Coluna de 21 de janeiro

Queremos a praça de volta!

Na imagem que a coluna resgata de seu arquivo particular, uma banda local se apresentava no coreto da Praça 15 de Novembro, no ano 2000. Os músicos seguiam uma programação cultural permanente da prefeitura de Florianópolis, através da Fundação Franklin Cascaes.

Dez anos depois, quem passa pela Praça 15 de Novembro diariamente sente falta desse “espírito” da cidade, dessa suavidade provinciana e autenticamente florianopolitana. A praça, marco zero da cidade em conjunto com a Casa do Governo e a Igreja Matriz, está abandonada, maltratada, ocupada por cães vadios, homens e mulheres errantes, pastores à procura de fiéis, tocadores de músicas exóticas. Não há cuidado por parte do poder público com um dos patrimônios mais bonitos e maravilhosos de Florianópolis, que deveria ser um espaço da cidadania e do prazer.

Pouco importam os motivos que nos levam a passar e passear pela Praça 15. Alguns querem o prazer do descanso. Outros querem ouvir o canto dos pássaros. Outros ainda pretendem apenas uma partida de dominó ou o saudável encontro com os amigos e conhecidos.

Curtir a praça em paz, como nos versos do Rancho de Amor à Ilha (“Ilha da velha figueira / onde em tarde fagueira / vou ler meu jornal”) não é mais possível. E nem nos chamem de nostálgicos, de elitistas ou de puristas. Praças existem para promover o convívio humano, não para servir de depósito de desocupados, bandidos, bêbados e drogados. Chega! A Praça 15 precisa ser resgatada, mantida e fiscalizada pelo poder público! 

O brinquedo

A Polícia Militar pretende inovar na forma de deslocamento de seus homens, utilizando um patinete motorizado. O brinquedo está em teste. O leitor R.S., em e-mail para a coluna, observa que o patinete tem problemas de mobilidade e velocidade, completando: “Parece que estão querendo brincar com a nossa inteligência”.

Carrinho de sorvete

A turma de gozadores de Palhoça não é fácil: dizem que o sabor de sorvete mais popular no município, nesta temporada de sol abrasador, é o de abacaxi. Não se fala, nem se saboreia, outra coisa na Praça 7 de Setembro.

Leitura e carinho

Este colunista agradece a todos os leitores que enviaram mensagens – desde a interinidade no espaço de Paulo Alceu –, com sugestões, críticas e manifestações carinhosas. Todos são sempre bem-vindos a este espaço, que pretende ser plural, democrático e aberto à celebração da cidadania.

Descendo o sarrafo (1)

O prefeito Dário Berger foi o entrevistado do Conexão da Manhã, ontem, na Rádio Guarujá. Respondeu a dezenas de perguntas encaminhadas pelos ouvintes e apresentadas pelo âncora Polidoro Júnior. A maior parte delas, de caráter administrativo.

Descendo o sarrafo (2)

Para Dário Berger, vai tudo bem com a Capital e os problemas de infraestrutura são questões pontuais. O prefeito aproveitou para, mais uma vez, descer a lenha nos críticos. Segundo ele, quem divulga os problemas da cidade é porque não gosta de Florianópolis. Vejam só.

Unimed

A coluna recebeu resposta da Unimed a uma nota publicada na edição de segunda-feira. Ei-la: “A Unimed Grande Florianópolis informa que não foi intimada oficialmente sobre a decisão do Tribunal de Justiça da Santa Catarina, referente à condenação da Cooperativa ao pagamento de multa por danos morais a uma cliente. A empresa afirma que, na ocasião, em 2006, cumpriu as determinações do contrato da cliente, regulamentado pela a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e, por isso, caso seja intimada, recorrerá da decisão ao Supremo Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal”.

Conselho

Será hoje, às 15 horas, a posse do artista plástico Edson Busch Machado na presidência do Conselho Estadual de Cultura. Tomam posse também quatro novos conselheiros: Marco Anselmo Vasques, Sueli Maria Vanzoita Petri, Joel Ghelen e Maria Cirico Roizer.

Repúdio

Na posse do Conselho Estadual de Cultura todas as atenções do mundo cultural estarão voltadas para Edson Machado, personalidade polêmica e controvertida. A designação dele para a presidência do CEC vem sendo repudiada por diferentes instâncias culturais do Estado.

Boca braba

Confira a imagem, leitor: não se trata de um cenário de guerra, nem de terremoto: é um depósito de lixo embaixo do viaduto da Via Expressa (BR-282), na Avenida Josué Di Bernardi, São José. E acredite: tem gente que mora no meio dessa tralha. Duas mulheres, feito bichos, emergiram de um amontoado de placas de papelão para ameaçar a equipe do Notícias do Dia que parou para registrar essa pouca-vergonha urbana.

Apelação barata

Recorrer à construção de personagens caricatos para representar a comunidade gay e, assim, aumentar a audiência de um programa televisivo superado, é um recurso medíocre e, por que não dizer, abertamente preconceituoso. O espetáculo está se repetindo todos os dias na décima edição do BBB, um programa que não conseguiu se renovar e, agora, luta contra o fracasso de público.

Centro Histórico

Preocupada com a degradação urbana nos arredores da Rua João Pinto, a CDL de Florianópolis está mobilizando os lojistas locais em busca de soluções para a recuperação da área. Entre as demandas mais urgentes apontadas pelos comerciantes está a presença mais efetiva da PM e da Guarda Municipal.

Terminal

A CDL da Capital reivindica também a reativação imediata do Terminal Cidade de Florianópolis, com o retorno das linhas intermunicipais. Outra preocupação é resgatar o valor histórico da região, estimulando a circulação de pedestres com eventos de cunho popular.

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