Coluna de 25 de janeiro

Plano Diretor: agora vai?

O Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF) está chamando a população para participar da segunda oficina do Plano Diretor Participativo, que acontecerá entre os dias 2 e 4 de fevereiro.

O Plano Diretor da Capital é assim mesmo: de vez em quando aparece uma notícia dando conta de que as coisas estão caminhando. Estranho, mesmo, é que o documento deveria estar pronto em 2006, conforme estipulou o Estatuto da Cidade, e continua nessa marola interminável.

A verdade é que houve sérios problemas nas etapas iniciais, por conta de questões mal-encaminhadas pelo próprio IPUF.

Uma fonte da prefeitura ouvida pela coluna na semana passada informou que “agora vamos para a etapa técnica”, querendo dizer, evidentemente, que esta é a parte final. A mesma fonte garante que a proposta do novo Plano Diretor estará ainda no primeiro semestre (de 2010!) na Câmara de Vereadores, que é a instância definitiva para aprovação do documento.

O que se espera é que isso aconteça de fato, para que a cidade consiga estabelecer as regras essenciais ao seu desenvolvimento. Do jeito que está, Florianópolis vai se desmontando dia a dia, perdendo o que tem de melhor, que é a qualidade de vida.

Vergonha

Não bastassem a utilização da Praça 15 e do Largo da Alfândega como dormitórios ao ar livre, a cidade tem um outro cantinho que é disputado pelos moradores de rua: o Terminal Cidade de Florianópolis, também chamado de “Terminal Velho”. Trabalhadores que chegam cedo para encarar o batente tropeçam em bêbados e drogados que se espalham pelo espaço.

Ausência

Presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, João Eduardo Amaral Moritz (Janja) enviou mensagem afirmando que “a falta dos turistas argentinos em Santa Catarina fez com que a taxa de ocupação dos mesmos na rede hoteleira associada à ABIH caísse em torno de 40% na primeira quinzena de janeiro”. A ausência dos argentinos, aliás, é visível nas ruas, nos balneários e nos shoppings da Capital.

Presença

Se faltam argentinos em Florianópolis, eles de alguma maneira “sobram” nas praias do litoral Norte. Ontem, com a abertura do sol no período da tarde, havia centenas de hermanos circulando pelas praias de Balneário Camboriú, Itapema e Bombinhas. Nesta última, predominavam famílias de classe média e classe média alta.

Terreno inútil

Mistério. Ninguém sabe por que esta área central está abandonada

Uma das áreas mais nobres de Florianópolis, na esquina da Avenida Beira-mar Norte com Mauro Ramos e Bocaiúva, segue misteriosamente abandonada. Tem 1.200 metros quadrados, pertence ao Exército, está cercada e não serve para nada. Numa estimativa moderada, feita para a coluna por um empresário da construção civil, o terreno baldio deve valer uns R$ 7 milhões. E poderia servir, por exemplo, para a implantação de uma praça.

Literatura

O Plano Nacional de Livro e Leitura vai ser discutido na Assembleia Setorial de Livro e Leitura de Santa Catarina, que acontece hoje, entre 13h30 e 18h30, na sede da Casa da Memória, em Florianópolis. A assembleia é aberta a todos os envolvidos nas cadeias produtiva e criativa do livro e mediadora de leitura em Santa Catarina.

Adeus, carnê

Com exceção de algumas lojas locais, a maior parte das grandes redes de varejo já exterminou de suas práticas de crediário a figura do carnê. Os maiores magazines preferem os pagamentos on-line, em boletos ou cartões de crédito. As redes locais, no entanto, seguem a lógica do velho capitalismo: quando o cliente vai ao caixa pagar o carnê, geralmente compra um outro produto ou planeja a aquisição para os meses seguintes.

Massacre

É impressionante a quantidade de mensagens eletrônicas disparadas pelo diretório do PSDB e pelos admiradores do vice-governador Leonel Pavan para os mais diversos destinatários, colunistas incluídos. Há uma verdadeira corrente pra frente dos tucanos tentando espalhar, por toda Santa Catarina, a ideia de que seu líder maior é inocente.

Cotidiano violento

Vinte assaltos a ônibus nos 20 primeiros dias de janeiro. Um assalto por dia. Situação vivida no município de Palhoça, que perdeu o controle sobre seu crescimento populacional. A Polícia Militar, que tem um batalhão na cidade, diz que está agindo. Mas a pergunta da cidadania é uma só: por que a PM não está atuando como antes em tantos lugares da Grande Florianópolis? Onde estão as viaturas? A cavalaria? E os soldados pagos com dinheiro público? Tem alguma coisa errada. E não é com os praças.

