dia. Mais detalhes — e outras imagens — na minha coluna de segunda-feira no ND]

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6 responses to this post.

  1. Que factóide sem-vergonha essa abertura da ponte. Um deboche. Bem coisa da emissora do Bispo. Para arrumar dinheiro para garota doente. Por que o governo corrupto de Santa Catarina, não paga as despesas da menina. Roubam dinheirto na nossa cara. A grana gasta nas viagens do LHS davam e sobrariam para salvar muitas vidas.

    Eu que passei metade da vida ao lado da ponte,dessa ponte me enojo de tudo isso.

    Deves estar emocionado Damião. Tu e o Hélio Discostas.

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  2. E esse é o estado da obra. Há anos a mesma coisa.
    Uma vergonha. Tudo pronto psara o trem de superficie do Gallina e corja peemedebista

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  3. Posted by MAné da ILha on 31/01/2010 at 18:38

    Damião, decididamente…. interna o Mosquito!!!

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  4. Posted by Mauricio on 01/02/2010 at 12:12

    Damião,
    obrigado pela dica.
    Mesmo em obras, a secretaria do turismo, poderia criar um roteiro turistico nos moldes do passeio de sabado, com venda de ingresso, afinal é um museu a céu aberto.

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  5. Interna o catso. Só otário foi passear nos 200 metros de escombros da ponte num dia de sol.
    Quanto o Hélio Costa tirou do bolso?. E a RIC deu grana.
    Demagogia barata com a dor da família.

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  6. Cheguei atrasado. Mesmo assim quero dar o meu pitaco. Quanto a ponte já se sabe que não vai ficar pronta tão cedo. Queria é chamar a atenção pro monumento ao Sr. Hercílio Luz bem como ao belvedere que estão bem arrombadinhos hein!
    Se aduvidas entaum vai lá e coloca os bago dos zólho em cima prativêsó!

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