Coluna de 26 de janeiro

 Estado de terror

Assassinatos praticados contra inocentes comovem a sociedade. Na capital, uma menina de 15 anos, no dia de seu aniversário. Em Balneário Camboriú, uma jovem de 26 anos. Até quando viveremos nesse estado de terror?

Onde está a PM?

Em Balneário Camboriú, a Polícia Militar mantém barreiras em todas as entradas (e saídas) do município, inclusive na ligação interna – Avenida Osvaldo Reis – para Itajaí. Em Porto Belo e Bombinhas, a mesma coisa: todos os automóveis e motocicletas passam, necessariamente, por um pente-fino da PM. Na região Norte da Ilha também são frequentes as abordagens

O que parece incompreensível aos moradores da Grande Florianópolis é que as viaturas da PM desapareceram das ruas – ou rodam em número escasso por alguns bairros – e há muito tempo não se realizam comandos de fiscalização. Quantas vezes os florianopolitanos, por exemplo, puderam observar ações da PM no aterro da baía Sul e na Avenida Beira-mar Norte? O bandido que chega à cidade se sente, sim, muito à vontade, porque não vê a presença ostensiva da PM nas ruas. De que adianta promover blitzen só nas praias, se os criminosos já se espalharam pela ilha?

Posto vira depósito

O leitor N.O.S informa por e-mail o seguinte sobre o posto da PM na Praia do Meio (Coqueiros): “Este postinho está com problemas nos telhados, o mato crescendo e dando aquele aspecto de abandono. A sala existente dentro do postinho está entulhada com vários móveis doados pelos moradores, que não servem para nada mais. Não sei mais a quem recorrer”.

Prejuízo

Comunidade do bairro Forquilhas, ao lado do Loteamento Lisboa, em São José, reclama da ausência da Polícia Militar no patrulhamento das ruas. Na semana passada um cidadão amargou o prejuízo de R$ 10 mil, depois que assaltantes invadiram sua residência. Comunicada, a PM não deu a mínima para a ocorrência.

Samba arrastado

Equipe do Notícias do Dia foi à Passarela Nego Quirido no sábado à noite para cobrir o ensaio técnico da Unidos da Coloninha. Areia, terra e barro por todos os lados, buracos, rachaduras no asfalto, luz apagada na passarela, falta de infraestrutura (banheiros, por exemplo), entre outros problemas. Em consequência, a Coloninha teve que realizar um ensaio não-técnico na área do Centro Sul.

Cultura municipal

Tomam posse hoje os 30 membros do Conselho Municipal de Política Cultural de Florianópolis. A composição é democrática: metade dos membros foi escolhida na Conferência Municipal de Cultura; a outra metade é constituída por nomes escolhidos pelo poder público. Um dos membros é o presidente do Conselho Estadual, Edson Machado.

Patrimônio

Leitor encaminhou a imagem e um questionamento: esse casarão histórico de Santo Antônio de Lisboa está sendo restaurado, mas aparentemente não há respeito às características arquitetônicas originais, em especial no segundo piso. Uma placa informa que a obra tem o respaldo do IPUF, mas não há referência ao IPHAN, que precisa ser ouvido em casos semelhantes. O casarão fica na Praça Roldão Pires. O imperador D. Pedro 2º. passou por ali durante sua visita à Ilha de Santa Catarina, em 1845.

Quase parando…

Quem enfrenta longos engarrafamentos todos os dias acaba se acostumando com a lentidão do trânsito. Engata a primeira, a segunda, pisa no freio, de novo a primeira, de novo a segunda – e isso vira uma rotina conformista. Mas quem não tem que encarar essa agonia fica naturalmente indignado com a inoperância do poder público.

… Ou parando

O acesso da BR-282 à BR-101, em Palhoça, é um dos inúmeros pontos de estrangulamento da Grande Florianópolis. Leva-se, invariavelmente, de meia hora a 40 minutos para ingressar na 101 ou rumar para Palhoça. O que acontece ali é uma prova inequívoca de que o DNIT precisa intervir imediatamente para solucionar o problema.

Festança

Festa de aniversário do advogado Cláudio Gastão da Rosa Filho, nesta quinta-feira, deve reunir a nata do mundo jurídico, político e empresarial da Grande Florianópolis. Gastãozinho, como é carinhosamente chamado pelos amigos, vai completar 40 anos recebendo os convidados em grande estilo, no salão de festas do condomínio La Perle.

Encrenca das grandes

A implantação da Avenida Beira-mar Continental, em Florianópolis, já vinha devagar-quase-parando. Agora, com decisão do Ministério Público Federal que denunciou o prefeito e a prefeitura por irregularidades ambientais, o sonho do Continente pode entrar num longo compasso de espera. Se a Justiça Federal decidir pela abertura de um processo criminal, as obras podem levar muitos anos para serem concluídas – se forem.