Beira-mar

A Celesc está instalando cabos subterrâneos na Avenida Beira-mar Norte. O jornalista Breno Maestri analisa: “A Celesc promete uma revitalização por onde passa, inclusive com o aumento da largura da calçada (já era tempo). Será que não é o caso de também colocarem uma proteção entre a pista e a ciclovia, aquelas do tipo New Jersey, não tão altas quanto as utilizadas na SC-401, mas que protejam melhor ciclistas e pedestres?”.

Saúde e asfalto

Nas entrevistas concedidas à Rádio Guarujá, durante a semana passada, os prefeitos da região metropolitana destacaram ações de saúde e de infraestrutura como as mais importantes no primeiro ano de mandato (2009). E pelo jeito vai continuar sendo assim em 2010: saúde em primeiro e asfalto em segundo lugar. É o que garante votos, simpatia e reconhecimento popular.

Folga

A região secundária do comércio central de Florianópolis não está funcionando com força total aos sábados. Até salões de beleza fecham as portas por causa da falta de movimento. Na região principal – o calçadão – muitas lojas também dão folgas (ou férias) para os funcionários em janeiro, por causa da falta de clientes. “Está todo mundo na praia”, afirmou à coluna, no sábado, um comerciante da Rua Felipe Schmidt.

Desconhecidos

Após conferir a nominata do Conselho Estadual de Cultura, leitor escreveu à coluna para perguntar quem são alguns ilustres desconhecidos que integram a entidade máxima da cultura catarinense, responsável pela escolha de relevantes projetos que são financiados pelo poder público. A verdade é que o colunista também não faz a menor ideia.

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8 responses to this post.

  1. Posted by Yuri on 26/01/2010 at 7:35

    Eu não sabia quem era o proprietário deste terreno. Há poucos anos funcionou um estacionamento neste local. Como foi possível? Houve algum tipo de licitação?

    Responder

  2. […] Norte em Florianópolis Plano Diretor: agora vai? 26/01/10 Da coluna de Carlos Damião (Carlos Damião, […]

    Responder

  3. Posted by Carlos on 26/01/2010 at 9:35

    É a mania de achar que nova lei vai resolver os problemas da cidade !
    Lei existe só que, não é obedecida nem pelo poder público, que deveria fazer a infra-estrutura prevista no Plano Diretor !
    Se não é para ser seguida, nenhuma lei resolve !

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  4. Posted by Jorge on 26/01/2010 at 12:10

    Putz! como se tornou inútil esse blog do Damião, até aderiu a campanha do indiciado inocente. Melhor fechá-lo como fez o Cesar Valente.

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  5. Posted by Guto Ghisi on 26/01/2010 at 14:58

    Concordo com leitor Jorge, este espaço deixou de ser aquilo que era para se tornar mais um a serviço da ordem establecida pelo LHS, Dário, Pavan…salve o Canga, Mosquito, Sambaqui, até quando veremos pessoas mudarem tão fácil e rápido para servir aos seus interesses…farei tentativas de continuar leitor, está dificil.

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  6. Posted by celsoJ on 26/01/2010 at 15:48

    Florianópolis precisa de um plano ENDIREITADOR. Qdo. esse plano que está sendo “elaborado” estiver pronto para ser votado, já será necessário começar outro, porque a cidade não terá mais espaço para aquelas “soluções”.

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  7. Posted by Roberto Stähelin on 26/01/2010 at 15:56

    Damião, em relação ao Terminal Cidade de Florianópolis o que me chama a atenção é que os os bancos colocados lá para os usuários do transporte coletivo estão sendo usados por mercadores que se instalaram com malas e cuias. Ou seja, a cada dois bancos, mais ou menos, montam uma barraquinha de guloseimas, com um enorme isopor no lado e alguns com um enorme guarda-sol nas costas. Daqui a pouco, fazem um puxadinho dentro do próprio Terminal, como se vê aí pelos cantos da cidade. Nada contra a luta pela sobrevivência, mas as coisas têm que ter um mínimo de organização, controle…Parece que é assim: quem chega primeiro e se instala, vai ficando…

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  8. Praça, Damião? Se forem mexer nesse espaço pode ter certeza que não vai ser para o benefício da sociedade… Vão construir, quem sabe, mais um prédio residencial ou um centro comercial…
    Pensando bem, melhor deixar como está!?
    abs

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