Coluna de 8 de janeiro

Sucessão 

Está resolvido o problema sucessório do Estado: a posse do presidente do TJ no governo prestigia o poder Judiciário num momento politicamente delicado para a Tríplice Aliança.  (*)

Acredite: a violência diminuiu 

Embora seja significativa a quantidade de arrombamentos, assaltos, roubos e furtos em Florianópolis, o número de homicídios sofreu uma sensível redução em 2009. Levantamento da Secretaria da Segurança Pública do Estado aponta que houve uma queda de 31% na quantidade de mortes violentas no ano passado, em comparação ao período anterior (2008). Os números absolutos: em 2008 a segurança pública registrou 93 homicídios; em 2009 foram computados 79 homicídios. O mais interessante é que 77,21% dos homicídios tiveram autoria identificada, com a prisão dos criminosos.

É bom lembrar que esse parâmetro – o número de assassinatos – é aceito nacionalmente como principal indicador da violência. Os outros atos, inclusive agressões físicas ou tentativas de homicídio, são utilizados de forma mais reservada na análise do fenômeno da violência.

A sociedade reconhece e aplaude o trabalho da Polícia Civil, que desenvolve as atividades de investigação e possibilita a responsabilização dos criminosos. Mas a sociedade espera, ao mesmo tempo, que a Polícia Militar volte a patrulhar as ruas e os bairros da cidade, à mercê dos bandidos, que agem à luz do dia, na maior cara de pau, invadindo casas e estabelecimentos comerciais, arrombando ou roubando automóveis e causando prejuízos incontáveis à população. É notório que a presença de policiamento ostensivo evita não apenas a multiplicação dos homicídios, como também outras ações da bandidagem. Lembrando que os criminosos só agem em locais onde a segurança pública é frágil. Caso de Florianópolis e de inúmeras outras cidades litorâneas. 

Mais tempo 

Anunciada solenemente para ontem, a entrega da defesa do vice-governador Leonel Pavan ao Tribunal de Justiça acabou transferida para a próxima segunda-feira, dia 11. Faltaram documentos considerados fundamentais pelo advogado Cláudio Gastão da Rosa Filho. Mas a viagem ao TJ não foi perdida: Pavan compareceu ao prédio da Justiça e se deu por intimado. 

Desqualificação 

O presidente estadual do PSDB, Marco Tebaldi, assina nota do partido  que desqualifica a iniciativa do PSol de pedir o impeachment do vice-governador Leonel Pavan. Os tucanos entendem que o PSol agiu com motivação política e que, não tendo representação na Assembleia Legislativa, não teria o direito de apresentar pedido de processo. Mas o regimento interno da AL garante: qualquer partido político pode tomar essa iniciativa. 

Quem manda (1) 

Leitor Carlos Gustavo Klann contesta nota da coluna, que atribuiu nota dez à Polícia Militar, na edição de 2 e 3 de janeiro. Na verdade, a nota dez era relativa ao policiamento nas festas de Réveillon de Florianópolis e Balneário Camboriú. Klann, que reside na região de Balneário Barra do Sul, afirma que os veranistas e moradores recorreram à PM várias vezes nos últimos dias e não foram atendidos, por conta da desordem causada por uma danceteria. 

Quem manda (2) 

A queixa de Carlos Gustavo Klann é relativa à bagunça generalizada que caracteriza a temporada de veraneio em muitas cidades litorâneas. “Teve noite que ligamos mais de cinco vezes e nenhuma viatura apareceu. Onde estão meus direitos? Onde está o efetivo da polícia, que deveria estar presente em um local com aglomeração de pessoas e consumo de bebidas? Os baderneiros estão certos? Será que eu é que estou errado em reivindicar meus direitos? Quem manda nessa terra?”. 

Perda 

Foi enterrado ontem à tarde em Florianópolis o corpo de Aldo Rocha, um dos pioneiros do transporte coletivo na capital catarinense, fundador das empresas Biguaçu e Emflotur, que atendem grande parte da área continental de Florianópolis, São José e Biguaçu. De origem humilde, Rocha começou seus negócios na década de 1950 conseguindo transformar sua pequena companhia num bem-sucedido grupo empresarial. 

