Coluna de hoje (13)

A presença do Estado 

Se numa blitz casual a fiscalização flagrou, ontem, dezenas de irregularidades no transporte de mercadorias pela SC-401, que aconteceria se esses comandos da Secretaria da Fazenda fossem permanentes? 

A cidade à deriva 

O Notícias do Dia tem publicado, nos últimos dias, matérias relacionadas à desordem que impera em alguns setores da Capital. A cidade cresceu demais sem que o poder público tenha acompanhado a explosão populacional. E esse crescimento se acentuou nos últimos cinco anos, por conta da evidente ‘litoralização’ do Estado: a maior parte dos migrantes, seja do interior ou de outras unidades da federação, prefere residir no litoral.

O excesso populacional produziu também a explosão muito rápida dos problemas, que se refletem no comprometimento da infraestrutura viária, de saneamento, de energia elétrica, de abastecimento de água. A cidade não suporta mais a falta de planejamento, a ausência de um plano diretor, a ocupação desenfreada em áreas de preservação permanente e mesmo em espaços públicos. Estamos no limite, não há mais como crescer. E o poder público precisa responder às demandas, com urgência, para evitar que tudo piore ainda mais.

Mas o poder público não acompanha o ritmo, não tem pessoal suficiente para fiscalizar ou reprimir as ações predatórias, e não dispõe também de um plano de guerra para enfrentar as graves questões que se avolumam. O que se constata é que diante da maior parte dos problemas o poder público simplesmente fica paralisado, inoperante, numa situação inexplicavelmente passiva. E assim comprometemos nossa qualidade de vida e vemos a cidade sucumbir à bagunça, à desordem, à falta de providências objetivas, imediatas, urgentes. 

Blindando Pavan (1) 

A vinda a Santa Catarina do presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (ao lado de Leonel Pavan na foto), deu bem a dimensão da crise que os tucanos enfrentam, em vista do indiciamento do vice-governador, acusado de três irregularidades. O comando nacional do PSDB está preocupado com a repercussão do caso para a candidatura presidencial de José Serra. 

Blindando Pavan (2) 

A visita do senador Sérgio Guerra significou mais um alento para Leonel Pavan. Segundo a direção executiva regional do PSDB, presidida pelo joinvilense Marco Tebaldi, Pavan tem recebido apoio de todos os diretórios municipais e representantes do partido, sejam prefeitos, vereadores ou deputados estaduais e federais. A ideia dos tucanos é mesmo esta: blindar o vice-governador e mantê-lo numa perspectiva mais ofensiva. 

Portal em dia 

A propósito de nossa nota de ontem, sobre o novo portal da prefeitura de Florianópolis, o secretário de Governo, Carlos Roberto De Rolt, enviou a seguinte explicação: “O novo portal corporativo da PMF objetiva gradativamente aumentar a quantidade a e qualidade dos serviços eletrônicos, melhor informar sobre como acessar os serviços presenciais, ampliar a transparência, permitir a participação principalmente através da ouvidoria corporativa, entre outros. O fato da página abrir incompleta pode ser motivado também pela versão e configuração do navegador”. 

O caos na cidade (1) 

A cidadania continua atenta à desordem em Florianópolis. Marli Albuquerque, funcionária pública federal, escreveu à coluna para fazer a ressalva: não são apenas os pontos de táxi e outros locais da cidade que estão sendo invadidos por automóveis. Também os acessos às garagens particulares são desrespeitados solenemente pelos motoristas despreparados e mal-educados. 

O caos na cidade (2) 

Diz a leitora: “Os donos de garagens da zona central da cidade sofrem e lutam sozinhos contra o descaramento da ocupação indevida das garagens residenciais. Não há nenhuma proteção sobre a proibição do uso das garagens. E os ‘flanelinhas’ usam as garagens para ganhar uns trocados, ultrapassando os direitos dos proprietários. Aos quais resta somente a boa vontade da Polícia Militar”. 

Choque 

Impressionante a história envolvendo o ex-diretor do Departamento Estadual de Administração Penal (Deap), Hudson Queiroz. Figura conhecida na cidade, Hudson deixou o Deap cercado por polêmicas em torno de torturas a presos no presídio estadual situado em São Pedro de Alcântara. Estava tentando retomar sua vida normal quando aconteceu o incidente – um tiro no peito – ontem, em seu apartamento no bairro Roçado, São José. 

