Coluna de hoje (12)

Portal

A prefeitura da Capital mudou seu portal na internet. Era para ficar melhor, mais dinâmico, mais rápido. Mas em determinadas horas do dia é difícil acessá-lo: a página abre incompleta.

A ação do Ministério Público 

Já era de certa forma aguardado um novo pronunciamento do Ministério Público Estadual, neste início de janeiro, a propósito das promoções que estavam programadas pela prefeitura de Florianópolis para o fim de ano – exceto a festa do Réveillon, que não envolveu dinheiro público.

Ao ingressar ontem com uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra autoridades do município, o Ministério Público deu sequência a providências que começaram no mês de dezembro e que resultaram na proibição judicial de novos pagamentos à empresa contratada para implantação da árvore de Natal na Avenida Beira-mar. Ou seja, a ação civil pública é parte de um procedimento legal que visa a apurar e penalizar os responsáveis pelas irregularidades que foram investigadas e comprovadas pelos procuradores do Estado. Entre os quais a ausência de concorrência pública, as subcontratações promovidas pela empresa contratada e o remanejamento orçamentário de R$ 13 milhões, realizado pela prefeitura, sem autorização do Legislativo e sem determinação de finalidade específica.

Na prática, o MPE pretende obter da Justiça a condenação dos responsáveis para que devolvam os valores utilizados irregularmente. Caso a Justiça acate a denúncia, as autoridades arroladas podem também ser condenadas à perda de cargo público e à suspensão dos direitos políticos. 

A presença do Estado 

Como se a Polícia Militar não tivesse mais nada para fazer, teve que agir com estilo de Swat para desarticular o sequestro de um ônibus urbano na Capital. O sequestrador, completamente pirado, também não tinha mais nada pra fazer na vida, a não ser colocar algumas vidas em risco. Comunicado, o coronel Eliésio Rodrigues fez o papel do Estado: marcou presença num episódio que poderia ter tido um final trágico. 

Falta o sambista 

Pela quantidade de gente envolvida na comissão do Carnaval montada pelo prefeito Dário Berger dá para perceber que a festa deve ser um sucesso. Faltam apenas profissionais do ramo. Não tem ninguém do samba na comissão apresentada pela prefeitura na última sexta-feira. E até ontem à noite não havia sido divulgado qualquer nome relacionado diretamente ao Carnaval. 

Samba na praça 

Felizmente, pelo menos o samba vai marcar presença na Praça 15 de Novembro, repetindo uma tradição florianopolitana: ensaios gerais das escolas começam no dia 20 deste mês (União da Ilha da Magia) e seguem nos dias 22 (Protegidos), 25 (Copa Lord), 27 (Coloninha) e 29 (Consulado). É a cultura da ilha aparecendo onde deve aparecer: no centro histórico – e abandonado – da capital catarinense. 

Generosidade 

Um dado curioso revelado pelo presidente da Celesc, Felipe Luz: a empresa promoveu um plano de demissão incentivada há alguns anos para reduzir seus custos. Saíram 40 empregados. Desse total, 12 voltaram a integrar os quadros da estatal depois de prestarem concurso público. O incrível é que a Celesc aceitou os reincidentes de volta, mesmo depois de tê-los indenizado com o objetivo de reduzir seus custos. 

Funcionários do bem 

Leitor A.R. (ele pede para não ser identificado) mandou mensagem para a coluna: “A mídia divulga essa história envolvendo a empresa Arrows e os funcionários do Estado que tentavam fraudar documentos públicos. Por que não divulga os nomes dos servidores públicos que impediram a falcatrua? Eles – esses funcionários – merecem a homenagem da sociedade catarinense”. 

Defesa com pressa 

A defesa do vice-governador Leonel Pavan, protocolada ontem no Tribunal de Justiça, fez o que tinha que ser feito: recorreu ao argumento da falta de provas. O advogado Cláudio Gastão da Rosa Filho quer pressa no julgamento do caso por parte do TJ. Até indicou o dia em que deve ocorrer: 20 de janeiro, data em que o Pleno volta se reunir. 

Sem delegado 

Há muito tempo Florianópolis dispõe de uma delegacia de proteção ao turista, que funciona junto ao Terminal Rodoviário Rita Maria. Mas, ao contrário do que parece, a delegacia não tem um delegado plantão no local: os eventuais problemas são encaminhados a uma autoridade na Secretaria de Segurança Pública. Mas na rodoviária, pelo menos, há um funcionário da SSP que fala fluentemente inglês e espanhol. Não é muito, mas ajuda uma barbaridade. 