Cultura 

Em Palhoça, a perda lamentada na cidade foi a de Claudir Silveira, incansável pesquisador e principal referência da historiografia local, autor de livros sobre a cultura e a história do município e dono de um acervo considerável de fotografias e documentos. Morreu de infarto aos 70 anos e foi sepultado no cemitério municipal. 

Chuva e imobilidade 

Na tarde chuvosa de quinta-feira Florianópolis viveu outro dia de inferno no trânsito. A imobilidade urbana era visível em vários pontos da cidade, mas a Guarda Municipal, pelo menos até o fim da tarde, não havia aparecido para auxiliar e melhorar o tráfego de veículos. Por falta de sol – e de praia – a maior parte dos carros se dirigia aos shoppings da Capital. 

Táxis (1) 

Observação da ex-vereadora Angela Albino à coluna: “Não esquece de tocar no assunto do abandono da rodoviária de Florianópolis. Hoje (ontem) está um caos passar por lá e tentar pegar um táxi: enquanto se aguarda na longa fila que se forma à espera do próximo veículo, andarilhos de todos os sotaques assustam pedindo moedas”. 

Táxis (2) 

Do leitor Paulo Stodieck, ainda sobre táxis: “O problema do táxi em Florianópolis tem exatamente a idade do táxi em Florianópolis. Sempre foi problema e ninguém, em todos os tempos, fez qualquer coisa para reverter o quadro. Quanto ao outro problema, apontado por Angela Albino, acerca da invasão da bandidagem na Rodoviária, pode-se afirmar, sem medo de errar, que hoje, aquele local, é o ponto principal de concentração do perigo que ronda esta cidade. Uma bela faxina no local seria bem-vinda”.

————-

O presidente do Tribunal de Justiça, José Eduardo de Souza Varella, vai assumir o governo no final de janeiro, durante uma semana. Luiz Henrique vai para a Itália, Leonel Pavan para o Marrocos e o seguinte na linha sucessória, Jorginho Mello, presidente da Assembleia Legislativa, declinará da honraria de ocupar a chefia do Executivo catarinense. Lembrando que o vice-governador do Estado deve ser submetido a julgamento, pelo TJ, nas próximas semanas, devido ao indiciamento por suposta corrupção passiva, advocacia administrativa e quebra de sigilo funcional.

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3 responses to this post.

  1. […] por discursos, continua à deriva Chuva e imobilidade 8/01/10 Da coluna de Carlos Damião (Blog de Carlos Damião, […]

    Resposta

  2. Posted by Sergio Ramos on 08/01/2010 at 10:28

    77% de resolução dos homicídios?? Quer dizer então que superamos paises como Japão, por exemplo, que tem uma resolução de 48% dos homicidios?? Novamente estamos sendo feitos de palhaços! Estão incluindo nestas prisões, aqueles homicidios em que o autor é preso no local do crime, como crimes passionais por exemplo, e que não é preciso de um segundo de investigação….Mais uma vez a imprensa embarca numa mentira e não vai a procura da verdade!

    Abraços…

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  3. Posted by severino soares silva on 11/03/2010 at 10:23

    Carlos Damião.

    Descobri hoje um comentário em seu blog, feito tempos atrás, sobre o fantasioso “metrô de superfície” do governo catarinente apoiado pelo município da capital. Desde 2006, com sustentatibilidade técnica, travei uma luta interna com o governo, posteriormente levando-a ao conhecimento de entendidades classistas da engenharia, ACIF, etc., sobre essa enganação. Dada à extensão da documentação produzida, que desmascarou o governo, caso lhe interesse conhecê-la, peço-lhe responder para o meu e-mail a fim de que eu lhe envie o extenso contraditório.
    Severino Soares Silva – Engº Civil/Especialização em transporte e trânsito urbano – e-mail: severino@esseconsultoria.com

    Resposta

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