Sambas desunidos 

Não há um site específico para quem quer conhecer os sambas das escolas de Florianópolis. A Liga das Escolas de Samba não tem endereço na internet. O público interessado em saber as letras – até para poder cantá-las nos ensaios programados para este mês e no desfile do dia 13 de fevereiro – tem que entrar no site de cada escola. Bem que a prefeitura poderia unificar esse enredo, para facilitar a vida dos foliões. 

Sem sombra 

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Florianópolis está em campanha contra os vendedores ambulantes que, sem licença e sem pagar impostos, concorrem de forma desleal com o comércio estabelecido. O que acontece nas praias e nos calçadões centrais é vergonhoso. Ontem ao meio-dia os pedestres que procuravam a sombra sob as marquises se davam mal: os ambulantes ocupavam todos os espaços disponíveis. 

Paraguaios 

Chegamos ao cúmulo, em Florianópolis, de ver ambulantes – a maior parte procedente do Nordeste – montando bancas para vendas de óculos escuros na porta de óticas da cidade; da mesma forma, vendedores informais comercializam sapatos e sandálias na frente de lojas de calçados estabelecidas. Com todo respeito aos paraguaios, o Centro da Capital virou um autêntico Paraguai.

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9 responses to this post.

  1. Damião , o Blog Tijoladas lançou a campanha EPOCO – Eu quero é mais – Exterminadores de políticos orruptos – Mate um político corrupto, pode ser com o voto. Entre. Cole um banner no teu blog, divulgue.

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  2. Posted by Sergio Luiz da Silva on 13/01/2010 at 20:02

    Damião, gostaria de ver o CDL se pronunciando sobre lojistas com produtos na rua (na Trajano tem uma loja que ocupa parte da área abrigada para pedestres com uma cama); os equipamentos de som com volumes elevados e locutores (parece barraquinha), etc.. Outros absurdos cometidos pelos associados não vou arrolar. Acredito que exista na PMF algum orgão para fiscalizar.

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  3. A loja é a Ponto Frio da Trajano, já passei por cima do colchão em protesto.

    Cada vez que ele tiver lá passo por cima

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  4. Posted by Ernesto on 13/01/2010 at 21:34

    Mosquito, vá pro seu blog vagabundo, e deixe de contaminar aqueles que são sérios. Eleve o nível do seu, para depois vir incomodar o dos outros. Vc. tem o seu valor, porem tem que ter um “disconfiómetro”

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  5. Posted by Ernesto on 13/01/2010 at 21:37

    O Damião é muito educado e não vai querer te ofender, mas “te liga”, cara. A “novembrada” já passou há muito tempo.

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  6. Posted by Aline on 14/01/2010 at 7:45

    “Mas o poder público não acompanha o ritmo […] numa situação inexplicavelmente passiva.”

    Tem muitas explicações, mas são impublicáveis. Não fazem pq não querem, não é do interesse “dos grandes” um planejamento decente. Atrapalharia os negocios [na visão tupiniquim deles].

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  7. Posted by Anoninmo on 14/01/2010 at 11:19

    O problema é que Florianópolis e a região metropolitana não tem política alguma.
    Existem vários estudos realizados pela UFSC sobre a questão da metropolização na região , constatando o óbvio. Crescimento sem planejamento , gera caos.
    A questão do protesto dos cidadãos é recomendável. A passividade elevará o problema para a insustentabilidade da Capital.
    Esperar o que de um governo estadual inoperante e de um prefeito itinerante?

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  8. Ernesto me agradas. Que surto hein! Como o Damião gosta de me provocar não vou aceitar o teu conselho. Acho que gostasse do ratinho. Já me chamaram de vagabundo. Não bota meu blog no meio Rsss. Será que esse senhor é da Loja Ponto Frio ou do CDL? Hummm

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  9. Damião, a resposta do De Rolt é típica de uma certa soberba tecnológica ignara: se o site não estiver funcionando direito, a culpa é do usuário, que não tem o navegador necessário e os plug ins atualizados. Bobagem da grossa, porque já se foi o tempo em que a gente tinha que ser meio especialista pra poder acessar sites da internet. Hoje a palavra de ordem, no mundo todo, é acessibilidade. Facilidade de uso. Descomplicação. Coisa que, pelo jeito, ainda não entrou no vocabulário (cheio de internetiquês corporativo) da prefeitura…

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