Atenção à conta

A Embratel mandou uma conta no valor de R$ 30 com uma série de ligações fixo-móvel do número da residência de um leitor para o celular da esposa dele. Detalhe 1: todas feitas na antevéspera de Natal, quando o casal estava a 300 quilômetros de Florianópolis. Detalhe 2: foi a segunda vez em três meses que a empresa enviou conta com ligações nunca feitas.

Presença

Se faltam argentinos em Florianópolis, eles de alguma maneira “sobram” nas praias do litoral Norte. Ontem, com a volta do sol  e do calor, havia centenas de hermanos circulando pelas praias de Balneário Camboriú, Itapema e Bombinhas. Nesta última, predominavam famílias de classe média e classe média alta.

Turismo restrito

A alta temporada turística favorece poucos municípios da área rural da Grande Florianópolis. São raros os automóveis de turistas que passam por alguns dos mais belos paraísos da região, como São Bonifácio, Anitápolis, Rancho Queimado, Angelina e São Pedro de Alcântara. Os prefeitos esperam pela implantação de um circuito turístico-cultural, que favoreça a integração regional.

Frase (fora da coluna)

“Eu não sei qual o segredo do sucesso, mas o segredo do fracasso é tentar agradar todo mundo.” (Bill Cosby)

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5 responses to this post.

  1. Damião explica uma coisinha. teu blog virou apenas reprodução da tua coluna do Jornal da RIC / Record = Posso te chamar de jornalista chapa branca então? Não ficas chateado? Vais poder falar dos desafetos políticos da família Petrelli aqui no blog.

    Não te ofendas! tá. Só que ter blog para ler tua coluna, a gente vai direto na lata do lixo (ND)

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  2. Posted by Joanildo on 26/01/2010 at 22:18

    E saber que temos que assistir a propaganda do Governo descentralizante, mostrando um Estado melhor que o melhor país do mundo. É brincadeira…

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  3. Posted by Anônimo on 26/01/2010 at 23:07

    Damião, gostaria de não ser identificado, nem ter meu endereço eletrônico divulgado. Acerca do tópico “Prejuízo” da coluna do dia 26, exponho outro fato. Então, se puder, por favor, fazer um pequeno comentário sobre isso em breve na sua coluna, faça. Pelo que tenho acompanhado, muito do que você publica é resolvido com uma estranha rapidez da Administração Pública..
    Moro em São José, na Serraria, e há poucos meses, 2 ou três talvez (realmente não recordo), precisei da PM. Era madrugada, havia homens dentro do meu terreno, quebraram 2 lâmpadas, e obviamente, desconhecia o que pretendiam fazer. Liguei para o 190 e informaram que uma viatura atenderia a ocorrência. Passou meia hora e nada! Detalhe: há um posto policial a 200 metros de minha residência. Quando a viatura enfim chegou, 45 minutos depois da primeira ligação, o policial informou que havia apenas a viatura deles para cobrir a área dos bairros Serraria, e Potecas, além de uma parte da Avenida das Torres. Fiquei ainda mais estarrecido. Realmente, a insegurança pública é benéfica… aos bandidos. Muito obrigado, Abraços.

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  4. Posted by Márcia T. Martins on 27/01/2010 at 7:54

    Compartilho da observação do leitor da coluna sobre o prédio que se ergue sobre as ruínas em Santo Antônio de Lisboa. É lamentável a intervenção, além de ser patrimônio tombado e não se ver placa nenhuma do IPHAN, aquele espaço estava integrado com Santo Antônio de Lisboa e as construções ao redor tem hoje uma escala que conversava muito bem com o patrimônio tombado e o seu entorno. Poderia discorrer muitos mais tempo sobre esse “pastiche” absurdo e agressivo que surgiu rapidamente. Ontem era 21 horas quando os operários trabalhavam apressadamente na estrutura do telhado. Pergunto: qual será o uso daquele prédio descompenssado?
    Grata

    Márcia Martins – arquiteta

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  5. Posted by Roberto I. Lustosa on 28/01/2010 at 15:42

    Sobre a nota “Ou parando…”gostaria de colocar o seguinte: (a) O grande problema é o volume de tráfego da BR-101, entre Palhoça e Biguaçu, cujo unica alternativa – a médio prazo – será a execução das obras de construção do contorno de Florianópolis, ligando Palhoça a perto da entrada de Gov. Celso Ramos. Esta obra está no contrato da Auto Pista Litoral Sul, portanto incluída no custo dos pedágios. Tem que ficar pronta até o início de 2012. Portanto já deveria estar “EM OBRAS “. Temos que cobrar da ANTT.

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