Crônica – Olsen Jr.

Olá, camaradas, salve! Conforme o prometido, segue a crônica no seu dia habitual… A última publicada no jornal “A Notícia”… Um “casamento” que terminou depois de 12 anos e dois meses, aliás, mais longo do que 95% dos outros enlaces matrimoniais que conheço… Sim, porque estar vinculado com um jornal é o mesmo que estar casado, pelo menos para nós, os “durões”…

Despedidas, não suporto isso, a menos que seja essa, do ano que passou… Bem, então a música pode/deve ser essa:

“Auld Lang Syne”

De um poema de Robert Burns escrito em 1788 logo foi popularizada no Reino Unido…

Graças a uma gravação de Guy Lombardo, líder de banda canadense, em 1929 apresentada no final daquele ano e popularizada nos anos seguintes como uma espécie de despedida do ano que terminava, acabou associada e repetida sempre… Nas despedidas… 

Nos Estados Unidos, é conhecida como “”The song tha nobody knows” (a música que ninguém conhece) porque embora a melodia tenha se internacionalizado, poucos conhecem a letra do poema…

Como acontece com canções que se tornam populares mundialmente, acabam sendo adaptadas de acordo com a índole do país que as abriga…

No Brasil há uma versão de Alberto Ribeiro e Carlos Alberto Ferreira Braga (o “Braguinha”) e ficou conhecida como a “Valsa da Despedida”… E começava assim: “Adeus amor eu vou partir”…

Well, em fase de despedidas, parece que todo o mundo está fazendo o mesmo… O César Valente do seu blog deolhonacapital… O Les Paul do fazendobarulho… Enfim, novo ares se avizinham, e isso cabe bem aqui, agora, acho…

 Com o carinho de sempre do poeta, vai: 

DESPEDIDA DOS (MEUS) LEITORES DO AN 

Olsen Jr. 

   Francamente, não gosto de despedidas. Um adeus sempre sugere a hipótese de que seja definitivo. Foi assim quando minha mãe morreu e o fato se repetiu com o meu pai, do mesmo jeito: era para ser apenas um até breve, e acabou sendo um nunca mais.

   Prefiro mil vezes os encontros. A aproximação possibilita uma expectativa, algo capaz de gerar uma esperança e essa, naturalmente, abre horizontes… Não restringe, amplia.

   Levado pelos editores Joel Gehlen e Dennis Radünz, (Paulo César Ruiz, in memoriam), tive a primeira crônica “Boemia, Aqui Me Tens de Regresso”, publicada no “Anexo”, no dia 06 de novembro de 1997.

   Os tempos eram outros, havia total liberdade para se criar e se dizer, mas igualmente, havia um espaço generoso para ambas e a competição era acirrada.

   Foram 12 anos e dois meses, semanalmente, aqui neste espaço, buscando com uma visão humana e muito particular, cínica e/ou cética se preferirem, revelar o homem para os outros homens, e que o homem assim revelado pudesse agir e assumir a sua inteira responsabilidade em face ao que está observando e vivendo.

   Ao todo, 410 textos produzidos a partir de várias motivações, o cotidiano e suas mazelas naturalmente triunfando. Ainda que pareçamos descrentes de uns cem números de virtudes desusadas nesses tempos modernos, paradoxalmente, foram as crônicas em que aludi a família aquelas que encontraram sempre melhor receptividade entre os leitores. Nem tudo está perdido então porque a família continua sendo um núcleo poderoso na transformação social.

    Também recebi o prêmio da melhor crônica publicada em 1999, “Prêmio Planel de Jornalismo – rádio e televisão de Santa Catarina”, pelo Jornal “A Notíca”.  O texto “Na Última Página”, publicado no dia 19/11/1999, teve como leitmotiv o aparente contentamento de um andarilho por poder transitar pelos lugares que lhe aprouvesse, inspirado em reportagem publicada na contracapa do Diário Catarinense. Na crônica fiz uma espécie de “balanço” do aprendizado humano desde a idade da pedra até a informática e esse apelo irresistível para a aventura e pela liberdade, aliás, essa busca pela liberdade é que conta a grande história humana.

   Ignoro quais serão os caminhos para o jornalismo tradicional (impresso) para o futuro, embora a preocupação com o fenômeno e os debates já tenham começado, principalmente nos Estados Unidos, há pelo menos cinco anos e onde o todo poderoso New York Times contabiliza perda de leitores e assinantes anualmente. De qualquer maneira, aqui no Brasil, na Região Sul, notadamente, segue-se uma tendência mundial iniciada na década de 1980 de se regionalizar a informação. Os periódicos diários se fortalecem na medida em que definem um nicho de atuação e investem nele, tornando-se necessários e até imprescindíveis.

   Natural, portanto, que se busque gente e conhecimento que digam respeito à Região onde estão inseridos.

   Assim, também é natural que eu, atuando na Capital, possa representar uma peça descartável nesse processo, embora um suplemento cultural signifique, muitas vezes, uma espécie de “oásis” na insolência informativa diária, porque a realidade mais e mais está fornecendo material para alimentar tudo o que há de indigente em uma sociedade e, invariavelmente, os veículos de comunicação têm se apropriado disso, o que acaba respingando até na cultura, que nunca está imune a nada.

   Nunca deixei de enfatizar nesse tempo todo, a minha profissão de fé na literatura. Tomei a decisão de ser um escritor aos 13 anos de idade, desde então nunca tergiversei sobre isso.

  A busca continua agora em novos caminhos e os meus textos poderão ser encontrados (todas às sextas-feiras) nos blogs da vida: 

https://carlosdamiao.wordpress.com (do jornalista Carlos Damião, de Florianópolis)

http://sambaquinarede2.blogspot.com (do jornalista Celso Martins, de Florianópolis)

http://cangarubim.blogspot.com (do jornalista Sérgio Rubim, de Florianópolis)

www.zsite.com.br (do jornalista Valério Fabris, de Belo Horizonte)

www.digitalabc.com.br (do jornalista Arthur Monteiro, de Brasília)

http://blog.educacaoecidadania.com.br (jornalista Maria Odete Olsen, de Florianópolis)

http://tijoladasdomosquito.blogspot.com (Amilton Alexandre, de Florianópolis) 

   E como diria o poeta, vamos em frente e sejamos felizes, se pudermos: um bom ano novo para todos e até outro dia… Por aí!

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