Coluna de 11 de janeiro

Cidades turísticas 

Qual é a melhor cidade turística do Estado? Ontem, Balneário Camboriú ‘bombou’, com milhares de turistas circulando pelas ruas. Ao contrário da Capital, que só tem shoppings funcionando aos domingos, o comércio de Balneário recebe os turistas de braços abertos. 

Transparência e preocupação 

A semana começa agitada por conta da divulgação de alguns trechos do inquérito da Operação Transparência, entre os quais a revelação sobre o atentado sofrido pelo fiscal da Fazenda Carlos Henrique de Barros, em Itajaí, no mês de março do ano passado. Barros estava na linha de frente do combate à sonegação fiscal naquele município. Seu automóvel levou três tiros e os autores do crime não foram identificados pela polícia estadual.

Um outro detalhe importante é relativo à advogada Vanderléia Batista, que atuava na Secretaria de Desenvolvimento Regional, e que tinha sido secretária particular de Leonel Pavan, quando este foi prefeito de Balneário Camboriú. Vanderléia intermediou ações – inclusive como representante legal – relacionadas à empresa investigada na operação, a Arrows.

Os trechos do inquérito que vieram a público são demolidores e devem provocar desdobramentos nos meios políticos durante esta semana e, com certeza, durante a campanha eleitoral que se avizinha. A rigor, nenhuma prova concreta foi divulgada, mas as informações reveladas até o momento são muito comprometedoras e envolvem o vice-governador e membros do PSDB que atuam no litoral Norte do Estado e na Capital.

Se cumprir o que prometeu na semana passada, o advogado Cláudio Gastão da Rosa Filho protocola hoje no Tribunal de Justiça a peça de defesa, que deverá ter 30 páginas a mais do que o previsto (eram 50, podem ser 80).

Arranhões expostos 

Os efeitos políticos da Operação Transparência são considerados devastadores por algumas lideranças que acompanham o caso. Uma dessas lideranças observou para o colunista que a Operação Transparência mudou o curso da Tríplice Aliança. Seja quem for o candidato a governador ele já entra na campanha arranhado pelas consequências da investigação federal.

Desabastecimento 

Está faltando de tudo nos supermercados do litoral. Num dos maiores de Florianópolis e do Estado não há espaguetes nacionais, por preços razoáveis, para vender. Nem a tradicional cerveja malzbier, que falta nas prateleiras desde antes do Natal. E há várias estantes vazias no setor de produtos de limpeza. Tem mais: dezenas de itens tiveram preços reajustados significativamente (mais de 25%) nos últimos dias. 

Ilha da Fantasia 

O comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Newton Ramlow, disse numa entrevista a uma emissora de rádio, no sábado, que Florianópolis é a Capital mais segura do País. O tenente-coronel, que reduziu a exposição à mídia desde sua polêmica participação na campanha eleitoral de 2008, nos deu a impressão de que vive mesmo é na Ilha da Fantasia. 

Tango atravessado 

Quando este colunista se referiu, no fim de semana, à falta de atrações culturais da Ilha para o deleite dos turistas e moradores, não estava dizendo que o sexteto argentino El Metodo é ruim. Não mesmo, os rapazes são supimpas. O que este colunista quis afirmar é que não há uma preocupação da prefeitura em contemplar as praças da cidade com representações da nossa cultura.

Exemplos culturais

Há uns 20 anos, quando ainda existia o edifício do Hotel La Porta, na esquina da Conselheiro Mafra com a Praça 15 de Novembro, rendeiras da Ilha expunham seus trabalhos – o legítimo, artístico e verdadeiro artesanato local – na calçada da agência da Caixa Econômica Federal que funcionava no prédio. Da mesma forma havia no Mercado Público uma infinidade de pequenas lojas que vendiam artigos dos oleiros regionais. 

Feudo ilhéu 

No Mercado Público, que deveria concentrar elementos da cultura local – música, artesanato, arte, gastronomia – há boxes dedicados a diferentes ramos comerciais. Não há preocupação em apresentar aos visitantes um mínimo da produção cultural da cidade. Aliás, o mercado é um mistério que nem as bruxas da Ilha, de grandes poderes transcendentais, conseguem explicar para os turistas e para os moradores. 

Cloaca 

Dados da Fatma indicam que aumentou em 85%, nos últimos 15 dias, a restrição à balneabilidade nas praias de Florianópolis. O relatório da fundação confirma o que a população desconfiava: a especulação turística está mesmo matando a nossa galinha dos ovos de ouro. Praias contaminadas por matéria fecal são a prova de que a capital está se transformando numa nova Acapulco – o belo balneário mexicano que foi invadido pelo turismo de massa na década de 1960.

Abandono 

No sábado pela manhã o Palácio Cruz e Sousa, onde fica o Museu Histórico de Santa Catarina, estava aberto. Mas o aspecto lúgubre, com a pintura destruída pela umidade, não atrai turistas para visitação. A entrada do Palácio Cruz e Sousa é muito sombria e não tem qualquer tipo de apelo para que as pessoas entrem no prédio histórico que já sediou o poder Executivo do Estado. Em outras palavras, falta marketing cultural para o belo edifício do século 19.

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5 responses to this post.

  1. Posted by Anthony Toini on 11/01/2010 at 14:35

    Eu juro que não é mentira: Um amigo meu pensou que os índios da Praça XV fossem, ao menos, do norte do país!
    Os turistas vêm para cá e assistem índios equatorianos (ou peruanos) dançando enquanto a música toca… E a nossa cultura, fica onde?

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  2. Posted by luis on 11/01/2010 at 17:43

    Damião;

    a cidade vai a virar logo um Rio de Janeiro… uma cidade sem lei… está difícil sair do Ticen na direção do centro da cidade: vendedores de sandálias, redes, banquinhos de escambo de passes, DVD s piratas até dois churrasquinhos de gato… cade a SUSP? a GMF? a PM?

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  3. Em terra desgovernada manda quem pode mais…

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  4. Posted by Marinho on 12/01/2010 at 5:30

    Que comparação mais insensata; Floripa é uma cidade de muitos balneários, onde o comércio funciona sim aos domingos, e não fica dependendo só dos poucos 10 (?) shoppings; além do que o comércio do centro aberto só penaliza os empregados do comércio. Desculpe-me mas não há comparação entre BC e Floripa; só por bairrismo mesmo…

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  5. Posted by Marinho on 12/01/2010 at 5:36

    Que comparação mais impróprio; Floripa é uma cidade de muitos balneários (42), onde o comércio funciona sim aos domingos, e não fica dependendo só dos poucos 10 (?) shoppings; além do que o comércio do centro aberto no domingo de praia só penaliza os empregados do comércio. Desculpe-me mas não há comparação entre BC e Floripa; só por bairrismo mesmo…

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