A desordem (1) 

Na edição de ontem, o Notícias do Dia publicou matéria sobre a desordem na região central de Florianópolis, especificamente sobre áreas de estacionamento proibido – ou de estacionamentos sem regras – ocupadas por centenas de veículos. Aqui é assim: o cidadão que coloca o carro na Zona Azul e não adquire o talão é multado pelos monitores. Quem coloca em área proibida está sujeito a penalidades que não são aplicadas. 

A desordem (2) 

Os taxistas da Praça 15 de Novembro vivem indignados com a quantidade de automóveis particulares estacionados na área destinada aos táxis – que vai da esquina com o Largo da Catedral até a esquina com a Praça Fernando Machado. Eles chamam a polícia e a Guarda Municipal para multar os veículos infratores. Mas não aparece ninguém. E assim vamos vivendo: Florianópolis é uma cidade sem lei. 

Turismo 

Como esta coluna antecipou na semana passada, amanhã acontece a primeira reunião deste ano do Conselho Estadual de Turismo. Será às 18 horas, no Beto Carrero World, com a presença de autoridades do setor e terá a posse do novo presidente da entidade, Aristides Niehues. Falta de água e saneamento são assuntos da pauta. Aliás, assuntos que devem merecer total e irrestrita atenção por parte dos conselheiros: nosso turismo vai de mal a pior.

Anúncios

5 responses to this post.

  1. Posted by Anoninmo on 12/01/2010 at 10:34

    O problema do centro histórico de Florianópolis é que foi transformado em terra de ninguém. Ademais, estacionamentos controlados pela AFLOV – que se sabe ser uma grande lavanderia da prefeitura municipal, visto que, não tem controle sobre o numerário diário arrecadado em tais locais públicos cedidos pela própria administração municipal.
    Falta uma política de turismo , uma política de preservação do patrimônio histórico, uma política metropolitana de transportes para acabar com a folia do transporte coletivo e a farra de taxistas . Por que não instituir o ponto livre, deixando todos os taxistas cadastrados nas cidades vizinhas operarem na Capital ?
    Estamos presos a máfia do combustível, a máfia do transporte público, a máfia do estacionamento, a máfia de taxistas, etc…e , para variar, a máfia da roubalheira do dinheiro público operando a pleno vapor na administração municipal e estadual.Estamos bem…

    Responder

  2. Posted by Carlos on 12/01/2010 at 10:47

    Damião, acho que a CELESC não está sendo “generosa” com os ex-empregados, está apenas atendendo ao princípio da legalidade. Qualquer pessoa pode prestar concurso público, não há como discriminar ex-empregados, fora das restrições das próprias leis (demitidos por improbidade, p.ex.). E certamente as vagas dos novos concursos devem oferecer salários e direitos bem menores do que o que tinham nos cargos anteriormente ocupados.

    Responder

  3. Posted by Vadeco on 12/01/2010 at 11:04

    Verdade Damião. O site da Prefeitura mudou. Só estranhei que os gastos do chamado COMPRA DIRETA – não existe mais. São as compras realizadas sem licitação sem carta convite e as emergenciais que são pagas na boca do caixa. Eu lia isso mes a mes. Agora no novo site, apesar da propalada transparencia, esse quesito saiu do ar. Abraços!!!

    Responder

  4. Damião, realmente (Desordem 1), os monitores da Zonazul aplicam notificações aos motoristas que não colocam o talão. Porém, e isso acontece com relativa frequencia, nem sempre os monitores estão à disposição nas ruas que exigem a papeleta preenchida. Como sugestão, deveria a administração da Zonazul disponibilizar um O8OO, para contato do motorista com a sede, com imediata localização de um monitor para atendimento do usuário. Não, da maneira como está, o motorista fica como um idiota procurando um monitor, que nem sempre se faz presente.

    Responder

  5. Posted by Paulão on 12/01/2010 at 16:01

    Reunião do consleho estadual do turismo em 13 de janeiro deve ser pra tratar da Temporada 2011, num é não? Ou é pra vadiar nos brinquedos do Beto Carreiro…

    Responder

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: