Coluna de 9 e 10 de janeiro

Desrespeito sem limites 

A Prefeitura de Florianópolis deveria divulgar, até para tranqüilidade geral ou para desespero de alguns infratores, o número de construções irregulares que devem ser demolidas nos próximos meses. Evitaria os comentários gerais na cidade de que as demolições levadas a efeito nos últimos dias são ações pontuais – ou, como se diz tecnicamente no jornalismo, factóides.

Ao divulgar um programa de demolições, a prefeitura da Capital destacaria que o que está sendo feito obedece a um rito específico para colocar a cidade em ordem. Faz tempo que muita gente – seja rica ou seja pobre – faz o que quer em Florianópolis, sem que o poder público tome conhecimento ou providências efetivas.

Basta olhar para os morros da Avenida Mauro Ramos, do Saco dos Limões e da Costeira do Pirajubaé para ver a quantidade de casas que continuam sendo construídas, sem a mínima preocupação com os mínimos rigores técnicos, ambientais ou legais. E, sejamos justos, o caso se repete quanto a certos “avanços” em áreas de preservação ambiental nos ricos balneários do Norte da Ilha. O desrespeito com a Ilha de Santa Catarina não tem mesmo limites. 

Chefias em cascata 

A Câmara Municipal de Florianópolis tem quase 50 cargos de chefias, numa casa legislativa que tem uma representação de apenas 16 vereadores. E reproduz uma situação muito semelhante à do Senado, com a riqueza de chefias em cascata: de plenário, ordem do dia, expediente, taquigrafia, digitação, reprografia (xerox), balcão e cidadania, pessoal, folha de pagamento e financeiro, entre outras. 

Votações (1) 

O PPS elegeu um único deputado estadual em 2006, Altair Guidi (18.834 votos). Como Guidi tornou-se secretário de Estado, o primeiro suplente Sérgio Grando (9.215 votos) cumpriu grande parte do mandato do PPS. Os outros suplentes com suas votações são os seguintes: Anna Christina Barichello (6.998), Ozair Coelho de Souza (6.862), Aparecido Voltolini (5.748), Antônio Derli Rodrigues (5.593), José Cardoso (5.198) e Vilson Reichert (4.882). 

Votações (2) 

Apenas para comparar: o parlamentar estadual mais votado em 2006 foi Herneus de Nadal, com 72.093 votos; 7.680 votos foi quanto fez o vereador mais votado de Florianópolis em 2008, Gean Marques Loureiro. O curioso disso tudo é que Antônio Derli Rodrigues (5º suplente) assumiu o lugar de Sérgio Grando na AL, porque os outros suplentes não quiseram ocupar a cadeira. O titular da vaga, Altair Guidi, volta a exercer o mandato em março. 

PM acordou 

Finalmente – e depois de anos – a Polícia Militar agiu para promover uma limpeza no Largo da Alfândega, tomado por traficantes, prostitutas, ladrões e moradores de rua. A PM prendeu criminosos que agiam livremente no local, à luz do dia, aos olhos de todos, moradores ou turistas. A escória viveu ali com total liberdade durante os últimos anos, sem que ninguém tomasse providências. 

Acorda Florianópolis! 

Mas é preciso que se diga que o Largo da Alfândega não é o único lugar do Centro tomado de assalto pela escória. A Praça 15 continua servindo de dormitório para mendigos; as marquises do Edifício Ipase, na Praça Pereira Oliveira, também são utilizadas como refúgio dos moradores de rua; o Terminal Rodoviário Rita Maria e seu entorno acomodam, identicamente, uma legião de desocupados e bandidos. 

Não tem jeito 

O fechamento da Avenida Paulo Fontes, uma das principais vias do Centro de Florianópolis, continua rendendo polêmica e indignação, por parte de motoristas e mesmo de pedestres. Interditada parcialmente ao trânsito de veículos – os ônibus continuam circulando –, a avenida está sendo invadida pelas mesas de um bar do mercado público. Quer dizer, o pedestre continua tendo dificuldade para caminhar. 

História dos vices (1) 

Se assumir o governo definitivamente em abril, o vice-governador Leonel Pavan será o quinto, nos últimos 26 anos, a completar o mandato do titular. Tudo começou no governo de Jorge Bornhausen (PDS). Ele deixou o poder em maio de 1982, para se dedicar à campanha vitoriosa para o Senado. Henrique Córdova cumpriu o resto do período e deu posse ao eleito Esperidião Amin, em 15 de março de 1983. 

