Coluna de 7 de janeiro

Tucanos estimulam Pavan 

Ao dizer que Leonel Pavan assume o governo quando quiser, o governador Luiz Henrique da Silveira colocou o vice-governador numa sinuca de bico. Judicialmente sob suspeita, por conta do indiciamento motivado pela Operação Transparência, Pavan adotou uma estratégia de recolhimento no fim de 2009, para evitar exposição à mídia. Se assumir na ausência do titular, entre 22 e 30 de janeiro, estará se expondo e governará numa situação de fragilidade. O ideal para ele, segundo avaliações que circulam nos bastidores do governo, é que se declare impedido e que o presidente da Assembleia Legislativa assuma o governo mais uma vez. E é claro que Jorginho Mello vai adorar.

O diretório regional do PSDB, além de prefeitos e secretários filiados ao partido fazem questão de destacar que estão ao lado de Leonel Pavan e estimulam sua posse na ausência de Luiz Henrique da Silveira. Há, entre os tucanos, um espírito de solidariedade integral à sua principal estrela em Santa Catarina. O PSDB faz de tudo, inclusive, para desacreditar o requerimento de impeachment apresentado pelo PSol à Assembleia Legislativa.  

O fim da árvore 

A árvore de Natal da Avenida Beira-mar, na Capital, começa a ser desmontada a partir das 8 horas de hoje. É o fim de um símbolo indigesto. Ninguém na prefeitura se dispõe a falar sobre a desmontagem, que será executada pela empresa Palco Sul, cujo contrato deu origem a ações judiciais – ações que, por enquanto, não serão desmontadas. 

Resposta (1) 

Em relação às notas desta coluna sobre o piso salarial regional, a União Geral dos Trabalhadores (UGT-SC), através do vice-presidente Maurício Kimmel, enviou nota de esclarecimento: “Jus Sperniandis – A classe patronal tem todo direito de questionar na Justiça (STF) a constitucionalidade da lei 459/09, que prevê quatro pisos salariais regionais em Santa Catarina, em vigor desde o dia primeiro de janeiro. O que não pode e não deveria é falar inverdades”.   

Resposta (2) 

“A lei foi sim originada do movimento sindical, da força e união das centrais sindicais, da organização das federações de trabalhadores, fruto das audiências públicas, dos seminários regionais promovidos pelo Dieese, abaixo-assinado com mais de 50 mil assinaturas e, por fim pela aprovação do projeto de lei na Assembléia Legislativa. Então, a lei foi orquestrada sim, mas pela sociedade catarinense. Aos empresários que são contra esta lei, Jus Sperniandis. E enquanto não for concedida nenhuma liminar, cumpra-se a lei!”, conclui a nota. 

Marcha-lenta 

A prefeitura está reativando o posto de informações turísticas do Continente. Já não era sem tempo, embora o posto só vá funcionar nos dias de semana, uma restrição burocrática para uma área que não aceita burocracia. Mas é preciso levar em conta outras deficiências de informações na cidade, cuja região central em nada lembra um centro turístico.  

Recepção precária 

Na Praça 15 de Novembro, por exemplo, não há quem oriente os turistas. Os visitantes encontram, no máximo, alguns índios equatorianos, estátuas vivas, moradores de rua, vendedores de picolé e flautistas enjoados. Os museus da cidade também fecham de acordo com o relógio-ponto dos funcionários públicos e não abrem nos fins de semana. 

Tradução primária 

Ainda sobre a falta de orientação para os turistas em Florianópolis, cabe lembrar que o Terminal Rodoviário Rita Maria não tem pessoal para receber viajantes norte-americanos ou europeus: os visitantes não encontram interlocutores locais que conheçam o idioma inglês. Uma cidade que se pretende turística tem que ter gente capacitada para se comunicar em espanhol e inglês.  

Lei da Física 

O secretário interino de Turismo de Florianópolis Homero Gomes disse em entrevista ao Conexão da Manhã (Rádio Guarujá) que o excesso de turistas na alta temporada é normal em qualquer lugar do mundo. “Os problemas são pontuais”, observou. Mas a verdade é que a capital é um lugar pequeno demais para receber tanta gente. É aquela Lei da Física sobre os dois corpos…  

Descartáveis 

Não há nada mais jeca do que o culto a certas personalidades que caem de paraquedas na Ilha de Santa Catarina durante a temporada. Quem as conhece? Quem as paparica? Que tipo de interesse despertam nas pessoas comuns? Qual a contribuição que dão à cidade? E tem mais bobagens que animam certos espíritos deslumbrados: o preço das bebidas e dos aluguéis.  

De olho na folia 

O prefeito Dário Berger está sendo pressionado por todos os lados para nomear o novo secretário de Turismo. Gente sem a menor qualificação faz lobby na mídia para emplacar na lista de prováveis nomes. Por enquanto, Dário estaria decidido a comandar pessoalmente os preparativos para o Carnaval florianopolitano. Quer evitar novas surpresas desagradáveis.  

Baleeiras 

O governador Luiz Henrique da Silveira repetiu ontem o bordão de que Florianópolis deixou de ser escolhida cidade-sede da Copa de 2014 por causa de uma decisão política da Fifa. Mas, pelo que vimos nos últimos dias em Florianópolis, a cidade não tem condições nem de promover uma corrida de baleeiras, quanto mais os concorridos jogos da Copa do Mundo.  

PMDB se articula 

Presidente reeleito do PMDB catarinense, o ex-governador Eduardo Pinho Moreira já convocou a primeira reunião da executiva em 2010. Será na próxima segunda-feira, na sede do diretório estadual, em Florianópolis. A pauta do encontro prevê o planejamento partidário do primeiro trimestre e a construção de um plano de gestão para a campanha deste ano.

Tijolos e rosas

“É só tijolada. Eles nunca ofereceram uma rosa”. Frase do vice-prefeito de Florianópolis, João Batista Nunes, em entrevista à Rádio Guarujá, sobre nova ameaça de paralisação dos motoristas e cobradores de ônibus.

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4 responses to this post.

  1. Hum tijoladas? Conheçp essa palavra!

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  2. Posted by Eduardo Guerini on 07/01/2010 at 22:34

    Esperar o que de uma gestão tão ineficiente…
    O super-prefeito e as super-trapalhadas, agora esqueceu a administração para brincar de palhaço no carnaval.
    Tanta gente qualificada no trade turistico, o prefeito itinerante não responde e não assume…
    É a gestão do parlapatão e sua troupe…
    Escandalos, desvios, corrupção, somente numa ilha de magia tamanha encenação política.

    Responder

  3. […] No blog do Damião, um leitor fala sobre a nomeação do prefeito para o cargo de secretário de turismo. […]

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