História dos vices (2) 

O caso seguinte aconteceu com Casildo Maldaner (PMDB), que assumiu definitivamente em 27 de fevereiro de 1990, devido à morte do titular, Pedro Ivo Campos. Casildo ficou até 15 de março de 1991 e deu posse ao sucessor, Vilson Kleinübing (PFL). Este protagonizou o episódio sucessório seguinte: deixou o poder em 6 de abril de 1994. Antônio Carlos Konder Reis tornou-se governador pela segunda vez, até 1º de janeiro de 1995. 

História dos vices (3) 

Um vice completando o mandato do titular voltaria a ocorrer apenas no primeiro governo de Luiz Henrique da Silveira (PMDB), que ficou no poder até o dia 9 de abril de 2006, renunciando ao cargo para se dedicar à vitoriosa campanha de reeleição. O vice Eduardo Pinho Moreira foi governador durante oito meses, dando posse ao sucessor, justamente Luiz Henrique da Silveira. 

Cultura portenha 

Enquanto moradores e turistas aguardam apresentações culturais típicas do litoral catarinense nos espaços públicos da cidade, grupos de estrangeiros ocupam as praças para divulgar seus talentos. Na Praça 15 e Largo da Alfândega são os índios equatorianos. No Largo da Catedral, até dia 14, o grupo argentino de tango El Metodo, composto por seis rapazes que executam versões clássicas, jazzísticas e contemporâneas do tradicional gênero musical portenho. Segundo o violoncelista Nicolas Segura, eles são assumidamente músicos de rua. Tocam em sua cidade, Mendonza, e na Calle Florida, em Buenos Aires. 

Consumo louco 

A euforia dos consumidores foi impressionante na sexta-feira: milhares de pessoas foram se endividar mais um pouco nas liquidações das grandes redes de varejo. Calçadões ficaram intransitáveis.

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17 responses to this post.

  1. Posted by Maria Aparecida Nery on 09/01/2010 at 8:55

    Tá. Mas o Gérson Tombasso vai ficar só demolindo deque na Brava e Jurerê? E quanto à favelagem e entrepostos de catadores na beira do rio Papaquara (Canas)? Idem, idem na favela do Siri sobre as dunas de Ingleses – onde o entreposto de lixaredo é uma verdadeira “empresa privada”? E sobre o loteamento Acapulco, no Travessão, sobre o parque florestal do Rio Vermelho (perguntem ao Arno Richter sobre o caso)? E quanto ao bar aquele, na beira da praia do Campeche, cuja ordem de demolição, anos atrás, foi pisoteada pela meia-dúzia de ecomarxistas de sempre, que “exigiram” – e levaram – a manutenção do boteco? Já os bares do Parque da Luz foram expulsos por Tombasso para agradar seus sócios de ideologia, da “poderosa” Aliança Nativa (cujos proprietários moram naqueles prédios) e da Apluz. As duas ONGs dividem o mesmo endereço num dos edifícios…

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  2. Posted by Paulão on 09/01/2010 at 11:55

    Vale a pena dar uma olhada. Os caras tocam pra caralho. E, Damião, enquanto chias (chiamos) aqui que os tanguistas estão ali tocando, NENHUMA BANDA LOCAL se dispõe a ficar de sol a sol mandando notas, exceto se a prefeitura der uma graninha…. Então, mô caro, nem tanto ao mar, nem tanto a terra. A Prç Xv está abandonada pela prefeitura, tá cheio de vagabundos do Rita Maria a Canasvieiras etc etc etc, mas a cultura local não está dizendo a que veio… Vai lá, monta um Marshall, um ton-ton, um surdo e uma caixa com chimball do lado, um baixão e uma guitarrinha são suficientes (além do teclado de churrascaria com samplers, que é básico). Descasca uns Zininhos, Luiz Henrique Rosa, Engenho, cantigas de roda, uns fados invocados pela modernidade, jazzeia canções populares e estamos na ‘fita’. Abraço, Paulão

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  3. De onde sai esse bicho fascista Ana Nery? Ibama nela!

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  4. Posted by celsoJ on 09/01/2010 at 21:00

    Seria interessante comentar sobre a aposentadoria vitalícia desses “governadores” temporários. Mais um vai assumir agora. Homenagem uma ova!

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  5. Posted by Maria Aparecida Nery on 10/01/2010 at 8:30

    Fascista é um mísero inseto travestido de gente que apóia a mais primária luta de classes, marxismo pão dormido camuflado na discurseira em “prol” do urbanismo e ambientalismo na Ilha. O seu kompañero Tombasso e seus ambientalistas de conveniência e ongueiros de fachada querem melhorar Florianópolis? Entre MUITAS outras coisas: eles que vão demolir aquele monumento ao pobrismo cubanista desta Ilha, multicolorido esqueleto de edificação nos altos da praia Mole, onde há décadas funciona uma “pousada” (“da Galheta”, huuuum…), muquifo para “sem teto por temporada na praia”, templo do bicho-grilismo mofado. E o processo de demolição e recuperação da vegetação devastada pela sede da ONG Instituto Sócio Ambiental – ISA Campeche, aos pés do morro do Lampião, a quantas anda? Pelo menos a área da piscina já foi substituída por vegetação nativa?

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  6. Desculpem, Ibama é pouco. Camisa de força e Colônia Santana

    Essa mulher não sabe o que diz. Meu companheiro Tombasso? Maluca. Vai te roçar nas ostras

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  7. Damião. Fiz uma pesquisinha básica no Google. Maria Aparecida Nery é uma direitista conhecida nos meios ambientalistas da cidade. É da turma do Tambosi, Aluizio Amorim e Reinaldo Azevedo. O papo deles é falar mal do Lula e do PT. Não são análises profundas. É uma velhota recalcada. Basta ver esse artigo e a foto da mulambenta. Nem os cachorros sarnentos da Praça XV leva essa gente a sério.

    http://www.ilhacap.com.br/edicao_novembro08/artigo_maria_aparecida_out08.html

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  8. Posted by Maria Aparecida Nery on 10/01/2010 at 17:36

    Sim! Kompañeros: cheiradores de drogas pseudo marxistas, aquele ideário congealdo na década de 80… Sou da turma do Tambosi, Aluizio Amorim e Reinaldo Azevedo, é? Puxa vida! Com um elogio desses não posso agradecer chamando-o de mísero inseto: Muito grata, mosquito. Em retribuição, envio milhares de flits de detefon a você!

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  9. Não te disse Damião . A mala é direitosa mesmo. Vive de masturbação ideológica. sera que sabe onde é o ponto G.

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  10. Posted by Adriano Flor on 11/01/2010 at 7:43

    Nossa cidade virou terra sem lei, sem comando, hj é mto facil instalar uma banca, vender chinélos, guarda-chuvas, em plena Felipe Schimdt, musicos então, nem se fala, é só chegar e começar o barulho, uma vergonha. Pobre Floripa!

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  11. Posted by Maria Aparecida Nery on 11/01/2010 at 9:31

    E você, mísero inseto esquerdopata, véinho barrigudo da perna fina? Já implantou um pênis artificial no marxismo impotente sob a careca? Ou vai resignar-se com a masturbação antidireitista do seu blog viagra? Cuidado, hein?!? O tempo passou na janela e só o mosquito não viu… seu coração de estudante cheguevarista já mandou dizer que envelheceu e não agüenta mais nem preliminares. Quanto mais o esforço brocha das vãs tentativas pelo orgasmo ideológico.

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  12. Posted by Gabo on 11/01/2010 at 9:46

    ô Maria Aparecida Nery, não faz assim não! Estais começando a me lembrar o Boris Casoy alguns dias atrás na TV! Espero que a semelhança não seja verdadeira(?)!

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  13. Essa Maria Nery é uma coitada, mal resolvida. O que ela quer é polêmica. É uma desconhecida dos meios intelectuais de Fpoolis. Ela quer ibope. Vai ficar confinada aqui no blog do Damião com os seus pitis fascistas.

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  14. Posted by Maria Aparecida Nery on 11/01/2010 at 10:04

    Reinaldo Azevedo, Orlando Tambosi, Aluizio Amorim, e agora Boris Casoy, é? Só elogios… mas eu jamais pedirei desculpas por responder o que respondi ao mísero inseto. E ele que se cuide mesmo, porque o Paulo Francis anda convocando espíritos hiperativos para debater com ele sobre a combinação nefasta de arrogância ideológica, coração fraco… e mui amigos que atiçam fogo no circo.

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  15. Posted by Maria Aparecida Nery on 11/01/2010 at 11:49

    Desconhecida nos meios “intelequituais” da Kubalândia…

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  16. Posted by Gabo on 11/01/2010 at 12:15

    ô Maria Aparecida, não devias ficar aí desejando toda essa maré de azar para o nobre Muska!Ademais, ele ladra mas não morde! Vai lá, faz um carinho nele, pede desculpas, quem sabe não encontras algo em comum e não te apaixonas!!! hahaha!!!

    Estamos todos te esperando na Kibeland, com uma bela caneca de chopps.

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  17. Posted by Maria Aparecida Nery on 11/01/2010 at 13:33

    Ô, Gabo, vinhas tão bem ô! Foi o inseto malino quem insitisicou comigo… eu só tentei devolver à altura os “ladra mas não morde” dele.

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